Wilhelm Rotermund, Um Lutador Obstinado pela Educação

Wilhelm Rotermund com a mulher, Marie. Foto: Editora Oikos, Divulgação.


Publicado neste site no dia:
06 de Julho de 2014, Domingo, 01h45

Os problemas com a educação no Brasil vêm de longe. No final do século 19 e início do século 20, as taxas de analfabetismo eram assustadoras, ficando entre 70% e 80%. Aqui no RS, nessa época, havia regiões em que esse índice podia chegar a 90%. O ensino não era obrigatório. A formação de professores, quando existia, era precária e não uniforme. Não havia associações de mestres. Os professores elaboravam os conteúdos programáticos por conta própria ou, quando muito, aceitando sugestões de alguns pais mais esclarecidos. Quando o jovem pastor e professor Wilhelm Rotermund chegou ao nosso país, em 1874, aos 31 anos, foi essa a situação que ele encontrou. Vindo no embalo da colonização alemã, que iniciara em 1824, portanto há 190 anos, o alemão percebeu logo que havia muito por fazer. Não se intimidou, e começou a trajetória vitoriosa que marcaria a vida cultural da região, do Estado e do país. O livro biográfico, recentemente lançado pela Editora Oikos, Wilhelm Rotermund – seu tempo, suas obras, conta o esforço e a obstinação desse religioso, mestre e jornalista, para melhorar as condições do ensino junto aos imigrantes e no Brasil como um todo.


A escola comunitária, o primeiro templo luterano de São Leopoldo e a casa pastoral. Foto: Editora Oikos, Divulgaçaõ.

Um ano depois de chegar, assumiu as comunidades luteranas de São Leopoldo e Lomba Grande e, em seguida, tornou-se diretor da escola comunitária. Percebendo a carência de material didático, elaborou uma cartilha, abriu uma livraria e depois uma gráfica. Foi autor de 16 livros, e sua editora, até 1930, já tinha publicado mais de 50 títulos. Livros de alfabetização, aritmética e geografia chegaram a ser distribuídos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Também atuou como jornalista e fundou jornais, como o Deutsche Post, que circulou de 1880 até 1928. Se por aqui mais gente tivesse a visão e o foco que Rotermund teve no passado, nossa realidade poderia ser bem diferente.


A capa do livro com a biografia de Rotermund. Foto: Reprodução.


Fonte: Almanaque Gaúcho, RBS, por Ricardo Chaves com Natacha Gomes




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