As Glórias da Virgem Maria Segundo as Escrituras
Miler Maqueiby Alves

Só para entendermos melhor a Sagrada Escritura Sobre A SANTISSIMA VIRGEM MARIA.

As glórias da Virgem Maria segundo as Escrituras
Muitas e grandiosas são as glórias de Maria Santíssima, pelas quais não cessam de propagar e cantar seus louvores todos os seus servos. Não apenas os anjos e santos nos céus, mas também nós os pecadores glorificamos com confiança todos os dias a tão excelsa mãe. Não podia portanto, a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, calar-se a respeito da mais sublime de suas criaturas. Apresentaremos um pequeno resumo de como as Sagradas Escrituras exaltam e testemunham as glórias de Nossa Senhora.


"Entrando o anjo disse-lhe: 'Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo'\" (Lc 1, 28)
Eis aqui, proclamado pelo próprio anjo Gabriel o privilégio extraordinário da Imaculada Conceição de Maria e sua santidade perene. Quando a Igreja chama Maria de \"Imaculada Conceição\" quer dizer que a mesma, desde o momento de sua concepção foi isenta – por graça divina – do pecado original. Se Maria Santíssima tivesse sido gerada com o pecado herdado de Adão ou tivesse qualquer pecado pessoal, o Arcanjo Gabriel teria mentido chamando-a de \"cheia de graça\". Pois, onde existe esta \"graça transbordante\" não pode coexistir o pecado. Por isso, esta boa Mãe é também chamada pelos seus servos de \"Santíssima Virgem\". Os santos ensinaram que não convinha a Jesus Cristo, o Santíssimo, ser gerado e nascer de uma criatura imperfeita. Como podia o Santíssimo Deus, Jesus Cristo ser depositado num receptáculo que não fosse digno dEle? Pois ele mesmo testemunha no Evangelho, que não se coloca vinho novo e bom em odres velhos e defeituosos (conf. Lc 5, 37). Eis porque o Criador elevou Maria, este \"Vaso Insigne de Devoção\" a tão grande santidade.


"Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra\" (Lc 1, 38)
Maria ao dizer seu \"sim\" incondicional ao convite de Deus, introduz no mundo o Verbo Divino, Jesus Cristo. E, fato assombroso: torna-se a única criatura a gerar o seu Criador segundo a natureza humana. Deus a amava tanto que quis precisar nascer e depender dela enquanto homem. Maria iniciou com sua sagrada gravidez o restabelecimento da concórdia entre Deus e os homens conforme está escrito:
\"Por isso, Deus os abandonará, até o tempo em que der à luz aquela que há de dar à luz\" (Miq 5,2). Com este sim incondicional Maria cumpre também a primeira de todas as profecias registrada na história da humanidade. Porque com esta sua doação total ela fere a cabeça do demônio (Gn 3,15) e começa a devastar o seu reino de morte, que será destruído totalmente pelo seu filho Jesus. "Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada\" (Lc 1, 48)
Os santos proclamam a profunda intimidade dela com a Santíssima Trindade: Filha de Deus Pai, esposa do Espirito Santo, mãe de Deus Filho! O Espírito Santo profetiza pelos lábios de Maria, que daquele momento em diante de geração em geração, isto é, para sempre, todos os cristãos proclamariam sua bem-aventurança. Feliz religião que a enaltece e a glorifica! Felizes os seus filhos que exaltando-a e enaltecendo-a cumprem fielmente esta profecia.


"Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe do meu Senhor?\" (Lc 1, 43)
Isabel, mulher idosa e santa, esposa de Zacarias, mãe de João Batista desmancha-se em elogios àquela jovem que foi até sua casa para servir! Que lição de humildade a tantas pessoas que com sua \"sabedoria\" (que na verdade é pestífera loucura) evitam tributar à Santa Mãe de Deus os louvores que ela merece, temendo que isto diminua à glória devida a Jesus Cristo. Esquecem então, que o Espírito Santo mesmo ensina, que o louvor dirigido aos pais é grande honra para o filho (conf. Eclo 3, 13). Preferem portanto, os verdadeiros filhos de Maria, em todos os tempos, lugares e momentos, exaltarem a Virgem, imitando o exemplo de Santa Isabel, para serem seguidores fiéis da Sagrada Escritura.


"Pois assim que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio\" (Lc 1, 44)
Cristo testemunhou a respeito de João Batista:
\"dos nascidos de mulher nenhum foi maior que João\" (cf. Lc 7 28). Pois bem. Este mesmo João Batista, que Jesus Cristo declara ter sido mais importante que todos os patriarcas, profetas e santos do Antigo Testamento, ao ouvir a doce voz de Maria \"estremeceu de alegria\". O Espírito Santo, que nele habitava, exultou de alegria ao ouvir a voz da doce Mãe! Não é, pois justo, a nós que somos os últimos de todos, exultar de alegria ao ouvir o doce nome de Maria? Não nos é sumamente necessário imitar o Espírito Santo? Não é proveitoso para os cristãos imitarem o gesto de São João Batista? Bendito os servos de Deus, que não se cansam de se alegrar e cantar os louvores desta Senhora, imitando assim o gesto do Divino Esposo e de São João Batista, o maior profeta da Antiga Aliança. "E uma espada transpassará a tua alma\" (Lc 2, 35)
Uma lança transpassou o coração do Cristo na Cruz. Uma espada de dor transpassou o coração de Maria no Calvário! Deus revela ao profeta Simeão como Nossa Senhora estaria intimamente ligada à Jesus Cristo no momento da Sagrada Paixão. Ninguém em toda a terra, em todos as épocas, esteve mais intimamente ligado a Jesus naquele dramático momento que sua Santíssima Mãe. Portanto que, junto com o sacrifício expiatório, doloroso e único de Jesus Cristo no Calvário, subiu também aos céus, como oferta agradabilíssima diante de Deus, o sacrifício doloroso de Nossa Senhora.

"Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: 'Eles não tem mais vinho'. Respondeu-lhe Jesus: 'Mulher, isso compete a nós(tradução correta)? Minha hora ainda não chegou'. Disse então sua mãe aos serventes: 'Fazei o que ele vos disser'\" (Jo 2, 3 – 5)
Na festa do casamento de Caná, Jesus iniciou seu ministério. Ministério aliás composto por pregação e \"obras\" (milagres). A Santíssima mãe percebeu a dificuldade daquela família, que não tinha vinho para os convidados. A boa Senhora é vigilante, e os servos dela sabem, que ela vigia sobre eles, mesmo quando não se apercebem dessa vigilância. Jesus afirmou então claramente a Maria que, ainda não era o momento para iniciar seu ministério com um prodígio, pois disse: \"minha hora ainda não chegou\". A Santíssima mãe, conhecendo profundamente o filho, mesmo diante da aparente recusa, o \"obriga\" docemente a antecipar sua missão. E assim, sem discussão, na mais plena confiança, diz aos serventes: \"façam o que ele lhes disser\". Grandíssima confiança! Assim, aquela que o introduziu no mundo segundo a carne, o introduz agora no seu ministério, pela sua intercessão. Feliz a família que tiver por mãe esta doce Senhora. Sua intercessão é infinitamente mais eficaz do que as orações de todos os santos que pedem sem cessar pelos habitantes da terra (conf. Ap 6, 9-10. 8,3-4; II Mac 15,11-16).


"Disse-lhe alguém: 'Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar-te'. Jesus respondeu: 'Quem são meus irmãos e minha mãe? (…) Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Todo aquele que faz a vontade de meu Pai, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe'. (Mt, 12, 47-50)
Somente pertencemos à Cristo na medida em que pertencermos à nossa Mãe Santíssima. \"Quem são meus irmãos e minhas mãe ?\" pergunta o Cristo. E aponta para os seus discípulos: \"eis aqui a minha família!\". E, doravante, somente os que forem discípulos do mestre, ouvindo as suas palavras e as cumprindo poderão pertencer plenamente a esta família. Por isto, como doce discípula Maria
\"conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração\" (Lc 2, 19.51) Meditava e as guardava! Eis o exemplo da perfeita discípula. Maria com efeito não é mãe apenas na carne, mas na vida toda, na alma e na total obediência ao seu Divino Filho. Alguns, que ainda não amam suficientemente a Santíssima Virgem, usam estes versículos acima justamente contra ela, tentando convencer-nos de que Jesus a teria desprezado naquele momento. Esses \"estudiosos da Bíblia\" esquecem que Jesus jamais desprezaria sua mãe, conforme ensina o próprio Espírito Santo:
\"Apenas o filho insensato despreza sua mãe\" (Pr 15, 20). E assim, com esta interpretação desastrosa, que espalham ardorosamente, ofendem não apenas a boa Mãe, como blasfemam contra Jesus Cristo, como se o mesmo fosse violador do sagrado mandamento: \"Honra teu Pai e tua Mãe\" (Ex 20,12 e Deut 5,16).


"Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: 'Mulher, eis aí teu filho'. Depois disse ao discípulo: 'Eis aí tua mãe'\" (Jo 19, 26-27)
O apóstolo João aos pés da cruz, o único discípulo presente, representava todos os discípulos. Neste momento Jesus consagrou Maria, Mãe espiritual dos apóstolos. Mais ainda: João representava também, todos os homens e mulheres, de todos os lugares e de todos os tempos, que a partir daquele momento ganharam Maria como sua Mãe espiritual. Isto está de acordo com o testemunho do próprio São João, que em outra parte diz:
\"O Dragão se irritou contra a mulher (Maria) (…) e sua descendência, aqueles que guardam os mandamentos de Deus (…)\" (Ap 12, 17). Maria Santíssima não teve outros filhos naturais. Permaneceu sempre virgem, como era do conhecimento universal dos primeiros cristãos até os nossos dias. Mas, muitos insistem em \"presenteá-la\" com filhos naturais que ela não teve. Fazem isto, para diminuírem a glória de Jesus Cristo, bem como para esvaziarem Maria de sua maternidade universal. Se Jesus tivesse irmãos carnais, não teria entregue sua Mãe aos cuidados de João Evangelista. Seus próprios irmãos naturais cuidariam dela, como era dever sacratíssimo na época e ainda hoje. Além disso, citam aqueles que não amam a Virgem Maria algumas passagens bíblicas como a seguinte:
\"Não se chama a sua mãe Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?\" (Mt 13,55). Querendo com isto provar que Nossa Senhora teve outros filhos. Esquecem ou ignoram, que nos tempos de Cristo todos os parentes se chamavam entre si de irmãos. E a própria Bíblia prova isto, pois dos quatro \"irmãos\" acima citados, lemos que a verdadeira mãe de Tiago e José era uma outra Maria, irmã de Nossa Senhora e casada com Cleofas (Jo 19,25 e Mc 15,40). E que Judas era irmão de Tiago Maior (Jd 1,1) filho de Alfeu (Mt 10, 2-4). Ou seja, ninguém era filho natural de Maria e José. Eram de sua parentela, mas não de sua filiação. Além disso, os primeiros cristãos, que conheceram Jesus e os apóstolos, nos escritos que nos deixaram, todos testemunharam que Maria sempre permaneceu virgem, não tendo jamais outros filhos. Sobre estes inventores de novidades a Bíblia nos previne: \"Haverá entre vós falsos profetas (…) muitos seguirão as suas doutrinas dissolutas (…) e o caminho da verdade cairá em descrédito\" (II Pe 2, 1-2).


"E desta hora em diante o discípulo a levou para a sua casa\" (Jo 19, 27)
Daquela hora em diante, S. João levou a Santa Mãe para sua casa. Primeiramente para sua \"casa espiritual\", sua alma. Esse é o motivo pelo qual era o discípulo que Jesus mais amava, porque também, era o discípulo mais afeiçoado a ela. Depois, levou-a para sua casa material, seu lar. Assim também, o verdadeiro filho de Maria, a exemplo de S. João, deve levar esta boa mãe para seu \"lar espiritual\", no recesso mais íntimo de nossa vida espiritual. E convidá-la também para habitar nossas casas, onde sua presença maternal poderá ser recordada através de quadros e imagens. Estas imagens serão para os servos de Maria uma lembrança contínua e consoladora de sua presença e proteção, da mesma forma que o próprio Deus, antigamente, consagrou o uso das sagradas imagens e esculturas no culto divino (conf. Nm 21, 8-9; Ex 25, 18-20; I Reis 6,23-28 etc.), para recordar, a sua presença amorosa no meio do seu povo, Israel.


"Todos eles perseveravam unanimemente em oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria mãe de Jesus, e os irmãos dele\" (At 1,14)
No cenáculo, no dia de Pentecostes, Maria juntamente com os discípulos suplicavam para que viesse o Espírito Santo sobre todos. E assim foi fundada a Igreja naquele dia. Maria uma vez tendo introduzido o Cristo no mundo, depois tendo inaugurado seu ministério nas bodas de Caná, agora intercede, introduzindo e inaugurando a ação do Espírito Santo sobre a Igreja nascente. Eis a mãe da Igreja com seus filhos.


"Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida de sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas\" (Ap 12, 1)
No Apocalipse, João contempla nesta visão três verdades: a Assunção de Nossa Senhora, sua glorificação, sua maternidade espiritual. O Apocalipse descreve que esta mulher \"estava grávida e (…) deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações…\" (Ap 12, 2.5). Qual mulher, que de fato, esteve grávida de Jesus senão a Santíssima Virgem? (conf. Is 7, 14). Outros entendem diversamente, dizendo que esta mulher é símbolo da Igreja nascente. Embora esta interpretação também seja possível, ela não exclui a sua aplicação a Nossa Senhora, pois a Igreja nunca esteve \"grávida\" de Jesus Cristo! Antes, foi Cristo que gerou a Igreja, foi ele que a estabeleceu e a sustenta. Poder-se-ia argumentar contra a interpretação desta mulher como símbolo da Virgem Maria o fato de o Apocalípse afirmar que ela \"estava grávida, e clamava com dores de parto e sofria tormentos para dar à luz\" (Apoc. XII,2).
Ora, Nossa Senhora não deu à luz no meio das dores. Por isso , o texto pode ser aplicado aí à Igreja que gera seus filhos em meio das dores, como o diz São Paulo. Entretanto, também a Virgem participa dessas dores espirituais da Igreja ao gerar seus filhos. De modo que, ainda assim, a figura da Mulher do Apocalípse pode, sim, ser aplicada perfeitamente a Nossa Senhora.
E para provar que esta mulher é Nossa Senhora, em outro lugar está escrito:
\"O Dragão vendo que fora precipitado na terra, perseguiu a Mulher que dera à luz o Menino\" (Ap 12, 13). A Igreja teria dado à luz a um Menino? Evidente que não! Portanto esta mulher refulgente é unicamente, Nossa Senhora, pois foi ela unicamente que gerou \"o menino\" prometido (conf. Is 9, 5). Diz ainda a Sagrada Escritura que:\"(o Dragão) deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz (…) para lhe devorar o Filho (…) A Mulher fugiu para o deserto, onde (…) foi sustentada por mil duzentos e sessenta dias\" (Ap 12, 4.6). De fato, o demônio maquinou contra a vida de Jesus desde seu nascimento, na pessoa do perseguidor Herodes. Maria fugiu então com o filho para o deserto (Egito). Lá ficou por aproximadamente mil e duzentos e sessenta dias (três anos e meio). Ou seja, do ano 7 AC, ano do nascimento de Jesus, conforme atualmente se acredita, até março-abril do ano 4 AC, ano da morte de Herodes. Perfazendo os três anos e meio de exílio, nos quais foi sustentada pela Providência. Portanto, todos esses versículos, confirmam primeiramente a assunção de Nossa Senhora. Pois o apóstolo a contempla revestida de sol, já estabelecida desde agora na glória prometida pelo seu Filho, quando diz \"Os justos resplandecerão como o sol\" (Mt 13, 43). Confirma incontestavelmente sua realeza espiritual, pois a mesma se apresenta coroada com doze estrelas, símbolo das doze tribos de Israel e dos doze apóstolos. Portanto Rainha do Antigo e do Novo Testamento. Por fim confirma sua maternidade espiritual, pois diz o Espírito Santo: \"(O Dragão) se irritou contra a Mulher (Maria) e foi fazer guerra ao resto de sua descendência (seus filhos espirituais), os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus\" (Ap 12, 17). Somos de sua descendência apenas se nos comprometermos com o Cristo Jesus, guardando os seus mandamentos e testemunhando-o como nosso Senhor e Salvador.

Entre outras passagens que nos mostra que Maria é e sempre foi VIRGEM, e que Intercede por Todos. Será tão Dificil, entender e aceitar que A Virgem Maria, esta sempre intercedendo por nós e por todos (até por vocês que tentam difamar).


A Sagrada Escritura não é de interpretação Própria.
Atentemos para a Verdade.
E cuidado com a SOLA SCRIPTURA, Pois como diz São Paulo:
("Deus nos fez idôneos ministros do Novo Testamento, não pela letra, mas pelo espírito, porque a letra mata, mas o espírito vivifica"(II Cor. III, 6).)


Que a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo e o Amor de Maria lhes abençoe.



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Prezado Miller Maqueiby Alves
Graça e Paz do Senhor e Salvador Jesus Cristo
Bendito Seja Deus, o Senhor de Nossas Vidas
A Razão do Nosso Viver

Somos grato a Deus pelo o que Ele é e por tudo o que nos tem feito. Pela Tua infinita graça e misericórdia. Por ter enviado o Seu Filho para morrer pelos nossos pecados. Exaltado seja o Nome do Senhor, pois desde a fundação do mundo até fim dos tempos, Ele sempre foi e sempre será o Único digno de toda honra, toda glória e todo louvor.

Levando em consideração o contexto dos Sagrados Evangelhos, principalmente o Evangelho de São Lucas, podemos ver que Maria, mãe do Senhor Jesus Cristo, era uma mulher "agraciada", pois "achou graça" diante de Deus (Ev. S. Lucas 1:30). A palavra "agraciada" tem a sua origem no grego que significa "muita graça". Então, Maria recebeu a graça de Deus. Sendo que a palavra "graça" significa um favor não merecido, ou seja, é algo que recebemos mesmo que não o merecemos. Como todo cristão, Maria necessitava da graça de Deus. Podemos ver essa necessidade ainda no Evangelho de São Lucas onde Maria diz: "E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador" (1:47). Ou seja, a própria mãe do Senhor disse que precisava ser salva, que precisava de Deus como Seu Salvador. Maria era uma mulher humilde, temente, fiel às Leis de Deus e agraciada (Ev. S. Lucas 1:27-28). Porém, ao mesmo tempo Maria também era um ser humano pecador como todos os outros que necessitavam do Senhor Jesus Cristo para serem salvos, como todas as outras pessoas conforme o que está escrito em Eclesiastes 7:20, Ep. Romanos 3:23; 6:23 e 1a Ep. S. João 1:8.

Maria não teve uma concepção imaculada. No livro Manual de Teologia Dogmática (Ed. Rev. Barcelona: Herder, 1969), o teólogo católico Ludwig Ott informou: "A doutrina da concepção imaculada de Maria não se encontra explicitamente na Sagrada Escritura..." (p. 315). O que é por certo objetável, e a razão pela qual deve ser rejeitada pelos cristãos, é simplesmente que não se ensina na Bíblia, nem de maneira explícita nem por clara implicação. Segundo o blog Conhecereis a Verdade, o autor recém-citado passa a dizer que segundo "numerosos teólogos", a doutrina está implícita nos seguintes textos: Gênesis 3:15, Lucas 1:28 e Lucas 1:41 (sic; na realidade se refere a 1:42). Examinemos, pois, as passagens em questão:


"E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." (Gênesis 3:15)
Este texto, que é por vezes chamado o "primeiro evangelho", anuncia uma luta que se prolongará através dos séculos. Como parte do veredito de Deus contra a serpente, o final de tal combate será adverso a esta. A mulher que se refere aqui é Eva (não havia por então outra!). O pronome masculino singular "ele" é permitido (ainda que não exigido) pelo hebraico, e a Septuaginta passa do neutro "semente" (sperma) ao pronome masculino singular autos, "ele" (em Gênesis 4:25 o termo "semente", hebraico zera' também se aplica a um varão particular, neste caso Sete). Da plenitude da revelação presente no Novo Testamento entendemos que esta semente é Cristo, aquele que derrotou Satanás. Como corroboração podemos notar que em Gálatas 3:16-19 Paulo aplica a Cristo a referência à semente (zera') de Abraão de Gênesis 12:7. É extremamente difícil ver como a doutrina de imaculada concepção possa estar implícita neste texto. Entre Eva e Cristo se estende uma longa cadeia de descendentes dos quais Maria não é senão o último elo, o que impede de pensar que ela (e não o resto dos ascendentes de Cristo segundo a carne) fosse exceptuada do pecado original por algum decreto divino que não aparece em lado nenhum na Escritura.


"E entrando, lhe disse: Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo." (Lucas 1:28)
Estas palavras do anjo Gabriel a Maria constituem a saudação prévia à anunciação. As palavras "cheia de graça" da Bíblia de Jerusalém correspondem ao termo grego kecharitômenê, do verbo charitoô, "favorecer" ou "encher de favores". Os católicos sustentam que esta era uma plenitude extensiva e intensiva que, portanto, devia incluir a excepção do pecado original. Contudo, deve notar-se que as palavras do anjo não guardam referência alguma à concepção de Maria nem à sua condição prévia à visita do anjo. De fato, perante a perplexidade de Maria, no versículo 30 Gabriel diz: "Achaste graça diante de Deus". Além disso, este verbo somente aparece outra vez em todo o Novo Testamento, em Efésios 1:6, e nesta ocasião se refere a todos os cristãos: "para o louvor da glória da sua graça, com a qual nos encheu de favores (ou "nos encheu de graça", echaritôsen) no Amado". Se esta expressão implicasse por si mesma a concepção imaculada, então este seria um privilégio de todos os crentes.


"e exclamando com grande voz, disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre." (Lucas 1:42)
Estas palavras pronunciadas por Isabel, cheia do Espírito Santo, são tomadas pelos católicos no sentido de que a bênção de Deus sobre Maria e sobre Jesus Cristo ao mesmo tempo implicava que tanto a mãe como o Filho compartilhavam o privilégio de ser livres de pecado desde a concepção. Mas disso não há nada no texto nem no contexto. Além disso, que tal bênção supusesse uma bênção suprema e singular exclusiva de Maria é contradito pelas palavras do próprio Senhor. No mesmo Evangelho de Lucas lemos: "Sucedeu que, estando ele dizendo estas coisas, uma mulher levantou a voz do meio do povo, e disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram! Mas ele respondeu: Mais bem-aventurados são os que ouvem a Palavra de Deus e a observam." (Lucas 11:27-28)

A imaculada concepção de Maria é algo tão sobrenatural que se fosse verdade os Santos Apóstolos deixariam claro em meio à proclamação do Evangelho. Porém o que foi nos deixado é que Maria deu a luz ainda virgem e o Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, nasceu sem pecado. Somente o Senhor Jesus Cristo não apresenta nenhuma mancha do pecado conforme está escrito em Hebreus 9:14 e na 1a Ep. S. Pedro 1:19. Também, da mesma maneira, a eterna virgindade de Maria não provém da verdade. No Ev. S. Mateus 1:25 na versão da Bíblia Católica CNBB diz: "E, sem que antes tivessem mantido relações conjugais, ela deu à luz o filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus." O versículo mostra claramente que Maria teve uma união sexual com o seu marido José após o nascimento do Senhor Jesus Cristo. Além do mais, não é a virgindade que a torna "mais santa" e mesmo não sendo virgem não a torna "menos santa". O sexo no casamento, debaixo da Lei de Deus, é abençoado. Não é pecado. José e Maria tiveram vários filhos juntos depois que Jesus nasceu. Jesus tinha quatro meio irmãos: Tiago, José, Simão e Judas (Mateus 13:55). Jesus também tinha meia irmãs, mas não são nomeadas e nem se conhece seu número (Mateus 13:55-56). Deus abençoou e agraciou Maria dando a ela vários filhos, o que naquela cultura era a mais clara indicação de que Deus estava abençoando uma mulher. (Ler artigo: Irmãos de Jesus)

No livro do Apocalipse, a mulher descrita no capítulo 12 não é Maria, mãe do Senhor, em pessoa. A mulher representa a nação Israel e a coroa com 12 estrelas representam as 12 tribos de Israel. Deus escolheu os judeus para si (Ep. Romanos 9:4,5) e sua nação foi o berço do Messias. O menino (Ap 12:5) é Jesus, que nasceu de uma devota moça judia, Maria (S. Lucas 1:26-33). O rei Herodes imediatamente tentou matar o menino Jesus (S. Mateus 2:13-20). Seu desejo de matar esse Rei recém-nascido, a quem considerava uma ameaça ao trono, foi motivado por Satanás (o dragão vermelho), que pretendia matar o Salvador do mundo. A pompa do cenário celestial de Apocalipse 12 mostra que o nascimento humilde de Cristo na cidade de Belém teve uma grande importância cósmica. O grande dragão vermelho, Satanás, tem sete cabeças, dez chifres e sete coroas que representam seu poder e os reinos do mundo sobre os quais ele governa. As estrelas que foram lançadas sobre a terra são geralmente consideradas como os anjos que caíram com Satanás. O deserto representa um lugar de refúgio espiritual e de proteção contra Satanás. A natureza desse contexto é escatológica o que prova ser impossível tratar de Maria. A mulher descrita já tem um lugar preparado para passar seus 1260 dias. O lugar é o deserto e foi provido por Deus. A profecia está se referindo ao período conhecido como grande tribulação, que ainda está para acontecer (Ap 7:14; 11:2,3).

Segundo estudos da GotQuestions.org, Maria estava perto da cruz quando Jesus morreu (João 19:25). Maria estava com os apóstolos no dia do Pentecostes (Atos 1:14). Entretanto, jamais se menciona Maria depois de Atos capítulo 1. Os Apóstolos, em nenhum lugar, dão a Maria papel proeminente. A morte de Maria não é registrada na Bíblia. Nada é dito sobre Maria subindo aos Céus, ou tendo qualquer forma de papel exaltado no Céu. Maria deve ser respeitada como a mãe terrena de Jesus, mas ela não é digna de nossa adoração ou exaltação. A Bíblia, em nenhum lugar, indica que Maria pode ouvir orações, ou que ela possa ser mediadora entre nós e Deus. Jesus é nosso único defensor e mediador no Céu (I Timóteo 2:5). Se fosse oferecida adoração, exaltação ou orações, Maria diria o mesmo que os anjos: "Adora a Deus!" (Apocalipse 19:10; 22:9). A própria Maria dá para nós exemplo, direcionando sua adoração, exaltação e louvor somente a Deus: "Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador; Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada, Porque me fez grandes coisas o Poderoso; E santo é seu nome" (Lucas 1:46-49). Sendo assim, a Mariologia provém dos ensinos pagãos referente a deusa Ísis (Ler artigo: Paralelos Entre a Deusa Ísis e a Virgem Maria).


Agradeço gentilmente pela vossa atenção

Deus te abençoe e te guarde.


Seja bendito o Nome do Senhor desde agora e para sempre, amém.
Marcell de Oliveira
Webmaster Protestante Online




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