Questões Variadas (Parte 2): Jejum, Alimentação e a Multiplicação dos Pães
Aline Bannwart

Boa Tarde,
gostaria de saber algumas coisas sobre o protestantismo para meu próprio conhecimento, mas quanto antes a resposta vir, melhor.

Gostaria de saber se há jejum no protestantismo, se há alguma proibição com alimentos e se há rituais relacionados aos alimentos. Outra coisa que gostaria de saber um pouco mais é sobre a história da multiplicação dos pães.


Grata
Aline



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Prezada Aline
Graça e Paz do Senhor Jesus Cristo
Bendito seja Deus, o Senhor de nossas vidas.
A Razão do nosso viver.

Querida de Deus,
Dividiremos as suas dúvidas.

Há Jejum no Protestantismo?
Há sim jejum no Protestantismo.
Algumas Igrejas, por exemplo, aderem ao jejum um dia antes da Santa Ceia do Senhor que é considerado o culto mais importante de todos. Sem contar as vigílias, campanhas de oração, etc. que também aderem ao jejum. Porém não torna a ser obrigatório.

O Pastor Paulo Petrizi, do site pregaapalavra.com.br, diz que o jejum (junto com a oração) é prática necessária para os crentes poderem crescer espiritualmente e para que a Igreja alcance excelência no exercício de seus ministérios.

No Evangelho de S. Mateus capítulo 4 e no capítulo 6 mostra o jejum de 40 dias e 40 noites do Senhor Jesus Cristo (capítulo 4) e também ensinando aos seus seguidores que o jejum deve fazer parte da vida cristã. Pois assim sendo, virá a recompensa. (capítulo 6)


A Questão dos Alimentos
A questão dos alimentos sempre foi algo discutido no Protestantismo.

Na Antiga Aliança (Velho Testamento), o povo no deserto, devido a Lei de Moisés, não podiam comer certos tipos de carnes. Carne de porco, por exemplo. (Lv 11.7; Is 65.4).

Na Nova Aliança (Novo Testamento), com a morte do Senhor Jesus Cristo, o véu do Templo foi partido de alto a baixo simbolizando o início de um novo tempo da Graça de Deus sobre nós o que fez "modificar" a lei a respeito dos alimentos. Não é bem essa palavra "modificar", mas vejamos mais abaixo.

No livro de Atos capítulo 10 versículo 11 em diante mostra uma visão que o Apóstolo S. Pedro teve:

11. E viu o céu aberto, e que descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas quatro pontas, e vindo para a terra.

12. No qual havia de todos os animais quadrúpedes e répteis da terra, e aves do céu.

13. E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro, mata e come.

14. Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda.

15. E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu comum ao que Deus purificou.

16. E aconteceu isto por três vezes; e o vaso tornou a recolher-se ao céu.

Segundo o site GotQuestions.org, a Palavra de Deus na Nova Aliança (o tempo que vivemos hoje) se preocupa muito mais com o quanto comemos do que com o que comemos. Apetites físicos são uma analogia de nossa habilidade de nos controlar. Se somos incapazes de controlar nossos hábitos alimentares, somos também incapazes de controlar outros hábitos, tais como: os hábitos da mente (desejo sexual, cobiça, ira/ódio injustos) e da nossa boca, como os de fofoca e brigas. Não devemos deixar que nossos apetites nos controlem; na verdade, nós que devemos controlá-los. Veja Deuteronômio 21:20; Provérbios 23:2; 2 Pedro 1:5-7, 2 Timóteo 3:1-9, 2 Coríntios 10:5. E é nesse sentido também que aderimos ao jejum. Uma forma de "controle".

Ainda segundo o site GotQuestions.org,
em Romanos 14:1-23 nos ensina que nem todo mundo é maduro o suficiente em sua fé para aceitar o fato de que todas as comidas são puras. Como resultado, se estivermos com alguém que se ofenderia por comermos comida "impura" – devemos parar de comer esse tipo de comida para não ofender a outra pessoa. Temos o direito de comer o que quisermos, mas não temos o direito de ofender a ninguém, mesmo se estiverem errados. Para o Cristão dos dias de hoje, no entanto, temos a liberdade de comer o que tivermos vontade de comer, contanto que não cause outra pessoa a tropeçar em sua fé. Um outro fato é que os protestantes, em sua grande maioria, não aceitam comer chouriço ou outro tipo de carne feito de sangue como consta no livro de Atos 15.19,20. E nenhum outro alimento que seja oferecido a ídolos. Mas não entraremos nesse assunto por ser muito longo.


A Multiplicação dos Pães
A história da multiplicação dos pães e dos peixes foi algo extraordinário. O Senhor Jesus Cristo desafiara a ciência da matemática. Como pode dividir 5 pães simples e 2 pequenos peixes para aproximadamente 5 mil pessoas famintas?

No Evangelho de S. João capítulo 6 diz assim:
5. Então Jesus, levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pão, para estes comerem?

6. Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que havia de fazer.

7. Filipe respondeu-lhe: Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco.

8. E um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe:

9. Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos?

10. E disse Jesus: Mandai assentar os homens. E havia muita relva naquele lugar. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil.

11. E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos pelos que estavam assentados; e igualmente também dos peixes, quanto eles queriam.

12. E, quando estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca.

13. Recolheram-nos, pois, e encheram doze alcofas de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido.

14. Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo.

Naquele momento, se alguém sabia onde encontrar comida, era Filipe porque ele era de Betsaida, uma cidade a cerca de 15Km de distância de Cafarnaum. O Senhor Jesus Cristo testou Filipe, a fim de fortalecer a sua fé. Ao pedir do discípulo uma solução humana (sabendo que não havia), o Senhor Jesus enfatizou o poderoso milagre que estava prestes a realizar. Quando Jesus perguntou a Filipe onde podiam comprar uma grande quantidade de pão, Filipe começou a calcular o custo provável. Jesus queria ensinar-lhe que os recursos financeiros não são os mais importantes. O que o Senhor Jesus Cristo queria mostrar aos seus fiéis de hoje em dia é que podemos limitar o que Deus faz por nós calculando o que é e o que não é possível. Tipo, existe alguma tarefa impossível que você crê que Deus deseja que você faça? Não podemos deixar a nossa estimativa do que não pode ser feito mantê-lo distante de realizar a tarefa. Deus pode e quer fazer milagres; confiemos que Ele providenciará os recursos.

Entretanto, há um contraste entre os discípulos e o menino que deu a Jesus o que tinha. Certamente tinham mais recursos do que o garoto, mas sabiam que não tinham o suficiente; por esta razão nada deram. O menino deu o pouco que tinha, e fez toda a diferença. Se nada oferecermos a Deus, Ele nada terá para usar. Mas Ele pode usar o pouco que temos e transformá-lo em muito.

O Senhor Jesus Cristo normalmente preferia operar seus milagres por intermédio das pessoas. Nesse episódio, Ele tomou o que o menino ofereceu e usou para realizar um dos muitos milagres espetaculares registrados nos Sagrados Evangelhos. A idade não é uma barreira para Cristo. Nunca pensemos que somos muito jovem ou muito velho para sermos úteis a Ele! Existe uma lição naqueles 12 alcofas que sobraram (v. 13). Deus dá em abundância usando tudo quanto podemos oferecer-lhe em termos de tempo, habilidade ou recursos e multiplica além das nossas expectativas mais elevadas. Quando nós dermos o primeiro passo colocando-se à disposição de Deus, Ele nos mostra quão grandemente nós (eu, você e os leitores) podemos ser usados para o avanço da obra do seu Glorioso Reino!


Esperamos ter respondido com clareza, amada Aline.


Que Deus te abençoe e te guarde!

Seja bendito o Nome do Senhor desde agora e para sempre, amém.


Marcell de Oliveira
Webmaster Protestante Online




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