Questões Sobre Salvação
Valéria

Precisava muito da ajuda dos irmãos para fechar meu trabalho da minha igreja, pois tenho alguns dados mas não estou conseguindo sintetizar e peço, gentilmente, que os irmãos me ajude. Estou nervosa porque tenho prazo e não gosto de me comportar de forma irresponsável, pois são coisas de Deus e a obra do Pai não se faz de uma forma indisciplinar. A primeira é o que torna possível a salvação espiritual e por que é necessária a salvação espiritual; Listar as várias fases, em ordem de prioridades em processo de Soteriologia. Agradeço irmãos o carinho e que Deus os abençoem. Valéria.


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Prezada Valéria,
Graça e Paz do Senhor e Salvador Jesus Cristo
Bendito seja Deus, o Senhor de nossas vidas
A Razão do nosso viver

Querida,
Antes, gostaria de publicar um estudo completo sobre a Obra Salvífica de Cristo, segue a lista:

- A Obra Salvífica de Crísto (Parte 1): Introdução; O Significado de Salvação;
- A Obra Salvífica de Cristo (Parte 2): As Naturezas de Deus e da Humanidade;
- A Obra Salvífica de Cristo (Parte 3): Teorias da Expiação;
- A Obra Salvífica de Cristo (Parte 4): Aspectos da Obra Salvífica de Cristo;
- A Obra Salvífica de Cristo (Parte 5): O Alcance da Obra Salvífica de Cristo;
- A Obra Salvífica de Cristo (Parte 6, Final): A Ordem da Salvação;


O que torna possível a salvação espiritual?
A Bíblia deixa claro que todas as pessoas precisam de um Salvador e que elas não podem salvar a si mesmas. Desde a tentativa feita pelo primeiro casal de cobrir-se e de esconder-se de Deus (Gn 3) e a primeira rebeldia que culminou com um assassinato (Gn 4) até a última tentativa rebelde de desfazer os propósitos de Deus (Ap 20), a Bíblia é uma longa cantilena de atitudes degradadas e pecados deliberados da raça humana. Na coluna de nuvem e de fogo, nos trovões e nas trevas do Sinal e no estabelecimento do sistema sacrificial, com todos os seus preceitos e proibições, Deus procurava mostrar ao povo o abismo existente entre Ele e as pessoas, que somente Eterno poderia ligar. Sendo nós ímpios e Deus pura santidade, como poderíamos pensar até mesmo em nos aproximar dEle? No entanto, isto é possível, porque Ele não só escolheu o caminho como o preparou: a cruz de Cristo. O Novo Testamento contém numerosas referências a "pecados" ou "pecadores" em conexão com a morte de Cristo. Eis algumas delas: "O qual por nossos pecados foi entregue" (Rm 4.25). "Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.8). "Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras" (1Co 15.3). "Cristo padeceu uma vez pelos pecados" (1 Pe 3.18). Não existe a mínima possibilidade de se negar o ensino do Novo Testamento de que Jesus Cristo morreu para ligar o abismo entre um Deus santo e uma raça pecaminosa que não podia salvar a si mesma.


Por que é necessária a salvação espiritual?
Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento revelam-no como um Deus de santidade total (Lv 11.45; 19.2; Js 24.19; Is 6.3; Lc 1.49) e justiça reta (Sl 119.142; Os 2.19; Jo 17.25; Ap 16.5). Ele não poderá tolerar nem desculpar a impiedade ou a iniqüidade (Hc 1.13). Constatamos esse fato quando Ele julga Adão e Eva; quando destrói a raça humana no dilúvio; quando ordena a Israel que extermine os cananeus, cuja iniqüidade já havia atingido uma "medida cheia" (Gn 15.16); quando julga seu próprio povo escolhido. Também no julgamento (final) de todos quantos rejeitaram seu Filho; e, mais importante de tudo, na cruz. As Escrituras, porém, demonstram que, durante algum tempo, Deus esteve disposto a não levar em conta a ignorância da humanidade no tocante a idolatria, pesar de agora ordenar a todas as pessoas, em todos os lugares, que se arrependam (At 17.29,30). Nas gerações passadas, Deus "deixou andar todos os povos em seus próprios caminhos" (At 14.16), embora hoje deseje que se convertam "dessas vaidades" (14.15). Paulo diz que, na cruz, Deus procurou demonstrar sua justiça "pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus" (Rm 3.25). Deus suportou durante quatrocentos anos a iniqüidade gritante dos amorreus (Gn 15.13), embora finalmente o seu julgamento tenha caído sobre eles com irresistível força. O Senhor não justifica o ímpio (Ex 23.7) "nem aceita recompensas [propinas]" (Dt 10.17). "Com justiça julgará o mundo e o povo, com eqüidade" (Sl 98.9). "O que justifica o ímpio e o que condena o justo abomináveis são para o Senhor, tanto um como o outro" (Pv 17.5). Aquele que põe à prova a paciência de Deus "entesoura ira para si no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus" (Rm 2.5).


Fases da Salvação (Soteriologia)
No site da Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil, o Pastor João Batista de Oliveira postou um artigo a respeito das fases da salvação que são:

Arrependimento: Arrependimento é o ato pelo qual a pessoa reconhece o seu pecado e o abandona, confessando-o a Deus. O arrependimento é diferente do remorso. Por exemplo: João e Pedro colam na prova escolar. João confessa, pede perdão e aceita a punição. Isto é arrependimento. Pedro é surpreendido pelo professor, tem remorso e no coração diz que na próxima prova, se tiver oportunidade, vai colar novamente. Nessa ilustração, Pedro sentiu apenas remorso. O remorso é a tristeza do mundo que produz morte. O arrependimento verdadeiro é a tristeza que, segundo Deus, conduz à salvação, 2Co 7:10. No Novo Testamento, Pedro e Zaqueu são exemplos de arrependimento, Mt 26:75; Lc 19:8, e Judas, um exemplo de remorso do seu pecado, Mt 27:3-5.

Fé: Quando se fala em fé, há alguns textos que muitos já sabem de cor: "fé é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se vêem”, Hb 11:1; "A fé vem pelo ouvir, e o ouvir da palavra de Deus", Rm 10:17; "Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação", Rm 10:9-10. No idioma grego, língua em que foi escrito originalmente o Novo Testamento, há duas expressões para a palavra fé: pistis – uma crença ou convicção intelectual; uma completa confiança em Deus, ou mais particularmente, em Cristo, com vista à redenção do pecado; pisteuein – confiança plena em Deus. Há dois tipos de fé: a fé salvadora e a fé como um dom.

Conversão: O termo grego para conversão é metanoia, ou seja, mudança de mente e transformação. Deve-se distinguir a conversão cristã de outras qualidades de conversão. O vocabulário conversão, literalmente, significa voltar ou mudar de direção. Portanto, neste sentido literal, podemos ser convertidos dum ponto de vista para outro. Pode-se mudar de partido político, e assim dá uma conversão política. Mudar de denominação, e assim se dá uma conversão religiosa. A conversão cristã é o ato pelo qual a pessoa se volta do pecado para Jesus Cristo, tanto para obter perdão dos pecados, como para se libertar deles. Isso inclui livramento da pena do pecado. A conversão está intimamente ligada ao arrependimento, porque o arrependimento enfatiza o aspecto negativo do abandono ou saída do pecado, enquanto a conversão enfatiza o aspecto positivo da volta para Cristo. O arrependimento produz tristeza pelo pecado, já a conversão produz alegria por causa do recebimento do perdão e livramento da pena do pecado. O arrependimento nos leva à cruz. Já a conversão nos leva ao túmulo vazio e ao Cristo ressurreto.

Regeneração ou Novo Nascimento: O sentido etimológico da palavra regeneração vem do vocábulo grego paliggenesia e significa novo nascimento ou nascer de novo. Refere-se a uma nova criação. Regeneração é uma mudança sobrenatural e instantânea operada pelo Espírito Santo na natureza da pessoa que recebe Jesus Cristo como Salvador. O apóstolo João descreve a regeneração como novo nascimento, Jo 3:3-8. Jesus fala que é como passar da morte para a vida, Jo 5:24. Já o apóstolo Paulo chama de nova criatura, 2Co 5:17; Gl 6:15. Regeneração não é uma reforma no ser humano. Essa reforma pertence ao plano humano, a regeneração, ao divino. A reforma é algo ligado ao exterior; já a regeneração é a mudança interior, que vem de dentro. A reforma afeta a conduta, já a regeneração modifica o caráter, Tt 3:5.

Justificação: A palavra justificação vem do verbo grego dikaioo e significa declarar que uma pessoa é justa, tornar justo. Já o substantivo dikaiósis significa justificação, que é o ato da graça divina pelo qual Deus declara justa a pessoa que põe sua fé em Jesus Cristo como seu salvador. Podemos ilustrar isso com um criminoso que pode até ser perdoado pelo governo e deixa a prisão, porém leva a culpa consigo em sua consciência, mesmo já em liberdade. Nesse caso, ele foi perdoado, mas não justificado, visto que era culpado do crime pelo qual o levou a prisão. Mas, no caso da pessoa justificada, ela é isentada, não porque não mereça punição, e não pelo fato de já não mais carregar a lembrança de sua culpa, mas porque as exigências da lei divina foram satisfeitas. Outra pessoa tomou o lugar dele e padeceu a execução destinada a ele. A lei não tem mais o que alegar contra ele. Na justificação, Jesus literalmente assumiu as nossas dívidas e pagou por nós: "Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso senhor Jesus Cristo", Rm 5:1; "Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito", Rm 8:1; "Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz", Cl 2:14.

Adoção: Adoção é o ato da graça de Deus que toma como filhos aqueles que aceitaram a Jesus Cristo, concedendo-lhes os direitos e privilégios de Jesus. A regeneração é uma mudança de nossa natureza. A justificação é uma mudança de nossa situação diante de Deus. A adoção é uma mudança de nossa ordem e posição de mera criatura, para Filho: "Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor", Cl 1:13. João 1:12-13 afirma: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus". Todo ser humano pode fazer parte da família divina através de Jesus Cristo. É fundamental aceitá-lo como único e suficiente Salvador e Senhor de sua vida. Aqueles que já tomaram essa decisão filhos de Deus. Concluindo, o cristão é salvo através de Jesus. Uma parte desse processo é o ser humano que tem de executar e a outra a divina. Por isso, é fundamental na vida cristã que tenhamos a certeza de que o nosso lugar na nova Jerusalém está garantido através de graça divina.

Santificação: Segundo Dennis Allan, no Estudos Bíblicos.net, vivemos num mundo que tem sido manchado, por milhares de anos, pelo pecado. Estamos rodeados por violência, pornografia, desonestidade e falsa religião. Deus não pretende que nos isolemos deste mundo (João 17:14-21), mas que fujamos dos seus pecados (1 Timóteo 6:11) e brilhemos como luzes num mundo de trevas (Mateus 5:14-16).


Que Deus te abençoe e te guarde!


Seja bendito o Nome do Senhor desde agora e para sempre, amém.
Marcell de Oliveira
Webmaster Protestante Online




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