Família Islâmica da Palestina se Rende aos Pés do Senhor

Irmão Ragm Husni e sua esposa Regina celebram as maravilhas que o Senhor realizou em sua família.

Após seguir o Islamismo e odiar os judeus, jovem é liberto do antissemitismo e ganha família muçulmana para Jesus.

A bela história dos pais do irmão Ragm Husni Isa Ágil começou quando o seu pai, Husni Isa Mohamed, muçulmano, e a sua mãe, Maria José, evangélica, se conheceram. Em 1955, o pai de Ragm veio para o Brasil e foi morar em Uberlândia, (MG). "Lá, ele conheceu minha mãe e se apaixonou, porém ela disse que não aceitaria namorar com ele, pois era evangélica e isso se constituía no jugo desigual. Vendo a firmeza de sua fé, ele tratou de se 'converter' a Cristo", conta.

Diante da "conversão" de Husni, Maria José aceitou namorar com ele e casaram. Então, a "conversão" não durou muito tempo. "Após o casamento, ele voltou às práticas da fé islâmica e minha mãe passou a viver uma nova realidade com os costumes árabes. Logo, foi impedida de ir à igreja. Cuidava da casa e educação dos nove filhos. Com as lutas constantes, a fé de minha mãe esfriou e ela se distanciou de Cristo e da igreja. Veio, então, o sofrimento de um casamento fora do plano de Deus. No desespero, tomando conselho de amigos, ela procurou ajuda num centro espírita, já que sua vida ia de mal a pior".

Em meio a tantas provações, um dia passou em frente à Assembléia de Deus em Campo Grande (MS) e viu que a porta estava aberta. Entrou junto com uma das filhas. "Ela ficou algum tempo ajoelhada e falou com Deus que desejava voltar a ter comunhão com Ele e ter paz para sua alma. Logo, reconciliou-se com a igreja, e através de minha mãe conhecemos a Cristo", recorda Ragm.

En 1974, ele foi convidado pela mãe para ir a um Congresso de Jovens. "No primeiro dia, senti algo tão maravilhoso que fiquei ansioso para aceitar a Jesus, decisão que não tomei por pensar nos constrangimentos que na época os crentes sofriam, como insultos por portar a Bìblia. Mas, no último dia, aceitei Cristo como Senhor e Salvador. Foi a noite mais feliz da minha vida!", alegra-se.

Entretanto, ao chegar em casa, seu pai não gostou nada da novidade. "Contei a ele o que tinha acontecido. Ele ficou muito bravo e disse que não ia aceitar. Nenhum dos filhos iria envergonhá-lo perante a família árabe. Como poderia ter os filhos crentes se todos eram muçulmanos?", lembra.

O pai Husni Isa Mohamed tratou de comprar um exemplar do Alcorão para o filho. "Lia e não entendia quase nada. As palavras eram mortas, sem sentido para mim. Já quando li a Bíblia, sentia que as palavras eram vivas e o Espírito Santo falava comigo mostrando os meus pecados, os meus defeitos de comportamento e também me mostrava a solução. Quantas vezes, ao ler, chorava por sentir que a Palavra de Deus é viva e gera vida! Meses depois, devolvi o Alcorão a meu pai relatando a experiência que tive lendo a Bíblia".

Husni não aceitava a nova religião da família e tentava de todas as formas os impedir de servir ao Senhor. Alguns anos mais tarde, mudaram-se para Brasília (DF). Husni não se deu por vencido. "Ele permitia que fôssemos à Igreja aos domingos, mas, após a Escola Dominical, teríamos que ir ao clube onde a comunidade palestina se reunia para almoçar e passar a tarde de recreação. E havia um tempo para exibirem filmes de israelenses fazendo vários tipos de crueldade com o povo palestino. Aquelas cenas ficaram gravadas na minha mente e fui cultivando um ódio muito grande pelo povo de Israel. Cheguei a enviar pequenas economias para ajudar na causa da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), presidida por Yasser Arafat", lembra Ragm.

No ano de 1989, a família se mudou para Porto Alegre (RS) e logo Ragm e família foram congregar na Assembléia de Deus. "Fui colocado pelo meu pastor, Jesus Karoly, como líder dos jovens. Todos os domingos, após a Escola Dominical, realizáva-mos evangelismo de casa em casa e cultos ao ar livre, mas ninguém se convertia por meio daqueles trabalhos. Comecei a orar por salvação de almas. Certa madrugada, tive um encontro maravilhoso com Cristo".

Na ocasião, o Senhor lhe deu uma visão onde sobrevoava os países árabes. "Deus me mostrava os povos, como eles se comportavam, batendo no próprio corpo, se machucando e quem estava por trás de tudo aquilo. O Espírito Santo me disse para amar e orar por eles, pois o Senhor queria me abençoar", relata.

No dia seguinte, o Espírito Santo continuava a incomodá-lo a orar por aquele povo. "Ele disse claramente para que eu tirasse do coração todo o ódio contra os judeus. Respondi que não conseguia, e naquele momento senti uma mão maravilhosa me tocar e todo sentimento ruim foi saindo. Senti esvaziar o meu coração de todos sentimentos ruins que cultivava. Vivi momentos inesquecíveis como o Senhor. Comecei a amar e orar por Israel. Também oro pelo povo palestino para que venha um novo tempo onde o Reino de Deus venha sobre aquela terra. Que haja paz".

Ao obedecer a Deus, imediatamente foi abençoado. "Quando saí com os jovens para evangelização num fim de semana, cerca de 30 vidas se renderam a Jesus", glorifica irmão Ragm. Mas, a maior surpresa estava por vir. Após 25 anos de constante oração, seu pai se entregou a Cristo. "Ele teve um encontro com Jesus e confessou: 'O Deus de tua mãe, meu filho, é o Deus verdadeiro'. Sair essas palavras da boca de um islâmico, só Jesus Cristo é que tem poder para fazê-lo. Só Jesus pode transformar mesmo. Meu pai foi fiél ao Senhor até o fim de seus dias. Hoje, meu pai já descansa com o Senhor. Tenho mil motivos para ser grato a Deus", jubila.

Ragm é casado com a irmã Regina, com quem tem dois filhos: Ragm Júnior e Aline Husni. Ele trabalha no Departamento da União da Mocidade da AD em Porto Alegre (UMADPA). "Louvo a Jesus por tudo que tem realizado em minha vida. Sirvo-o de coração. 'Saberá, pois, que o Senhor teu Deus, Ele é Deus, o Deus fiél'", conclui, citando Deuteronômio 7.9.


Fonte: Mensageiro da Paz, Agosto de 2009.




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