Questões Variadas: Pena de Morte, Eutanásia, Aborto, Etc.
Bruno Favero

Boa Noite,

Estou fazendo um trabalho para a faculdade, sou aluno da UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE.

e necessito saber com alguns detalhes o que o Protestantismo pensa sobre...

- Pena de Morte
- Eutanasia
- Celulas homo
- Drogas
- Homossexualismo
- Aborto
- Violência urbana
- Ecologia e meio ambiente
- Política comtemporânea

Seria muito grato se pudessem me ajudar...e responderem para mim...
Obrigado pela atenção!



------------


Prezado Bruno Favero
Graça e Paz do Senhor Jesus Cristo
Bendito seja Deus, o Senhor de nossas vidas
A Razão do nosso viver

Querido, gostaríamos de ressaltar que são questões polêmicas e com várias opiniões concretas tanto para quem é contra quanto para quem é a favor. Por exemplo, a questão da Pena de Morte. Temos protestantes que são contra, mas temos também aqueles que são a favor. Portanto, iremos aqui responder de acordo com as pesquisas que fizemos através de fontes que nós concordamos.


Pena de Morte
O texto a seguir foi retirado do site gotQuestions?org (gotquestions.org):

Pergunta: "O que a Bíblia diz sobre a pena de morte/pena capital?"
Resposta: A lei do Antigo Testamento ordenava a pena de morte para vários atos: assassinato (Êxodo 21:12), seqüestro (Êxodo 21:16), deitar-se com animais (Êxodo 22:19), adultério (Levítico 20:10), homossexualismo (Levítico 20:13), ser um falso profeta (Deuteronômio 13:5), prostituição e estupro (Deuteronômio 22:4), e diversos outros crimes. No entanto, Deus freqüentemente demonstrava misericórdia quando a pena de morte era dada. Davi cometeu adultério e homicídio, e mesmo assim Deus não exigiu que sua vida fosse tirada (2 Samuel 11:1-5, 14-17; 2 Samuel 12:13). No fim das contas, todo e qualquer pecado que nós cometemos deveria resultar na pena de morte (Romanos 6:23). Felizmente, Deus demonstra o Seu amor por nós não nos condenando (Romanos 5:8).

Quando os fariseus trouxeram a Jesus uma mulher que havia sido pega em adultério e perguntaram a Ele se ela deveria ser apedrejada, Jesus respondeu: "Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire a pedra" (João 8:7). Isto não deve ser usado para indicar que Jesus rejeitava a pena de morte em qualquer situação. Jesus estava simplesmente expondo a hipocrisia dos fariseus. Os fariseus queriam fazer com que Jesus violasse a lei do Antigo Testamento... eles realmente não se importavam com o fato de a mulher ser apedrejada (onde estava o homem pego em adultério?). Foi Deus quem instituiu a pena de morte: "Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a Sua imagem" (Gênesis 9:6). Jesus concordaria com a pena de morte em alguns casos. Jesus também demonstrou graça quando a pena de morte foi imputada a alguém (João 8:1-11). O apóstolo Paulo definitivamente reconheceu o poder do governo para instituir a pena de morte onde fosse apropriado (Romanos 13:1-5).

Então, basicamente, estamos de volta ao lugar onde começamos. Sim, Deus permite a pena de morte. Mas ao mesmo tempo, Deus nem sempre exige a pena de morte quando ela é aplicável. Qual deveria ser a visão de um cristão acerca da pena de morte, então? Primeiro, devemos nos lembrar de que Deus instituiu a pena de morte na Sua Palavra; portanto, seria presunçoso da nossa parte pensar que nós podemos instituir um padrão mais alto que o Dele ou que nós podemos ser mais bondosos do que Ele. Deus tem um padrão mais alto do que o de qualquer outro ser, visto que Ele é perfeito. Este padrão se aplica não apenas a nós, mas para Ele mesmo. Portanto, Ele ama em um grau infinito, e Ele tem misericórdia em um grau infinito. Nós também vemos que Ele tem ira em um grau infinito, e tudo isto se mantém em perfeito equilíbrio.

Segundo, nós devemos reconhecer que Deus deu ao governo a autoridade de determinar quando a pena de morte deve ser dada (Gênesis 9:6; Romanos 13:1-7). Não é bíblico afirmar que Deus se opõe à pena de morte em qualquer situação. Os cristãos jamais devem comemorar quando a pena de morte é empregada, mas, ao mesmo tempo, os cristãos não devem lutar contra o direito do governo de executar os autores dos crimes mais hediondos.


- Eutanásia
O texto a seguir foi retirado do site gotQuestions?org (gotquestions.org):

Pergunta: "O que a Bíblia diz sobre a eutanásia?"
Resposta: Esse é um assunto muito difícil. Há dois lados que são difíceis de se equilibrar. De um lado, não queremos tomar a vida de uma pessoa em nossas próprias mãos e a ela dar um fim de forma prematura – eutanásia. Por outro lado, em que ponto simplesmente deixamos uma pessoa morrer, e não mais agimos para tentar preservar a sua vida?

E a eutanásia? A verdade decisiva que leva à conclusão de que Deus é contra à eutanásia é a Sua soberania. Sabemos que a morte física é inevitável (Salmos 89:48; Hebreus 9:27). No entanto, só Deus é soberano sobre quando e como a morte de uma pessoa acontece. Jó testifica em Jó 30:23: "Porque eu sei que me levarás à morte e à casa do ajuntamento determinada a todos os viventes". Em Salmos 68:20, lemos: "O nosso Deus é o Deus da salvação; e a DEUS, o Senhor, pertencem os livramentos da morte". Eclesiastes 8:8a declara: "Nenhum homem há que tenha domínio sobre o espírito, para o reter; nem tampouco tem ele poder sobre o dia da morte". Deus tem a palavra final sobre a morte (veja também 1 Coríntios 15:26, 54-56; Hebreus 2:9, 14-15; Apocalipse 21:4). Eutanásia é uma tentativa do homem de usurpar essa autoridade de Deus.

A morte é uma ocorrência natural. Às vezes Deus permite que uma pessoa sofra por muito tempo antes que sua morte ocorra; outras vezes, o sofrimento da pessoa é encurtado. Ninguém gosta de sofrimento, mas isso não faz com que seja correto determinar que uma pessoa está pronta para morrer. Muitas vezes os propósitos de Deus são revelados através do sofrimento de uma pessoa. "No dia da prosperidade goza do bem, mas no dia da adversidade considera; porque também Deus fez a este em oposição àquele, para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele" (Eclesiastes 7:14). Romanos 5:3 ensina que as tribulações produzem perseverança. Deus se importa com aqueles que estão clamando que a morte venha dar um fim ao seu sofrimento. Deus dá propósito à vida até o seu fim. Só Deus sabe o que é melhor, e Sua hora, até mesmo para a morte, é perfeita.

Ao mesmo tempo, a Bíblia não nos comanda a fazer tudo o que podemos para manter uma pessoa viva. Se uma pessoa está sobrevivendo apenas com a ajuda de máquinas, não é imoral desligá-las e deixar a pessoa morrer. Se uma pessoa tem estado em estado vegetativo persistente por um período prolongado, não seria uma ofensa a Deus remover quaisquer tubos/máquinas que estão mantendo aquela pessoa viva. Se Deus quiser manter aquela pessoa viva, Ele é completamente capaz de fazer isso sem qualquer ajuda de tubos de alimentação e/ou máquinas.

Fazer uma decisão dessas é muito difícil e doloroso. Nunca é fácil dizer ao médico para suspender o suporte de vida de uma pessoa querida. Não devemos nunca tentar dar um fim a uma vida de forma prematura, mas ao mesmo tempo, não temos que alongar a vida de uma pessoa o tanto quanto possível, a qualquer custo. O melhor conselho para alguém que está enfrentando essa decisão é de orar a Deus por sabedoria (Tiago 1:5) em relação ao que Ele quer que você faça.


- Células-Tronco
O texto a seguir foi retirado do site Jornal Palavra Online (bibliaworldnet.com.br):

Eis aí um tema que tem gerado muitas divergências no meio da comunidade acadêmica e religiosa: as pesquisas com as células-tronco. Recentemente, foi aprovada em Brasília a lei de Biosegurança que autorizou a pesquisa de células-tronco embrionárias e de células adultas.

Trata-se do avanço mais importante na história da medicina, pois essas células possuem o potencial de serem transformadas em células de substituição para o cérebro, coração, músculos, rins, fígado e outras partes do corpo. Células-tronco de pessoas adultas têm sido usadas, com bastante sucesso, para tratar deficiências de cartilagem em crianças; restaurar a visão de pessoas; aliviar esclerose múltipla, artrite reumática e servem como auxílio em muitos tratamentos de câncer, inclusive com baixo índice de rejeição de células; entretanto, não aceitamos a pesquisa realizada com as células embrionárias, pois se trata da manipulação de um embrião formado, sendo necessário que se destrua o feto. E é aí que está a questão.

Matar um embrião é matar uma vida. Entendemos que a vida começa nas trompas quando o espermatozóide encontra com o óvulo feminino: ali forma-se a vida. Por isso que essa célula é tão valiosa, porque ela é uma célula rica. Mas, quando se quer discutir células-tronco, o que está se discutindo são os 30 mil embriões que estão congelados nos laboratórios do Brasil. E a Resolução Normativa nº 1358, do Conselho Federal de Medicina, proíbe qualquer tipo de descarte desses embriões. Verifica-se então que eles vêm gastando fortunas no armazenamento dos embriões e não sabiam o que fazer. Este foi o motivo de tanto lobby junto ao Congresso Nacional para que aprovassem as pesquisas com células-tronco de embriões.

O Rei Davi na inspiração Divina, num de seus Salmos, diz: "Tu me conhecias ainda quando eu estava informe dentro de minha mãe". Justamente Davi, numa inspiração Divina, estava dizendo que Deus o conhecia quando ele ainda estava num estado informe. É justamente, o estado de um embrião, quando começa toda a vida.

Por não concordar com a lei de Biosegurança, que autorizou a manipulação de células-tronco embrionárias, apresentei ao Deputado Federal Takayama uma minuta de projeto que altera a referida lei e torna crime inafiançável a manipulação das células embrionárias, por entender que se deve preservar a vida, pois a única diferença entre uma célula embrionária humana e um homem formado é o tempo de existência de ambos, não se justificando tirar a vida de centenas para salvar apenas um.

Palavras do Deputado e Pastor Édino Fonseca (edinofonseca.com.br)


- Drogas
O texto a seguir foi retirado do site Ensino Dominical (estudodominical.com.br):

QUANDO TRATARMOS SOBRE O ASSUNTO DROGAS, TEMOS QUE, EXPANDIR O VERBETE, HAJA VISTA, NO CONCEITO MÉDICO CIENTÍFICO, DROGA É, TODA E QUALQUER SUBSTÂNCIA QUE ALTERA O FUNCIONAMENTO NORMAL DO ORGANISMO HUMANO.

Há, as drogas que são consideradas lícitas, e em muitos casos chamadas de remédio, vendidas com receita médica, usadas para o tratamento das doenças chamadas psíquicas, e mesmo os xaropes que contém em sua fórmula a Codeína. As drogas chamadas lícitas mais consumidas em todo o mundo, são o álcool e a nicotina (tabaco), no cigarro, charuto, cachimbo, na palha e ainda há, aqueles que mascam o fumo e usam rapé, feito do fumo moído.

E, assim sendo, partindo da Bíblia Sagrada, nós temos que, para entender que é pecado o uso indevido de substâncias psicoativas, ampliar o conceito determinativo de sua essência como droga, alcool e ou cigarro.

No mundo em que vivemos, em diferentes formas, todos dizem crêr em Deus, até mesmo o traficante, o usuário de substâncias psicoativas de forma indevida, mas são muitos poucos os que querem obedecer a Palavra de Deus, que é um guia para o Desenvolvimento Economico, Social e Espiritual e Humano.

A Biblia Sagrada, em seu texto e contexto, trata como fator desagregador de vida pessoal e em sociedade, o uso indevido de substâncias psicoativas. Não encontramos na Bíblia o verbete drogas, mas Ela, parte do verbete vinho, para falar de toda e qualquer substância psicoativa.

Vou tomar como base, Pv 23:29-35, que trata de forma direta, as consequencias que o vinho, como substância psicoativa, provoca, quando indevidamente usado. Vou referenciar cada versículo para que, todo Conselheiro Evangélico de Atenção à Droga, Álcool e Nicotina (tabaco), possa ter base Bíblica, no aconselhamento e recuperação do dependente e co-dependente.

Tudo começa com a ingestão indevida da substância psicoativa, a droga que conhecemos como álcool, consumida em larga escala em todo o mundo, presente em quase todos os eventos, civicos e ou pseudos religiosos, no batismo indevido de uma criança, na festa no "puxadinho", onde acham bonito fazer "bigodinho de espuma de cerveja" na criança batizando, tendo a sua imagem associada ao alcoolismo..

Pv 23:29, nos fala o proverbialista perguntando, para quem são os ais, ou seja, os sofrimentos. Quem tem dado a devida atenção para o problema? Friza em seu texto, "que está deveras preocupado, quem está ferido sem razão? E finaliza: quem está com os seus olhos embaçados?"

Os feridos sem razão alguma, e com os olhos embaçados, na forma de uma covardia para enfrentar as vicissitudes propostas pela vida, são aqueles que, ficam muito tempo com a sua atenção voltada para um copo de vinho, a quem prestam culto diário, visando amortecer a sua psiquê, e acabam por tomar bebida misturada (Pv 23:30) de forma indevida.

O Profeta Isaías, conclama o seu aí, afirmando que, "coitado daqueles que se levantam, de manhã cedo somente a procura de bebida inebriante, que ficam até tarde, no crepúsculo vespertino, de modo que, o próprio vinho os inflama" (Is 15:11). Isto quer dizer, bebem o dia inteiro até cair.

Quanto ao uso indevido de substâncias psicoativas, representado aqui pelo vinho, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, chama cada um de nós ao equilíbrio em nossa forma de viver, conclamando que, temos que prestar atenção em nós mesmos, a fim de que, o nosso coração, a nossa alma, não fique sobrecarregada, tanto na forma de comer, e na forma de beber, ou seja, sermos moderados no beber bebidas alcoólica, e esta moderação, significa abstenção. A substancia psicoativa é o caminho mais curto para a morte física e espiritual (Lc 21:34).

O Profeta Isaias, é muito claro acerca do vinho, como substância psicoativa, e também do destilado que vira álcool para se ingerir, tratado como bebida inebriante. Ele afirma que, quando o dia do julgamento chegar, o Senhor dos Exercitos vai tornar-se sobre os obediente à sua Palavra uma coroa, para os remanescentes do seu povo, uma grinalda (Is28:5). Mas para as nações e todos os desobedientes, que sentados à porta estarão esperando o devido julgamento (Is 28:6), e principalmente por causa do vinho, onde se perderam, que os fez andarem cambaleando de um para outro lado (Is 28:7a). Perdendo a visão e ficaram vacilantes para a tomada de decisões com respeito à Palavrea de Deus (Is 28:7b).

O escritor de Provérbios, diz que, aquele que se perde pelo caminho da bebida como substância psicoativa, para alteração do funcionamento normal de sua mente não é sábio (Pv 20:1b).

Um exemplo claro do nefasto efeito da bebida alcoólica, que temos na Bíblia Sagrada, é o de Nabal que vivia bêbado. Sua esposa chegou até a interceder por ele junto a Davi, para que não fosse morto à espada. Quem está ou vive bebado, tomado os seus sentidos, pela bebida inebriante, ou qualquer outra substância psicoativa, perde a razão (I Sm 28:36).

É triste o fim de todos quantos enveredam pelo caminho do uso de substâncias psicoativas de forma indevida. A bebida alcoólica é o primeiro passo, junto com a nicotina (tabaco) para o usuário passar a consumir as chamadas drogas mais pesadas.

A pergunta do escritor de Provérbios é muito clara e objetiva: "quem têm o embaciamento dos olhos"? Ou seja: quem não têm mais forças para sustentar-se com suas próprias pernas? (Pv 23:29-B). E ele mesmo oferece a resposta: "os que ficam muito tempo diante do copo de vinho, os que entram para descobrir o vinho misturado" (Pv 21:30)

Posso afirmar, com toda a certeza, que o vinho misturado é a bebida alcoólica destilada, que primeiro passa por um processo de fermentação, para depois ser destilada, que o proverbialista define como vinho misturado (Pv 23:29).

E vem o conselho: que não se deve olhar para o vinho, quando o mesmo apresentar uma cor avermelhada, quanto está cintilando (destilado) no copo, quando escorre suavemente (Pv 23:31). Ou seja, quando o bebedor, já não mais diferencia o sabor do que quer seja que beba.

Quem se submete, ao uso indevido de substâncias psicoativas de forma indevida, nem medicamentos devemos tomar sem orientação médica. Adentra ao caminho que leva à morte física e espiritual, haja vista, "no seu fim – a substância psicoativa usada indevidamente – pica igual à uma serpente venenosa, segregando um veneno mortal, da mesma forma, que a vibora peçonhenta" Pv 23:32).

A mente do individuo sob a ação da substância psicoatvia a si ministrada indevidamente, entra no torvelinho da inconsciência provocada pelo desequilibrio das funções do dependente quimico ou alcoólico, que fica enxergando que somente o que só ele vê, e passa a dizer coisas desconexas, sem sentido algum.(Pv 23:33)

A prevenção é o único caminho certo, para que não permitamos que nossos filhos adentrem, por tão maléfico caminho: a dependência química, alcoólica e tabagista. A dependência não tem cura, somente a Biblia é a solução para que o adcto fique limpo.

Tenha em mente que, a pessoa que se propõe a ingerir substância psicoativa de forma indevida, torna-se como alguém que se deita no meio de um mar com turbulência, na ponta do mastro do navio. Quando volta a realidade da vida, reclama que sente o seu corpo doido apesar de não se ter adoecido. Sente-se como houvesse tomado uma violenta surra, e nem sabe quem nele bateu. Ele deseja o momento em que volte ao seu estado natural, e como isto não é possivel sem ajuda clama: quando acordarei? (Pv 23:34-35).

Sem ajuda é impossível sair deste pantano. E, assim sendo, quem não busca por ajuda, quem rejeita ser ajudado, procura ainda mais afundar na lama do vício, da dependência, no se encher de substancia psicoativa indevidamente.

Sem uma ajuda eficiente, especializada, o dependente entra no circulo vicioso sem fim, sobre o qual não se tem domínio, e fica, igual ao cão, que volta ao seu próprio vomito, ou o estúpido, que repete a sua tolice. (Pv 16:11)

Como servos de Deus, temos que agir, não ficar no discuro, mas partir para a pratica.


- Homossexualismo
O texto a seguir foi retirado do site MinistérioCACP (cacp.org.br):

A Igreja Evangélica tem uma postura bem firme quanto à questão da homossexualidade. Apesar de lançar mão de argumentos psicológicos, científicos, sociológicos e éticos, é da Bíblia Sagrada que retira o substrato para nortear sua compreensão teológica e suas ações práticas.

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, a Bíblia faz menção aos atos homossexuais. A primeira referência ao homossexualismo está no livro de Gênesis, quando os habitantes das cidades Sodoma e Gomorra tentaram violentar sexualmente dois anjos com aparência humana. Assim a Bíblia menciona, em Gênesis 19, a exigência dos homens da cidade que tentavam invadir a casa de Ló, onde os anjos se hospedaram: "Onde estão os homens que, à noitinha, entraram em tua casa? Traze-os fora a nós para que abusemos deles."

Analisando a história de Sodoma e Gomorra, o escritor Joe Dallas faz a seguinte afirmação:

"Houve uma tentativa de estupro homossexual, e os sodomitas com certeza eram culpados de outros pecados além do homossexualismo. Mas, tendo em vista o número de homens dispostos a participar do estupro, e as muitas outras referências - tanto bíblicas como extra-bíblicas - aos pecados sexuais de Sodoma, é provável que o homossexualismo era amplamente praticado entre os sodomitas. Também é provável que o pecado pelo qual eles são chamados foi um dos muitos motivos porque o juízo final caiu sobre eles."

Outra passagem do Antigo Testamento que refere-se à prática homossexual, encontra-se no capítulo 19 do livro de Juízes. Os homens da cidade de Gibeá também tentaram violentar sexualmente um homem que se hospedou na casa de um velho agricultor. A passagem relata o seguinte:

"eis que os homens daquela cidade, filhos de Belial, cercaram casa, batendo à porta; e falaram ao velho, senhor da casa, dizendo: Traze para fora o homem que entrou em tua casa, para que abusemos dele. O senhor da casa, saiu a ter com eles, e lhes disse: Não, irmãos meus, não façais semelhante mal; já que o homem está em minha casa, não façais tal loucura. (...) Porém aqueles homens não o quiseram ouvir..."

Para o pesquisador e escritor Júlio Severo não há nenhuma dúvida de que essa passagem da Bíblia também se refere à homossexualidade. Severo afirma que os judeus - por não terem eliminado de seu meio os costumes dos povos pagãos - acabaram sendo influenciados por eles e sofrendo graves conseqüências sociais e morais:

"O fato é que os costumes dos cananeus que habitavam no meio do povo de Benjamin acabaram minando toda sua resistência moral. O homossexualismo, que era comumente praticado nas religiões cananéias, foi aos poucos sendo introduzido na vida social do povo de Deus. Como conseqüência, as ruas de Gibeá deixaram de ser seguras. Nelas, agora, rondavam estupradores homossexuais. Foi por isso que o velho se dispôs a acolher os viajantes em casa. Ele quis protegê-los de um eventual abuso sexual."

Segundo Júlio Severo, os habitantes da cidade de Gibeá colocaram-se ao lado dos seus cidadãos homossexuais e sofreram graves conseqüências. Ele considera a história de Gibeá um alerta para os cristãos dos dias de hoje pois, segundo afirma, esses também são suscetíveis de abrigar o pecado em suas comunidades:

"Para que toda influência homossexual fosse arrancada do meio do povo de Deus, o Senhor ordenou que os benjamitas fossem combatidos. Na guerra que se seguiu, morreram quarenta mil soldados de Israel e vinte e cinco mil de Benjamin, sem mencionar as vítimas civis, que foram em número muito maior. A tragédia moral de Gibeá é um alerta para a comunidade cristã de todos os tempos. Ela mostra que não só a sociedade secular, mas também os próprios crentes são suscetíveis de perder a aversão pelas opiniões e práticas sexuais erradas. O ex-povo de Deus de Gibeá foi destruído porque não amou a Palavra do Senhor, nem obedeceu a ela."

Há, ainda, no antigo Testamento duas passagens muito claras a respeito do homossexualismo. São Levítico 18:22 e Levítico 20:13 que dizem o seguinte, respectivamente:

"Com homem não te deitarás como se fosse mulher; é abominação" e "Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles".

Analisando as declarações acima, os teólogos John Ankerberg e John Weldon chegaram à seguinte conclusão:

"todo o contexto de Levítico 18 e Levítico 20 é principalmente de moralidade, e não de adoração idólatra. Nesse caso, em Levítico 18.1-5 Deus informa aos israelitas que não devem imitar as práticas malignas dos cananeus, mas devem ser cuidadosos em obedecer às leis de Deus e seguir as Suas determinações. Deus está expulsando os cananeus, não por sua idolatria, mas por suas práticas sexuais abomináveis. Na realidade, o restante do capítulo descreve quase todas as práticas malignas como pecados sexuais: relações sexuais proibidas entre membros da família, relação sexual durante o ciclo menstrual de uma mulher, homossexualidade e depravações. O restante do capítulo consiste em advertências convincentes para não serem contaminados por tais práticas. Por isso, Deus ordena no versículo 24: 'Com nenhuma destas coisas vos contaminareis.'"

No Novo Testamento a homossexualidade também é abordada de forma clara em três momentos: Rm 1,1, Co 6.9-11 e 1 Tm 1.8-11. As três referências são feitas pelo apóstolo Paulo. As principais passagens que abordam a questão homossexual, no entanto, encontram-se nas cartas do apóstolo endereçadas às igrejas de Roma e da cidade de Corinto, na Grécia. Tanto em Roma como na Grécia antiga, o homossexualismo era uma prática comum. Era, ainda, considerado imagem ideal do erotismo e modelo de educação para os jovens.

Contudo, apesar da prática homossexual ser considerada normal em Roma, o homossexualismo passivo desonrava os romanos, que eram educados para serem ativos, serem senhores. A posição passiva era reservada para os escravos e para as mulheres, para os quais, aliás, era um dever. A História registra que dos quinze primeiros imperadores de Roma, só Cláudio era exclusivamente heterossexual. Mas foi o imperador Júlio César que ganhou a fama, só sendo tolerado pela posição que ocupava e por suas conquistas bélicas. Dele diz-se que "era homem de todas as mulheres e mulher de todos os homens".

A palavra lésbica vem da ilha de Lesbos, na Grécia, onde vivia uma poetisa e sacerdotisa chamada Safo. Ela iniciava mulheres no homossexualismo (daí os adjetivos lésbica ou mulheres sáficas). As palavras sodomitas e efeminados usadas em 1 Co 6.9 têm significados distintos: sodomita vem do pecado de Sodoma e tornou-se sinônimo universal de homossexualismo ativo (quando o homossexual faz o papel de "marido" na relação com outro homem); e efeminado é quando o homossexual faz o papel de passivo (ou seja, o de "mulher" na relação sexual com outro homem) e, também, quando tem trejeitos femininos ou gosta de vestir-se com roupas de mulher (no caso de travestis).

Esse era exatamente o contexto em que o apóstolo Paulo vivia quando escreveu a primeira referência bíblica do Novo Testamento sobre o homossexualismo, dirigindo-se à igreja de Roma. Usando a autoridade que tinha de pregador da Palavra de Deus, ele não fez distinção entre homossexualismo ativo ou passivo. Afirmou, sim, que o homossexualismo contrariava os propósitos morais, sexuais, sociais e espirituais de Deus para homens e mulheres.

Depois de afirmar que os romanos haviam trocado a verdade de Deus pela mentira, ele declarou em Romanos 1.26 e 27: "porque até as suas mulheres trocaram o modo natural de suas relações íntimas, por outro contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro."

John Ankerberg e John Weldon analisam essa afirmação de Paulo ressaltando que, ao contrário da interpretação de alguns simpatizantes da causa homossexual, esses dois versículos são revelações claras de que o apóstolo referia-se à homossexualidade: "Paulo está simplesmente condenando a homossexualidade em si. As definições dos dicionários para as palavras que Paulo usa - pathe aschemosune etc - claramente se referem à atividade sexual. (...) As descrições feitas pelo apóstolo Paulo são também dignas de nota. O livro de Romanos fala de homossexuais queimando-se em lascívia uns pelos outros. No inglês, a New American Standar Version diz: 'queimados em seus desejos'; a NVI traduz: 'estavam inflamados em lascívia', e a Amplified diz: 'estavam em chamas (queimados, consumidos) pela lascívia.'"

A outra menção à homossexualidade - considerada por muitos evangélicos a mais importante da Bíblia, por mostrar que homossexualismo é um pecado como qualquer outro mas, principalmente, que homossexuais podem mudar - é encontrada na carta de Paulo dirigida à igreja de Corinto. Essa cidade pertencia à Grécia antiga onde, à semelhança de Roma, o homossexualismo era celebrado e também praticado por filósofos e poetas. Na adolescência, os rapazes gregos deixavam a casa de seus pais e se tornavam amantes de homens adultos. Corria que essas práticas sexuais faziam parte de um relacionamento afetivo e educacional em que os jovens eram ensinados a trilhar os caminhos da virilidade.

O apóstolo Paulo, porém, mesmo conhecendo muito bem a cultura da Grécia, faz uma leitura diferente do pensamento corrente na época, em 1 Coríntios 6.9 a 11:

"Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus."

Comentando essa passagem bíblica, Bob Davies e Lori Rentzel (conselheiros de um ministério de ajuda a quem está deixando o homossexualismo nos EUA) reconhecem o mesmo teor de proibição das práticas homossexuais de muitos teólogos. Eles, porém, têm uma informação relevante àqueles que acham que a Bíblia só condena os homossexuais:

"há evidências bíblicas explícitas de que Deus pode transformar a vida de uma pessoa envolvida nesse comportamento. (...) Paulo conhecia antigos homossexuais na igreja de Corinto! Portanto, a mensagem de que o homossexualismo pode ser mudado não é nova; os homossexuais têm experimentado transformações desde que a Bíblia foi escrita."


- Aborto
O texto a seguir foi retirado do site gotquestions?org (gotquestions.org):

Pergunta: "O que a Bíblia diz sobre o aborto?"
Resposta: A Bíblia nunca trata especificamente sobre a questão do aborto. No entanto, há inúmeros ensinamentos nas Escrituras que deixam muitíssimo clara qual é a visão de Deus sobre o aborto. Jeremias 1:5 nos diz que Deus nos conhece antes de nos formar no útero. Êxodo 21:22-25 dá a mesma pena a alguém que comete um homicídio e para quem causa a morte de um bebê no útero. Isto indica claramente que Deus considera um bebê no útero como um ser humano tanto quanto um adulto. Para o cristão, o aborto não é uma questão sobre a qual a mulher tem o direito de escolher. É uma questão de vida ou morte de um ser humano feito à imagem de Deus (Gênesis 1:26-27; 9:6).

O primeiro argumento que sempre surge contra a opinião cristã sobre o aborto é: "E no caso de estupro e/ou incesto?". Por mais horrível que fosse ficar grávida como resultado de um estupro e/ou incesto, isto torna o assassinato de um bebê a resposta? Dois erros não fazem um acerto. A criança resultante de estupro/incesto pode ser dada para adoção por uma família amável incapaz de ter filhos por conta própria – ou a criança pode ser criada pela mãe. Mais uma vez, o bebê não deve ser punido pelos atos malignos do seu pai.

O segundo argumento que surge contra a opinião cristã sobre o aborto é: "E quando a vida da mãe está em risco?". Honestamente, esta é a pergunta mais difícil de ser respondida quanto ao aborto. Primeiro, vamos lembrar que esta situação é a razão por trás de menos de um décimo dos abortos realizados hoje em dia. Muito mais mulheres realizam um aborto porque elas não querem "arruinar o seu corpo" do que aquelas que realizam um aborto para salvar as suas próprias vidas. Segundo, devemos lembrar que Deus é um Deus de milagres. Ele pode preservar as vidas de uma mãe e da sua criança, apesar de todos os indícios médicos contra isso. Porém, no fim das contas, esta questão só pode ser resolvida entre o marido, a mulher e Deus. Qualquer casal encarando esta situação extremamente difícil deve orar ao Senhor pedindo sabedoria (Tiago 1:5) para saber o que Ele quer que eles façam.

94% dos abortos realizados hoje em dia são por razões diferentes da vida da mãe estar em risco. A vasta maioria das situações pode ser qualificada como "Uma mulher e/ou seu parceiro decidindo que não querem o bebê que eles conceberam". Isto é um terrível mal. Mesmo nos outros 6%, onde há situações mais difíceis, o aborto jamais deve ser a primeira opção. A vida de um ser humano no útero é digna de todo o esforço necessário para permitir um processo de concepção completo.

Para aquelas que fizeram um aborto – o pecado do aborto não é menos perdoável do que qualquer outro pecado. Através da fé em Cristo, todos e quaisquer pecados podem ser perdoados (João 3:16; Romanos 8:1; Colossenses 1:14). Uma mulher que fez um aborto, ou um homem que encorajou um aborto, ou mesmo um médico que realizou um – todos podem ser perdoados pela fé em Cristo.


- Violência Urbana
O texto a seguir foi retirado do site Jesus Voltará (jesusvoltara.com.br):

A violência é contagiosa.
A Bíblia diz em Provérbios 16:29 "O homem violento alicia o seu vizinho, e guia-o por um caminho que não é bom."

Os infiéis tem um apetite de violência.
A Bíblia diz em Provérbios 13:2 "Do fruto da boca o homem come o bem; mas o apetite dos prevaricadores alimenta-se da violência."

Não imite a uma pessoa violenta.
A Bíblia diz em Provérbios 3:31 "Não tenhas inveja do homem violento, nem escolhas nenhum de seus caminhos."

Aqueles que são violentos sofrerão violência.
A Bíblia diz em Mateus 26:52 "Então Jesus lhe disse: Mete a tua espada no seu lugar; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão."


- Ecologia e Meio Ambiente
O texto a seguir foi retirado do site Por Trás da Palavra (portrasdapalavra.blogspot.com):

Hoje em dia estamos vivenciando uma grande ameaça à vida devido a agressão feita a nossa casa, o planeta Terra. Seus recursos naturais estão se esgotando, florestas estão sendo devastadas e isso afeta a harmonia do planeta. Mudanças no clima, por exemplo, já são uma realidade.

Mas são muito mais numerosos e terríveis os agressores da natureza. Queimadas, desmatamentos, monocultura e agropecuárias dos latifúndios, agrotóxicos, caça e pesca predatória e indiscriminada, grandes barragens, poluição das águas e do ar e por aí a fora.

O texto bíblico do livro de Gênesis no capítulo 1 nos apresenta Deus como criador. Cria a terra com toda a sua força de vida, o mar com todo o seu dinamismo, o céu com todos os seus fenômenos. De forma muito especial, além de criar os animais, cria o ser humano à sua imagem: "à imagem de Deus ele o criou, criou-os homem e mulher". Criou-os para proteger, preservar e continuar a obra da criação.

Não podemos ficar indiferentes diante dos atentados contra a natureza promovidos por um sistema econômico que tem como eixo o lucro a qualquer preço e uma ambição desmedida. Devastar a natureza é, portanto, uma profanação. Nosso compromisso é não só de nutrir nossa espiritualidade com as maravilhas de Deus na natureza, mas de revestir nossa atividade com o zelo em preservá-la e restaurá-la.


- Política Contemporânea
O texto a seguir retirado do site eJesus.com.br:

1. A idéia bíblica
O que a Bíblia tem a dizer sobre política? Na verdade não encontramos na Bíblia a palavra "política" nem uma definição da mesma. Obviamente não poderia porque a Escritura Sagrada não é um manual ou tratado político. Entretanto, encontramos nela, do Gênesis ao Apocalipse, a idéia explícita de política. Folheando suas páginas verificamos que o conceito bíblico de política é o conceito do próprio Deus e de Seus escritores sagrados. A arte de bem governar e administrar com competência são exigências constantes de Deus. Basta lermos, à guisa de exemplo, o livro do profeta Isaías. Isaías é corretamente denominado pelos estudiosos de "profeta da justiça social". Sua reivindicação pela justiça social como resultado de uma política responsável e consciente era a reivindicação do próprio Deus que o enviara a profetizar.

2. Causa e solução das crises
A causa das crises sócio-econômicas a nível mundial está numa política defeituosa. E qual seria, por sinal, a causa deste defeito? É simples: a maioria dos líderes políticos estão querendo dirigir o mundo sem Deus e sem a Bíblia. Acredite, o maior e melhor programa de governo de todos os tempos é a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Leia Deuteronômio 17.18-20. Além disso, observe o exemplo do povo de Israel na Bíblia. Leia a história dos reis de Israel. Os reis que governaram sob o temor de Deus e em obediência à Sua Palavra foram bem sucedidos. O segredo de uma política eficiente não está na forma de governo (monarquia, democracia, etc.) e nem no regime político (parlamentarismo, presidencialismo), mas na aplicação prática dos princípios morais e civis da lei de Deus. Não estou dizendo que devemos restabelecer a teocracia que Israel por fim acabou abandonando. No mundo de pecado em que vivemos é impossível um governo eminentemente teocrático, contudo, quando os princípios bíblicos regem a conduta e a moral dos dirigentes Deus abençoa a nação. Quando João Calvino (1509-1564) aplicou em Genebra (Suíça) os princípios da "constituição de Deus", a Bíblia, ele revolucionou de maneira extraordinária a vida daquela cidade. A reforma religiosa e político-social de Calvino é um marco da história que comprova, entre tantos outros exemplos semelhantes, que fé em Deus e administração pública é uma mistura que dá certo.

3. Jesus, Pedro e Paulo e a política
O maior conceito de política que a Bíblia nos apresenta foi dado pelo Senhor Jesus Cristo. Certa feita o mestre foi interpelado por pessoas mal intencionadas sobre a questão do pagamento de impostos ao imperador romano. "É lícito pagar tributo a César, ou não?", perguntaram. Jesus pediu que mostrassem uma moeda e interrogou: "De quem é esta efígie e inscrição?". "De César", responderam. Então lhes disse: "Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". Em outras palavras o Mestre queria dizer: "Sim, devemos pagar imposto. Honrar a Deus não significa desonrar o imperador".

Sem dúvida os apóstolos Pedro e Paulo tinham em suas mentes o ensino de Jesus ao tratarem em suas cartas de "alguns temas políticos". Ambos enfatizam a importância da obediência e honra às autoridades pelo simples fato de serem "ministros de Deus", conforme a expressão usada por Paulo. A desobediência civil é justificada na Bíblia somente quando as autoridades intencionalmente se opõem ao evangelho de Jesus para cometerem injustiças (cf. At 4.18,19). E se a desobediência civil não fosse justificável somente nesse sentido, Pedro e Paulo jamais insistiriam em suas epístolas pela obediência às autoridades (Rm 13.1-7; I Tm 2.1,2; I Pe 2.11-17). É interessante esse apelo apostólico porque Pedro e Paulo e as igrejas a quem eles se dirigiam viviam, naquela época, sob o governo déspota e tirano do imperador Nero. Porém, a recomendação de deveres não era pelo que o imperador e as demais autoridades significavam em si mesmos, e sim, porque ocupavam a posição político-administrativa instituída por Deus. Lembremos que quando Pilatos disse a Jesus: "Não sabes que tenho autoridade para te soltar, e autoridade para te crucificar?", a resposta do nosso Senhor foi: "Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima (de Deus) não te fosse dada". Quando Jesus diz em Mateus 22.21 "Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus" não quis dizer, como bem observou Francis Schaeffer: DEUS e CÉSAR.

Foi, é e sempre será assim: DEUS e CÉSAR.

Por causa dessa autoridade que vem de Deus é que o povo tem deveres para com as autoridades constituídas. E por causa dessa mesma autoridade vinda de Deus é que os políticos devem tratar o povo com justiça e respeito.

4. O propósito da política segundo a Bíblia
Observe que de acordo com a Bíblia, a política em si é boa porque foi instituída por Deus. O problema está no fato de que nem sempre a política é devidamente utilizada. Isso acontece porque nem todos estão aptos para entender o propósito da política. Qual a finalidade da política? Acredito que os teólogos da assembléia de Westminster, Inglaterra (1643-1648), definiram biblicamente o propósito da política quando disseram: "Deus, o Senhor Supremo e Rei de todo o mundo, para a sua glória e para o bem público, constituiu sobre o povo magistrados civis (líderes políticos) que lhes são sujeitos, e a este fim, os armou com o poder da espada para defesa e incentivo dos bons e castigo dos malfeitores". Veja nessa declaração que a finalidade da política é dupla. Deus a constituiu para 1) a Sua própria glória e 2) o bem público. Perguntar não ofende: Será que este duplo propósito da política está sendo cumprido em termos de Brasil? É evidente que não, pois notamos ainda na declaração de Westminster que as autoridades receberam da parte de Deus o poder da espada para a defesa dos bons e castigo dos maus. A impunidade desonra a Deus.

Em suma a Bíblia valoriza a política e os políticos. A primeira porque faz parte da própria essência administrativa de Deus. Os segundos porque são agentes de Deus (quer estejam conscientes ou não disso; quer acreditem ou não nisso) a fim de governarem com seriedade para que Deus seja glorificado e o povo respeitado.


Que Deus te abençoe e te guarde!


Seja bendito o Nome do Senhor desde agora e para sempre, amém.
Protestante Online
protestante_net@hotmail.com




O que você achou do artigo?
Nome:

E-Mail:

Comentário:





& PROTESTANTISMO &
Desde 03 de Agosto de 2008