As Igrejas Luterana e Metodista
Igreja Luterana
A primeira Igreja Luterana chegou ao Brasil com os alemães que emigraram para o Sul do Brasil, por volta de 1800. Representando o tipo de Protestantismo confessional, era um ramo excluído da igreja oficial da Alemanha.

Os nascidos nas igrejas luteranas são batizados na infância.

Durante quase sessenta e cinco anos, os cultos das igrejas luteranas foram celebrados em alemão. Porém, nestes últimos anos, passaram a ser efetuados também em português. Muitas igrejas estão abandonando o idioma alemão nos seus cultos.


Extensão da Igreja Luterana no Brasil
Os luteranos alemães dividem-se em três sínodos: o sínodo do Rio Grande do Sul, que abrange a parte meridional de Santa Catarina e todo o Estado do Rio Grande do Sul; o de Santa Catarina e Paraná, e o sínodo do Brasil Central, que inclui o Rio de Janeiro, Petrópolis, Nova Friburgo, Belo Horizonte, Teófilo Otoni, Juiz de Fora, São Paulo, Rio Claro, Santos e Campinas.

Até 1945, a maioria dos pastores provinha da Alemanha, porém, a partir desse ano o elemento brasileiro da Igreja, tomou a iniciativa de ter um ministério nacional. Daí resultou o estabelecimento, em 1946, de um seminário em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, para preparar luteranos brasileiros para o pastorado das igrejas.


Administração e Constituição da Igreja Luterana
Os órgãos administrativos da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB), estão assim distribuídos:

a. Concílio Eclesiástico,
b. Conselho Diretor,
c. Presidente da Igreja, eleito pelo Concílio Eclesiástico a cada oito anos.

A nova constituição da Igreja Luterana prevê quatro unidades eclesiásticas:

1. A Paróquia, composta de uma ou mais comunidades;
2. O Distrito Paroquial, composto de determinado número de Paróquias;
3. A Região Eclesiástica, sobre cujo número e delimitação decide o Concílio Eclesiástico;
4. A Igreja.

Simultaneamente com a centralização, a constituição da Igreja Luterana prevê uma descentralização. As diferentes regiões onde se encontram as paróquias, são presididas por um pastor superintendente, de tempo integral, que exerce a função de guia espiritual não só em virtude de sua eleição pelo Concílio Regional, mas, simultaneamente, em nome do Conselho Diretor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, devendo ser pessoa de confiança do mesmo.


Igreja Metodista
Os metodistas marcaram o início de sua obra no Brasil, em 1835, quando o Rev. Fountain E. Pitts foi enviado à América do Sul em viagem missionária, e como observador, nas principais cidades do continente.


Primeiros Esforços Missionários Metodistas
Em março de 1836, o Rev. Justin Spaulding foi designado como o primeiro missionário metodista ao Brasil. Seus esforços iniciais na implantação de igrejas foram encorajadores de grande êxito. Assim sendo, escreveu à sede de sua missão na América, pedindo reforço missionário. Foi então que em 1837, o Rev. D. P. Kidder, que possuía um pouco de conhecimento da nossa língua, veio ao Brasil, viajando por vários Estados como colportor, visitando São Paulo, Bahia, Pernambuco e Pará. Em 1840, faleceu sua esposa. Em 1841, Justin voltou aos Estados Unidos, em companhia de um filho menor. Tinham esgotados os fundos missionários.


Extensão da Obra Metodista no Brasil
Os metodistas do Sul dos Estados Unidos, após sofrerem os anos difíceis da Guerra Civil, conseguiram em 1874, comissionarem J. Newman na qualidade de missionário episcopal metodista do Sul, para o Brasil. Em 1876 foi enviado o Rev. J. J. Ranson, do Concílio de Tennessee, também como missionário metodista ao Brasil. Trabalhou no Rio de Janeiro, São Paulo e Piracicaba até 1886.

Em 1886, o Bispo Granbery, um dos líderes do metodismo na América, fez uma famosa visita ao Brasil. Nessa época haviam três casais de missionários trabalhando no Brasil. A missão já contava então com sete igrejas organizadas, seis pregadores brasileiros, três missionários (pregadores itinerantes), 219 membros comungantes, 164 alunos da Escola Dominical e três prédios, onde funcionavam as igrejas.

Em 1930, a Igreja Metodista do Brasil foi organizada com sua própria constituição e estatutos, e com um plano de cooperação entre a Igreja Metodista do Brasil e a Igreja Metodista dos Estados Unidos.

A obra missionária metodista localizou-se nos maiores centros urbanos do Brasil, por exemplo: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Juiz de Fora, Piracicaba, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Brasília. Historicamente, a Igreja Metodista tem sido agente de uma grande expansão, onde quer que se tenha organizado, contudo ela tem sofrido limitações, pelo fato de ainda não ter adquirido uma visão nacional da obra, se deixando levar muito pela influência missionária estrangeira do princípio.


Fonte: História da Igreja, Dos Primórdios à Atualidade. Autor: Raimundo Ferreira de Oliveira. Adaptado para o curso da EETAD.



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