Reforma nos Reinados de Eduardo VI, Maria e Isabel (1547-1558)
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Agosto de 2008

Eduardo VI tinha agora subido ao trono. Apesar de ter apenas nove anos de idade, já tinha dado evidentes provas de uma piedade verdadeira, e era considerado como um príncipe de grande futuro por todos os que favoreciam a religião protestante. Tinha ele realmente a nobre ambição de fazer do seu país a vanguarda da Reforma, e oferecer um refúgio livre na sua Ilha aos ensinadores fugitivos. Devido à sua pouca idade, foi o seu tio, o duque de Somerset, homem de princípios protestantes, nomeado regente do reino; e a notícia da sua nomeação reanimou as esperanças dos cristãos na Inglaterra e despertou a abatida energia deles.


Efetuam-se Mais Reformas
Bem depressa Somerset fez valer a sua autoridade, reprimindo a perseguição e tratando de outras reformas necessárias: o sacrifício da missa foi proibido; foi permitido que se lessem as Sagradas Escrituras, e todos os que tinham sido expulsos do reino no reinado de Henrique, por causa da sua religião, tiveram licença para voltar. Muitos dos bispos, também foram expulsos das suas dioceses para darem lugar a homens mais competentes, medida que se tornava muito necessária, em vista da indolência e soberba de muitos dos prelados de Henrique. Quanto a Bonner, o bispo perseguidor de Londres, não só foi privado do seu bispado, mas tendo sido reconhecido culpado de ofensas e mau comportamento foi lançado na prisão. Foi esta também a sorte de Gardiner e Tonstall, bispos de Winchester e Durham.

Além disso, o conselho do rei tinha nomeado certas pessoas para visitarem todas as dioceses, com o fim de reprimirem abusos, e de darem conta do estado de cada bispado. Estes eram divididos em grupos, tendo cada grupo dois pregadores que explicavam ao povo a doutrina da Reforma e pregavam o Evangelho numa linguagem que podia facilmente ser entendida por todos.


Aparecem as Nuvens
No meio de todas estas reformas salutares, apareceu uma nuvem no horizonte espiritual, começando a circular boatos alarmantes referentes à saúde do rei, para aumentar o desassossego dos protestantes; o próprio regente foi derrubado pela força política do duque de Northumberland, e enviado ao cadafalso. Contudo, os Seymours, a quem foi conferida a responsabilidade do governo, também eram a favor da Reforma, e os bispos protestantes foram animados pelo Estado a prosseguir nos seus árduos trabalhos, mas os boatos desanimadores sobre a saúde do rei continuavam a circular, e a ansiedade dos protestantes aumentava diariamente. Ainda se não tinha passado um ano que o novo governo estava no poder, quando esses boatos se tornaram em realidade, apresentando-se uma época má na história da Reforma inglesa. Eduardo tinha falecido, e Maria havia subido ao trono da Inglaterra.


Maria ao Trono
A perspectiva estava longe de ser agradável. A rainha Maria era uma católica fanática, e isso não dava muitas esperanças aos protestantes; além disso era filha de Catarina de Aragão cujo divórcio de Henrique VIII tinha sido aprovado por Cranmer, e isto não era um pensamento muito animador para o chefe eclesiástico do protestantismo do país. Os sentimentos de Maria não eram nada benignos para com as doutrinas que Cranmer tinha estado a promulgar com tanto cuidado, durante o reinado do seu irmão; e ainda menos benignos eram os seus sentimentos para com o próprio Cranmer, a quem, na verdade, considerava como seu grande inimigo. Durante o reinado do jovem rei, Maria pedira licença para ouvir missa na sua própria casa, mas Eduardo lhe havia negado; e agora deviam cair sobre a cabeça de Cranmer as conseqüências desta recusa. E verdade que ele aconselhara o rei a conceder a licença, mas, ou Maria ignorava este fato, ou fingia ignorá-lo; e só o sangue de Cranmer podia aplacar a sua indignação. Como rainha, odiava-o por causa das suas medidas reformadoras; como católica por causa das restrições de espécie religiosa que ela imaginava ter ele lhe imposto no reinado anterior; e sobretudo, como mulher, por causa da sua decisão na questão do divórcio, pela qual ela ficara considerada como filha bastarda.

Contudo, durante os primeiros meses do seu reinado, a rainha disfarçou os seus verdadeiros sentimentos; e com o fim de estabelecer a sua posição no trono, prometeu tolerância. Os protestantes não seriam incomodados nem na profissão nem na prática da sua religião nem se usaria qualquer violência em matéria de fé. Mas o cardeal Pole estava ao lado da rainha, e Gardiner e Bonner esperavam a ocasião de lançar o veneno no seu espírito, não sendo possível em tais circunstâncias que este estado de neutralidade continuasse.

O povo também não tinha compreendido os benefícios que uma completa Reforma lhe podia trazer, porque a obra parcial feita no reinado de Henrique não tinha tido a simpatia popular pelas medidas inconstantes e autocraticas do rei, e a obra no reinado de Eduardo não tinha tido tempo de criar raízes. Por isso, enquanto o Parlamento se reuniu, um dos primeiros e principais atos foi abolir as inovações religiosas que Cranmer e Somerset se tinham empenhado em introduzir, e restaurar o culto na sua antiga base. Como conseqüência imediata, milhares de padres casados foram expulsos dos seus cargos e, com suas mulheres e filhos, reduzidos a pedir esmola.


Mais Martírios
As perseguições não tardaram a seguir-se. O primeiro mártir foi um eclesiástico chamado João Rogers. Esteve prisioneiro durante algum tempo na sua própria casa, e depois em Newgate, onde teve de permanecer com criminosos, assassinos, ladrões, etc, até chegar o dia do seu julgamento. A conduta dos seus juizes no primeiro interrogatório foi muito irregular e turbulenta. As suas observações foram caracterizadas pela rudeza e leviandade, e mais de uma vez se entregaram a violentos ataques de riso. Depois de três interrogatórios no tribunal de chanceler, onde Rogers mostrou muita modéstia e paciência, foi declarado contumaz, e entregue ao poder secular para ser queimado.

Alguns dias depois Rogers foi levado ao bispo Bonner para ser exautorado. No fim do ato, Rogers suplicou que o deixassem dizer algumas palavras à sua mulher antes de ser queimado, mas negaram-lhe o pedido. "Então", disse ele, "está provada qual é a vossa caridade". O fiel mártir foi queimado em Smithfield e suportou a morte com firmeza cristã.

Os martírios tornaram-se freqüentes e bem depressa Gardiner e Bonner tiveram bastante que fazer neste sentido. Sanders, Hooper, Taylor, Farrar, todos sofreram cada um por sua vez, juntamente com muitos outros de menos importância aos olhos dos homens, mas que não eram decerto menos preciosos aos olhos de Deus. Um jovem chamado Guilherme Hunter foi um destes; Bonner ofereceu-lhe a liberdade e quarenta libras se ele abjurasse. Ainda mais: ofereceu-lhe uma colocação na sua própria casa, se ele aceitasse essas condições, mas Hunter recusou-as: "Agradeço-lhe as suas boas ofertas!" disse o jovem, "contudo, senhor, se não puder persuadir a minha consciência por meio das Escrituras, eu nunca me apartarei de Deus por amor do mundo, porque considero as coisas mundanas como perda e estéreo, comparadas com o amor de Cristo". Hunter foi, pois, queimado em Smithfield, e não ficou atrás dos outros mártires em fé e firmeza.


Martírio de Latimer e Ridley
No ano de 1555 o venerável Latimer sofreu o martírio tendo sessenta e quatro anos. Podia-se com verdade dizer dele que tinha combatido o bom combate e guardado a fé, porque ninguém tinha sido mais fiel às suas convicções, nem mais ousado em as manifestar do que ele. O seu companheiro de martírio, Ridley, era mais novo, mas já se tinha tornado célebre como um dos maiores campeões da Reforma; e talvez que, em sabedoria, é bom pensar que fosse superior a Latimer. Estes dois servos de Cristo foram amarrados ao mesmo poste; e a proporção que o fogo ia ardendo em volta deles, iam-se animando mutuamente no Senhor. Ridley sofreu mais porque a lenha empregada para o seu martírio era verde, e bem precisava das consolações do seu irmão mártir: "Tenha coragem, Mestre Ridley". dizia Latimer, "e seja homem. Havemos de hoje acender uma tal luz na Inglaterra, pela graça de Deus, que espero que nunca há de se apagar". Algum tempo depois de Latimer ter cessado de falar, ouviram Ridley gritar na sua agonia: "Aproximem mais o fogo; é lento demais!" Mas por fim as chamas alcançaram a pólvora que lhe tinham posto à roda do pescoço, e os seus sofrimentos finalmente acabaram.


Martírio de Cranmer
Em seguida chegou a vez de Cranmer, mas não com a mesma glória dos outros mártires. Embora cristão, e por fim mártir também, foi tímido e inconstante quase até a morte; e num momento de grande tentação, faltou-lhe a coragem, e caiu. Era já velho e pela ordem da natureza, poucos anos mais poderia viver, mas ainda parecia agarrado à vida. Foi depois do seu interrogatório e da sentença lavrada que começou a vacilar; e nesta situação, persuadido pelas lisonjas dos seus inimigos e os receios da tortura nas chamas, estendeu a mão para assinar uma retratação. "Esta retratação", diz Foxe, "ainda bem não estava escrita, e já os doutores e prelados a levavam a imprimir e a espalhavam por toda a parte. A rainha que tinha agora tido ocasião de vingar o seu antigo pesar, recebeu esta retratação com muito prazer; mas não perdeu a idéia de mandar matar o seu autor".

Pode-se calcular qual era a situação do pobre arcebispo nestas condições. A sua vergonha e completa negação da fé destruiu a sua paz de espírito, e ao mesmo tempo não diminuiu a severidade da sua sentença, e na verdade sentia-se muito desgraçado. Mas Cranmer ainda era o objeto do amor de Cristo, e havia de ser restaurado pela graça divina. Era uma ovelha do Senhor, e apesar de ter andado errante, ainda era um membro do rebanho, e amado com um amor que nem os seus erros podiam fazer diminuir. Pouco depois começou a sentir no seu coração os benéficos sinais do Espírito, que o levaram a confessar a Deus a sua falta; e assim lhe voltou a paz de espírito, e uma força que não era a sua própria tomou posse da sua alma. O seu desejo de viver cessou, e começou a esperar com resignação e alegria pura, o momento em que Deus o chamasse para si.

No dia 21 de março de 1556, foi levado da prisão para a igreja de Sta. Maria, em Oxford, para ali estar presente ao seu sermão fúnebre que devia ser pregado pelo Dr. Cole, um zeloso papista. A igreja estava apinhada de gente, visto esperar-se que o arcebispo fosse chamado para ler a sua retratação, e o momento era de verdadeiro interesse. Os papistas estavam ali para presenciarem o triunfo da sua religião, e os protestantes para se certificarem com tristeza da verdade das notícias desastrosas a respeito do arcebispo. Enquanto o Dr. Cole prosseguiu o seu sermão notou-se que Cranmer por várias vezes derramava lágrimas, e uma ou duas vezes voltou-se e ergueu as mãos ao Céu como se estivesse orando. Muitos dos assistentes choravam também e exprimiam a maior compaixão e piedade.

O sermão terminou e a congregação dispunha-se a partir, quando Dr. Cole pediu a todos os presentes que esperassem um pouco. "Irmãos", disse ele, "para que ninguém duvide da sincera conversão e do arrependimento deste homem, ele irá falar perante vós; peço, portanto, ao Mestre Cranmer, que cumpra agora o que prometeu há pouco, isto é, que exprima publicamente a verdadeira e indubitável profissão da sua fé para que todos fiquem sabendo que ele é na verdade um católico".

"Assim farei, e com a maior vontade," disse o arcebispo, descobrindo a sua cabeça para falar; e em seguida, depois de um momento de silêncio, levantou-se e começou a falar ao povo. A primeira parte do seu discurso, que foi interrompido pela mais sincera oração, foi uma solene exposição da vaidade da vida humana e do engano das riquezas; a confissão ficava para o fim. A proporção que o discurso prosseguia, tanto os papistas como os protestantes ficavam cada vez mais sossegados e atentos, sem fazerem uma única interrupção. Por fim chegou-se à confissão, e nesse momento um intenso sentimento de excitação percorreu aquela multidão ali reunida. "E agora", disse Cranmer, "chego ao importante ponto que tanto perturba a minha consciência mais do que tudo quanto eu jamais disse ou fiz em toda a minha vida; vem a ser a publicação de um escrito contrário à verdade, e que eu agora aqui renego como coisas escritas pela minha mão contrárias à verdade que eu tinha e tenho no coração. Foram escritas por medo da morte e para salvar a minha vida se assim pudesse. São mentirosos todos os papéis que eu tenho escrito e assinado com a minha mão depois da minha degradação; papéis em que eu escrevi muitas coisas falsas. E visto que a minha mão ofendeu a Deus, pois escreveu coisas contrárias ao meu coração, esta minha mão será a primeira a ser castigada. Quanto ao papa, nego-o, como inimigo de Cristo que é, pois é o Anticristo; nego-o com todas as suas falsas doutrinas. Quanto ao sacramento, eu creio conforme ensinei no I meu livro contra o bispo de Winchester; livro esse que ensina uma doutrina tão verdadeira a respeito do sacramento que ele há de conservar-se no último dia perante o julgamento de Deus, quando a doutrina papista tiver vergonha de se manifestar".

Não se pode descrever a cena de confusão que se seguiu a este discurso. Os protestantes choravam lágrimas de reconhecimento e de alegria e os papistas raivosos rangiam os dentes. Quanto ao Dr. Cole, tinha já ouvido bastante de confissão e quando o arcebispo começava a desenvolver as suas observações sobre o papismo e o sacramento, ele exclamou: "Façam calar esse herege e levem-no daqui!"

A graça triunfara e a derrota dos católicos fora completa.

Ao ser levado ao lugar do seu suplício, Cranmer despojou-se do seu vestido externo, e deixou-se amarrar ao poste com uma cadeia de ferro. Acendeu-se em seguida a fogueira, e quando o fogo chegou à roda dele, estendeu a sua mão direita sobre as chamas (a mão que assinara a retratação) e viram-no dizer repetidas vezes, "Esta indigna mão direita!... esta indigna mão direita!..." Em seguida repetiu diversas vezes o grito de Estêvão: "Senhor Jesus, recebe o meu espírito!" e assim expirou.

Muitos, algumas centenas até foram sacrificados no altar da sua fé na Inglaterra no reinado e sob as ordens de Maria, incluindo eclesiásticos, nobres, negociantes, lavradores, trabalhadores, criados, mulheres e até crianças. Há a acrescentar a estes muitos outros que sofreram doutras maneiras, pela tortura e pela prisão, tudo com o consentimento da perversa rainha.


Morte de Maria. Isabel Sobe ao Trono
Maria morreu em 17 de novembro de 1558 quase ao mesmo tempo que o seu primeiro e principal conselheiro, o cardeal Pole, sucedendo-lhe ao trono a sua irmã Isabel. Apesar de tudo que falam de Isabel, não se pode negar que a subida dela ao trono da Inglaterra marcou a restauração do protestantismo, e embora a sua vaidade a tornasse perigosamente parcial a muito do ritual da igreja romana, e consentisse na perseguição dos Puritanos, a Reforma foi sem dúvida estabelecida na Inglaterra durante o seu reinado, e numa base mais firme e mais larga do que jamais tinha sido.

O reinado de Isabel viu a política do reinado de Maria invertida, e pouco depois da sua subida ao trono, o protestantismo foi proclamado como a religião nacional.


Fonte: A História do Cristianismo - Dos Apóstolos do Senhor Jesus Cristo ao Século XX, A. Knight & W. Anglin, CPAD.



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