O Dom Ministerial de Pastor
O ofício de um bispo ou pastor é uma excelente obra: "Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, EXCELENTE obra almeja (1Timóteo 3.1)".

Mas as Escrituras também dizem sobre a nobreza do pastor: "É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo (1Timóteo 3.2-7)".

Antes de Jesus subir às alturas, acima de todos os céus, para encher todas as coisas, Ele primeiro havia descido as regiões inferiores da terra para levar cativo o cativeiro, que é o Seio de Abraão ou o Paraíso, onde estavam presos os homens da Velha Aliança, os quais foram justificados pela Fé em Deus e Ação (rituais de sacrifícios).

Depois disso Jesus concedeu Dons Ministeriais aos homens. Ele mesmo, não outra pessoa, concedeu Dons Ministeriais à Sua Igreja, sendo uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para PASTORES e mestres (Efésios 4.8-11).

Motivos de Jesus conceder cargos à Sua Igreja:

Primeiro, para o aperfeiçoamento dos santos.

Segundo, para o bom desempenho do ofício, cargo ou chamado.

Terceiro, para edificação do Seu Corpo.

Qual é a ordem de importância dos Dons Ministeriais? Deus estabeleceu na Igreja primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro lugar mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedade de línguas (1Corintios 12.28).

Pastores e Governos são a mesma coisa, ou seja, são cargos, ou Dons Ministeriais que estabelece quem é o responsável pela liderança do corpo local. No Novo Testamento encontramos alguns princípios básicos a respeito do Don Ministerial de Pastor.

Embora não vemos prontamente os ofícios de evangelista e pastor em 1Corintios 12.28, contudo, o cargo de evangelista é referido aqui como operadores de milagres e dons de curar, já que essas manifestações frequentemente acompanham aquele ofício, mesmo não sendo exclusivas daquele ofício.

O ofício pastoral é encontrado na palavra Governos. Portanto, Governos é um Dom do Ministério e não uma combinação de todos os Dons do Ministério juntos, formando alguma espécie de governo geral da igreja.


O PASTOR GOVERNA A IGREJA LOCAL
No que se refere ao governo do corpo local, o Senhor estabeleceu o Dom pastoral na igreja para Deus primeiramente falar ao Pastor. Paulo não está listando os Dons do Ministério em ordem de poder eclesiástico ou hierárquico. Se assim o fosse, o apóstolo, o profeta, e o evangelista seriam mais respeitáveis que o Pastor e teriam autoridade sobre ele na Igreja local. Isso não concorda com outros trechos das Escrituras que diz respeito ao assunto.

Os apóstolos não foram estabelecidos no corpo de Cristo para reger sobre os outros Dons do Ministério, assim como o profeta também não é para guiar a Igreja. Na Nova Aliança todos os filhos de Deus são guiados pelo Espírito de Deus. O Espírito Santo fala primeiro ao nosso espírito antes do profeta e antes de qualquer outra pessoa. Todos os que são guiados pelo Espírito Santo são filhos de Deus (Romanos 8.14). O próprio Espírito testifica, comunica, confirma e testemunha ao nosso espírito que somos filho de Deus (Romanos 8.14).


O PASTOR É CONDUZIDO PELO ESPÍRITO SANTO
Não encontramos no Novo Testamento os profetas guiando alguém. O profeta Ágabo previu grande fome por todo o mundo e os discípulos resolveram enviar socorro aos irmãos da Judéia, por intermédio de Barnabé e Saulo (Atos 11.27-30).

Em Cesaréia, Paulo ouviu do profeta Ágabo como seria preso e maltratado pelos judeus em Jerusalém e entregue aos gentios. Todavia, embora rogassem que não fosse a Jerusalém, Paulo decidiu não se deixar levar pela profecia, mas acrescentou que não só estava pronto para ser preso, mas até morrer em Jerusalém pelo Nome do Senhor Jesus (Atos 21.10-14).

Além disso, o pastor, que tem o chamado de Deus ou qualquer outro filho de Deus cheio do Espírito Santo não precisa de um intermediário para ouvir o próprio Pai. O Pastor tem o Espírito Santo para guia-lo e deve sempre buscar a direção para a Igreja local diretamente no Espírito Santo.


O PASTOR CONDUZ A IGREJA LOCAL
O princípio simples de interpretação da Bíblia é verificar quem está falando, e para quem está falando, e a respeito do que está falando. Quando Paulo fala aos crentes a respeito dos Dons do Ministério, fica claro que cada um deles tinham funções específicas, mas nem todos os ofícios tinham funções de governar a Igreja local.

Leia que na Igreja primitiva os apóstolos, presbíteros e toda a igreja se reuniram para tratar de assuntos doutrinários. Tiago, o irmão de Jesus, como pastor ou supervisor da Igreja de Jerusalém presidiu a reunião. Embora estivessem presentes todos os Dons do Ministério na reunião, o pastor Tiago deu a palavra final, de acordo com o Espírito Santo e de comum acordo com todos os presentes. A decisão foi escrita e lida e enviada pelos que foram a Antioquia e todos se alegraram pelo conforto recebido (Atos 15.12-35).


A SONOLÊNCIA DA IGREJA PRIMITIVA
Por um período de tempo a Igreja de Jerusalém era a única existente, e o ensino e a pregação da Palavra de Deus era feito pelos apóstolos fundacionais do Cordeiro. Eles ainda não evangelizavam fora de Jerusalém. Mas antes de Jesus subir lhes disse para serem suas testemunhas tanto em Jerusalém, quanto em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra (Atos 1.8). O evangelho deveria ser pregado em outras áreas. Mas anos depois a primeira Igreja não tinha realizado essa tarefa.


A PRIMERIA PERSIGUIÇÃO À IGREJA DE CRISTO
Naquele tempo levantou-se grande perseguição contra a Igreja em Jerusalém, e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria (Atos 8.1). Entretanto, os que foram dispersos, começaram a pregar o evangelho em toda parte (Atos 8.4). A igreja primitiva finalmente acordou e obedeceu a ordem de Jesus para proclamar o Evangelho ao mundo (Atos 1.8). E quando os apóstolos ouviram que longe da Igreja de Jerusalém as pessoas receberam a Palavra de Deus, enviaram Pedro e João a Samaria.


O SURGIMENTO DOS PASTORES
A Igreja de Éfeso surgiu quando Paulo pregou ali o Evangelho anos depois do Pentecostes. Lendo sobre essa congregação entendemos como a Igreja local se desenvolveu. Paulo chamou os discípulos e os batizou no Espírito Santo os quais passaram a falar em línguas e a profetizar. Era uns doze homens. Isto durou dois anos. E Deus, pelas mãos de Paulo fazia milagres extraordinários. Os que praticavam artes mágicas queimaram seus livros diante de todos (Atos 19.1-41). Depois de muitas viagens, Paulo chega a Mileto e manda chamar os presbíteros de Éfeso. Paulo diz a eles para cuidarem deles mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para PASTOREAREM a Igreja de Deus, a qual Ele comprou com o Seu próprio sangue. Paulo orienta a todos e ora com eles (Atos 20.17-38).

Eles eram bispos ou pastores e tinham a supervisão pastoral do corpo local e a capacidade de alimentar as pessoas espiritualmente. O pastor é alguém que cuida do rebanho e o apascenta, e não meramente os alimenta, o que simbolicamente refere-se aos pastores que guiam e alimentam um rebanho de ovelhas. Assim, é seguro dizer que os termos bispo, supervisor, pastor, superintendente, ancião e presbítero, descrevem o ofício pastoral. Há alguns lugares na Bíblia em que o termo presbítero também pode ser aplicado aos outros ofícios, mas a Bíblia está falando de pastores ou supervisores.

Jesus aplicou a palavra Pastor a Si mesmo muitas vezes. Jesus disse: "Eu sou o bom pastor. O bom Pastor dá a Vida pelas ovelhas. Eu sou o bom Pastor; conheço as Minhas ovelhas, e elas Me conhecem a Mim (João 10.11,14)". Jesus é o Pastor Supremo (1Pedro 5.4). Nesse caso o pastor da Igreja local é o vice-pastor do rebanho de Deus. O pastor da Igreja de Cristo apascenta e alimenta o rebanho de Deus sob a direção e supervisão do Pastor Supremo, o Senhor Jesus Cristo, o Cabeça da Igreja.

No grego original, o trecho pastores e mestres, em Efésios 4.11, indica que os ofícios de pastor e mestre podem funcionar juntos. Em outras palavras, um pastor também pode e deve ser um mestre de ensino da Palavra de Deus. Lendo o Novo Testamento, não encontramos outro ofício mais elevado na igreja local do que o ofício pastoral. Estudando a história da igreja primitiva, vemos que toda igreja que tentou edificar sobre a falsa doutrina ou imitando a fundação dos apóstolos e os profetas que governavam a Igreja local foi à ruína. Deus não pode abençoá-la mais por não ser bíblica.


OS FALSOS PASTORES
Os ensinos errôneos têm despedaçado igrejas e ferido boas pessoas. Qualquer genuíno ministro do evangelho, não importa em que ofício permaneça, não ministra de uma maneira a causar contenda ou divisão em uma Igreja local, por causa de assuntos doutrinários. Se o pastor não está em uma igreja para abençoar as pessoas, ele é falso, não é um verdadeiro ministro do evangelho. Deus não quer que sejamos mais meninos, mas que cresçamos espiritualmente e aprendamos a não aceitar qualquer vento de doutrina de alguém que ensina ou prega ao Corpo de Cristo.

A Bíblia fala de meninos agitados de um lado para o outro, enganados por "todo vento de doutrina". Não diz meninos agitados de um lado para o outro, enganados por todo erro de doutrina. São homens enganadores: "Para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro (Efésios 4.14)".

Meninos na Fé são impelidos ao redor por toda tendência de desvio de ensino e pregação. Meninos espirituais são agitados por todo vento modificador de doutrina, e tornam-se presas da sagacidade e astúcia de homens inescrupulosos e de sua artimanha em produzir erros para enganar.

Os falsos pastores toma a doutrina bíblica de Cristo e a deturpa ligeiramente, e isso engana os outros. Eles estabelecem uma interpretação errônea daquilo que a Bíblia diz, e os meninos espirituais podem ser levados à morte com o erro. Esses erros ocorrem quando as pessoas manipulam, torcem ou deturpam as Escrituras para fazê-las dizer o que elas mesmos querem dizer (2Pedro 3.16), e serve para a própria destruição delas próprias.

O governo da Igreja é conduzido pela equipe pastoral. Eles são aqueles que têm a supervisão diária e o cuidado da Igreja. Alguns com chamado de mestres não têm percebido isso ao pensarem que, pelo fato de serem chamados para ensinar, isso significa automaticamente que Deus quer que preguem ao Corpo de Cristo como um todo. Mas Deus chamou alguns mestres para ensinar a própria igreja local. É perceptível as unções maravilhosas sobre mestres chamados para ensinar nas Igrejas de Cristo.


O PASTOR E A IGREJA LOCAL
Há duas organizações e instituições primárias sobre as quais Deus colocou sua aprovação. Número um, a família. Foi Ele que a instituiu. Número dois, a Igreja local. E, na realidade, a Igreja local é como uma família. A família e a Igreja são as duas coisas que o diabo ataca mais do que qualquer outra coisa. Deus sempre tem colocado sua bênção, aprovação e ênfase na Igreja local. O que Deus quer fazer no Corpo de Cristo hoje é edificar Igrejas locais fortes e cheias de Amor e poder e quer que os membros das Igrejas aprendam a fluir no Espírito Santo.

O Cabeça da Igreja é Jesus Cristo, que instituiu a Igreja local e estabeleceu o ofício pastoral no Seu Corpo para ensinar e pregar a Verdade e curar toda a sorte de doenças e enfermidades, e para que os filhos de Deus não fiquem mais aflitos e exaustos como ovelhas que não tem pastor (Mateus 9.35-36). O pastor não permite que as ovelhas andem dispersas, pois têm a unção sobre ele para cuidar das ovelhas e nutri-las.

As pessoas podem crescer um pouco somente ouvindo CDs e assistindo DVDs e programas cristãos na TV, mas será um crescimento espiritual incompleto. Elas precisam de um pastor. O pastor ocupa um ministério especial entre os cinco Dons do Ministério, porque ele é o que foi estabelecido por Jesus na igreja para apascentar, cuidar e nutrir as ovelhas. É um princípio de Deus.

Tem uma graça disponível ao pastor para estar ao redor das pessoas e cuidar dos seus problemas. Mas, perceba, essa é a tarefa do pastor. Um pastor está de sobreaviso durante as vinte e quatro horas do dia para as necessidades das ovelhas. Deus coloca sua aprovação na Igreja local, e não ao ministério de televisão de alguém. Isso não é a Igreja. É somente um braço do ministério e nunca pode substituir a Igreja local. Um ministério no rádio também não pode tomar o lugar de uma Igreja local.

Todo crente precisa de um pastor. Congregar é uma ideia de Deus (Hebreus 10.25). As pessoas que pensam que podem deixar de congregar para somente assistir aos programas dos ministérios na televisão e rádio e ir aos seminários e cruzadas são como aquelas que estão tentando sobreviver somente ingerindo vitaminas complementares, ao invés de comida pura.

Alguns desses ministérios de rádio e TV e internet até querem que enviemos para eles nossos dízimos e ofertas destinados a Igreja local. Podemos contribuir com os ministérios do rádio, de TV e internet, desde que esses não assumam o lugar da Igreja local. Depois de darmos o dízimo e a oferta na nossa Igreja, então podemos enviar uma oferta voluntária a eles.

Quando um crente sem Fé fica doente, esses ministros da televisão não vão até a casa ou ao hospital e ministram cura a favor dele. Quando o crente se casa, não são os da TV que o aconselham e realizam o casamento. Eles não ajudam em tempos de dificuldades ou perda familiar. Eles não estão presentes em tempo integral. É o pastor que realiza estas funções no corpo local.

O pastor é aquele que se certifica de que o rebanho está alimentado com uma dieta espiritual equilibrada. Por essas razões ele assume um papel singular entre as ovelhas. Ele é como um pai de uma família. Ele ama as ovelhas de uma maneira tal que o evangelista, profeta ou mestre não pode amar, porque o pastor tem a unção específica sobre si para cuidar, apascentar, alimentar e regatar.

O evangelista, o mestre ou o profeta pode pregar, mas quando o culto termina eles podem sair pela porta dos fundos sem falar com ninguém. Mas o pastor não pode deixar de falar às ovelhas que foram dadas ao seu cuidado, e nem deve querer fazê-lo, pois caso contrário não é um verdadeiro pastor. Seu ministério é estacionário na Igreja local. Ele ficará com as pessoas e ajudará a nutri-las.

O pastor é um pregador e pode também ser um mestre da Palavra de Deus, mas o seu principal ministério será pastorear. Se um ministro tem somente o Dom do Ensino, o seu Dom do Ministério é ensino e não ofício pastoral. O fato de uma pessoa poder pregar ou ensinar não necessariamente faz dela um pastor. O pastor passa a maior parte do tempo cuidando das ovelhas. Alguns pastores se perguntam por que não estão crescendo espiritualmente. Em alguns casos é porque eles não estão cuidando devidamente das ovelhas.

O pastor é o primeiro a chegar à Igreja para receber as pessoas, e é o último a sair, pois cumprimenta as pessoas e tem comunhão com elas depois que o culto termina. As pessoas precisam saber que o pastor está disponível e que está lá para servi-las. E essa é a razão pela qual algumas pessoas não são chamadas para o ofício pastoral, pois elas não querem estar com as ovelhas. O verdadeiro pastor ama as ovelhas. Ele prefere morrer a vê-las feridas. O pastor deseja mais do que ninguém ver as ovelhas sendo amparadas, abençoadas, alimentadas e crescendo espiritualmente.


A IGREJA LOCAL É COMO UMA FAMÍLIA
Assim como qualquer família, a Igreja local terá problemas semelhantes aos de uma família natural. O pastor terá que lidar com esses problemas, quer sejam problemas de disciplina, quer sejam problemas financeiros, de saúde, ou qualquer outra espécie de problema. Não é a função do apóstolo ou do profeta ou do evangelista, que nem mesmo conhece bem as pessoas da Igreja local, vir e disciplinar e cuidar delas no lugar do pastor.

Na família natural, algumas vezes as crianças ficam rebeldes e precisam da disciplina do pai. Quando nossos filhos precisam de disciplina, não chamamos alguém de fora para discipliná-los. O mesmo é válido para o corpo local. O pastor local é como um pai para àquela Igreja. Os crentes de um corpo local precisa do seu pastor para ser disciplinadas, que com os melhores interesses no seu coração, vem ministrar a correção de acordo com a Bíblia e com uma atitude de amor.

O pastor está qualificado para corrigir espiritualmente os membros do Corpo de Cristo, porque ele está ali o tempo todo com eles. Ele conhece sua congregação e está interessado no seu bem-estar. Se o irmão precisa ser corrigido, certamente não é responsabilidade do mestre ou do apóstolo ou do profeta corrigir, pois aquele irmão tem um pastor. Os crentes não podem ser amadurecidos sem o pastor. O trabalho dos outros Dons do Ministério seria praticamente em vão se não houvesse o pastor, pois é ele que irá nutrir e cuidar e apascentar as ovelhas pela Palavra de Deus. As ovelhas não crescerão espiritualmente e não atingirão a plena maturidade sem o pastor da Igreja local.


O PASTOR É UM APASCENTAODR
O pastor de uma igreja local não deve ser um dominador. Pastorear exige estar amadurecido no fruto da paciência. Pelo pastoreio, o pastor aprende algumas coisas a respeito de como lidar com as pessoas, as quais não poderiam aprender de nenhuma outra forma. E, entre outras coisas, ele aprende a amar as pessoas como elas são.

O pastor sempre terá crentes imaturos espiritualmente na sua congregação. Mas deve vê-las pelos olhos da Fé, como elas poderiam ser, porque o pastor tem como prática o andar por Fé e não por vista. O bom pastor vê as ovelhas de sua congregação como Deus as vê e como elas poderiam ser, se recebessem dele o cuidado e alimentação espirituais corretas. O pastor tem que dar sua vida pelas ovelhas, mesmo nesta área de ver as pessoas pelos olhos da Fé, porque isso nem sempre é fácil. Mas isso não significa dominar sobre as pessoas. O bom pastor as coloca em primeiro lugar. Ele é aquele que supervisiona e tem os melhores interesses pelas ovelhas em seu coração.

O pastor deve dizer aos crentes de sua Igreja que se eles encontrar outra Igreja onde serão melhores alimentados, e onde terão melhores condições de crescer espiritualmente, devem ir para lá, porque o pastor quer o melhor para eles.


GOVERNANDO ESPIRITURAL E NATURALMENTE
Há o lado espiritual e o lado natural na palavra governos de 1Coríntios 12.28. O pastor tem a supervisão espiritual da Igreja, mas também ele tem que lidar com os aspectos naturais ligados ao governo da Igreja. Por exemplo, o pastor tem que supervisionar a compra de uma propriedade, a construção de um novo templo, a compra de equipamentos, e assim por diante. Todas essas coisas são realizadas na dimensão natural. Contudo, se o pastor passa todo o seu tempo lidando com as coisas naturais, ele não estará pronto para pregar, nem terá a unção para pregar.

Os pastores que passam muito tempo lidando com assuntos naturais diários da Igreja a sua unção para pregar ou ensinar começa a diminuir. À medida que a igreja cresce e se desenvolve, o pastor precisa ter sabedoria suficiente para delegar algumas tarefas de responsabilidades naturais. Por exemplo, o pastor não precisa realizar diretamente as tarefas operacionais das finanças da Igreja, embora precise gerenciar e supervisionar essa área.

A palavra governos na Bíblia está dizendo que o pastor é a cabeça espiritual da Igreja local. Não há autoridade espiritual maior do que o pastor porque ele tem a supervisão espiritual do corpo local. No livro de Atos, vemos como era a delegação de tarefas e responsabilidades na Igreja Primitiva. Foram escolhidos alguns homens para cuidar de assuntos naturais na igreja. Eles foram os primeiros diáconos: "Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número de discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. Então os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas. Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens DE BOA REPUTAÇÃO, CHEIOS DO ESPÍRITO e DE SABEDORIA, aos quais encarregaremos deste serviço; E, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra. O parecer agradou a toda a comunidade; e elegeram Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. Apresentaram-nos perante os apóstolos, e estes, orando, Ihes impuseram as mãos (Atos 6.1-6)".

Os apóstolos eram no princípio os únicos ministros que a igreja tinha. A igreja de Jerusalém era o único corpo local em existência. A Igreja local de Jerusalém tinha crescido o suficiente para se tornar necessário a escolha de homens que seriam encarregados de administrar os negócios e assuntos naturais da Igreja. Até aquela época os apóstolos faziam todo o trabalho do ministério, tanto as tarefas naturais, quanto as espirituais.

A palavra grega correspondente a diácono significa um assistente ou, falando em termos gerais, um ajudador ou garçom. Pelo fato de aqueles diáconos terem ajudado nos aspectos naturais da igreja, os apóstolos ficaram livres para pregar e ensinar a Palavra de Deus. Em nenhum lugar do Novo Testamento encontraremos um conselho de diáconos decidindo a doutrina da Igreja ou tendo a supervisão espiritual da Igreja. Os apóstolos lhes delegaram tarefas e serviços naturais da igreja, e esses diáconos foram escolhidos com base em certas qualificações.


OS FALSOS PASTORES
O falso ministro é alguém que está tentando operar em um ofício a qual não foi chamado. Qualquer um que é ministro com intenções de lucro pessoal, e sem as pessoas no seu coração, é falso. Há falsos pastores, assim como há falsos profetas e falsos apóstolos ou em qualquer outro Dom do Ministério. Falsos pastores são aqueles no ministério pastoral que, ou não são chamados para aquele ofício, ou estão pondo os seus interesses pessoais antes dos interesses dos irmãos. Um falso pastor é alguém que ensina coisas que ferem ou dividem seu rebanho.

O bom pastor preferiria morrer a ver sua igreja dividida ou ferida. O bom pastor coloca as pessoas antes dos seus próprios interesses e vontades, e ele irá se sacrificar e dar a sua vida pelas ovelhas, incluindo proteger sua congregação dos falsos ministros e dos falsos ensinos. Esse é o motivo pelo qual o pastor precisa ser cuidadoso a respeito de quem convida para pregar no seu púlpito. Um pastor não concorda necessariamente com todas as coisas de menor importância que os outros ministros pregam. Mas existem doutrinas extremistas que dividem as igrejas e ferem pessoas inocentes.

Paulo expôs a doutrina dos falsos ministros para o bem do Corpo de Cristo. Ele disse: "Rogo-vos, irmãos, que eviteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles (Romanos 16.17)". Não se trata de expor um ministro para destruir a reputação dele. Mas um pastor tem que lidar com questões da sã doutrina bíblica. Ele precisa proteger o seu rebanho, e, às vezes, para o bem do seu rebanho, ele terá que expor o erro doutrinário de alguém que pode dividir e ferir o corpo local.

O pastor também precisa guardar o rebanho dos falsos profetas. O que é um falso profeta? Por um lado, seria um assim chamado profeta que fosse a uma igreja e profetizasse ao pastor de tal maneira, por exemplo, que o deixasse embaraçado ou dividisse sua igreja. Profecias que dividem uma igreja e embaraçam o pastor não são de Deus. Qualquer um cujas profecias do púlpito trazem divisão na igreja é um falso profeta. Isso não é somente não bíblico e tolo, mas é também mentiroso. Qualquer profeta que diz coisas como estas precisa parar de mentir sobre Deus. Deus nunca pediria para ninguém dizer coisas para embaraçar um pastor bem em frente à sua própria congregação e confundir as ovelhas.


PRESTAÇÃO DE CONTAS MINISTERIAL
É correto que o pastor preste conta a alguém. Por questões de ética e integridade ministerial, o pastor presta contas à denominação que o supervisiona. Mas todo ministro deve prestar contas a alguém, porque a Bíblia diz: "Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si (Romanos 14.7)". Os ministros, incluindo os pastores, se for o caso, deveriam pertencer a alguma espécie de associação, onde podem receber conselho para suas vidas e ministérios e praticar alguma espécie de prestação de contas. Todo pastor também precisa ser apascentado.

Não há um trabalho independente ou um ministro independente. Cada um de nós depende uns dos outros, porque somos membros do mesmo corpo (Romanos 12.5 e 1Coríntios 12.12). Se o ministro se autodenomina independente, do ponto de vista espiritual, no mínimo deve responder à sua Igreja de origem. Ou, se pertence a uma associação ministerial, deve responder a ela.

Todo pastor precisa de um pastor e de uma igreja de origem na qual possa periodicamente receber ministrações. Em outras palavras, todos nós precisamos uns dos outros. Semelhantemente às suas congregações, os ministros também precisam ouvir a pregação e o ensino da Palavra de Deus. E, às vezes, os ministros também precisam ser corrigidos espiritualmente, tal como suas congregações precisam ser corrigidas espiritualmente.


RESTAURAÇÃO MINISTERIAL
Uma família precisa de disciplina, e os membros da Igreja precisam ser disciplinados e corrigidos, e os pastores também. Às vezes os ministros vivem problemas morais, financeiros, e até mesmo problemas doutrinários, assim como as outras pessoas têm vários problemas. Às vezes precisam de disciplina e correção: "Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura, e guarda-te para que não sejas também tentado (Gálatas 6.1)". Se um ministro ou qualquer irmão errar, seja por qualquer falta, deverá ser restaurado como a Bíblia ensina.

Muitos crentes tropeçam e pecam e não é restaurado devido, primeiro, sofrer forte acusação do diabo falando a sua mente. E, depois, sofre acusação dos maldizentes da Igreja. Mas, se, de fato, o ministro se arrepender e quiser ouvir e aceitar o conselho bíblico, a diretoria da Igreja deve aceitar o pedido de perdão e permitir que o ministro volte ao cargo. A Bíblia não diz que toda a congregação deve julgar o irmão que erra. Diz que se houvessem pessoas espirituais (maduras espiritualmente) na Igreja, restaurariam aqueles que caíram e não os julgariam, ou criticariam, ou as destruiriam (Gálatas 6.1).

O Corpo de Cristo não deveria anunciar publicamente tudo o que acontece em seu meio. Coisas como pecado individual não deveriam ser levadas ao público. Alguns de nós na igreja deveríamos ter tido maturidade espiritual suficiente para lidar com esses problemas em particular, dentro dos limites da igreja. Quando algo acontece com sua família, você não sai e anuncia publicamente. Do mesmo modo, a Igreja é uma família. Devemos ter a mesma sensatez em saber como lidar com alguns desses irmãos problemáticos na igreja e ajuda-los para que suas vidas possam ser restauradas, e não arruinadas ainda mais, se elas podem aprender como ser uma bênção para o Corpo de Cristo.

Existem muitos ministros que foram usados poderosamente por Deus. Alguns deles caíram em problemas morais e depois se arrependeram. O casamento foi restaurado e o ministério daqueles homens também foi restaurado e frutificaram. Se Cristo veio salvar o mais abominável pecador do mundo, o Corpo de Cristo deveria estar salvando e restaurando os irmãos que pecam, e não as destruindo na Igreja. É óbvio que se alguém não quer se arrepender e agir certo precisará ser tratado de outra forma pela Igreja.


PRESTANDO CONTAS DO DINHEIRO
Todo ministro precisa prestar contas financeiramente para alguém. Na reunião dos apóstolos e presbíteros em Jerusalém, eles trataram principalmente sobre a controvérsia da circuncisão dos gentios. Pedro tomou a palavra, depois passou Barnabé e Paulo que falaram, e, então, o pastor Tiago falou por último dando seu parecer final (Atos 15.1-23).

No que se refere à Igreja local hoje, quando se tratar de dinheiro, é bom ter um grupo de conselheiros, os quais também podem ser os empresários bem-sucedidos da Igreja. O grupo de conselheiros nada tem a ver com a supervisão espiritual, ou com o governo da igreja, ou com o ministério. Eles devem dar bons conselhos nos assuntos naturais de dinheiro, nas questões de negócios da Igreja, bem como pode verificar a prestação de contas de todo o dinheiro e podem definir assuntos de salários a ser pago aos pastores da Igreja local.

Os pastores decidem sobre o valor dos salários dos empregados da Igreja e como gastar o dinheiro. Mas pelo menos uma vez por ano o conselho da Igreja deve examinar os relatórios financeiros da Igreja. A contabilidade deve ser auditada por uma firma profissional. Contudo o pastor deve prestar contas dos assuntos de negócios aos conselheiros. A Bíblia diz: "Não sejais sábios aos vossos próprios olhos... esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens (Romanos 12.16b17b)". Não obstante, mesmo nas coisas espirituais, todo pastor precisa de conselho, e deve ser sensato o suficiente para ir àqueles de sã reputação bíblica como Paulo o fez, e receber o seu conselho, para que não esteja correndo em vão (Gálatas 2.2).


ÉTICA E ETIQUETA MINISTERIAL
A regra áurea ou a regra de ouro diz: Faça aos outros aquilo que você quer que eles te façam. Os ministros são filhos do Pai Celeste, o Deus de Amor. O Amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi outorgado (Romanos 5.5). Os ministros têm que permitir que os seus corações (espírito) dominem suas vidas quando se relacionam ou lidam com outras pessoas ou com outros ministros. Andar em amor em relação às outras pessoas também inclui a prática da ética ministerial, discernindo o que deve ser tratado publicamente e o que deve ser tratado em particular.


SENSATEZ MINISTERIAL
Deus não estabelece neófitos em posições de autoridade, porque leva tempo para alguém tomar-se maduro no ministério e aprender a proceder sabiamente diante das mais diversas situações. Um novo convertido poderia trazer muita confusão por não saber ministrar. Por exemplo, os profetas devem ser acima de tudo discretos no que se refere ao que o Senhor os revela a respeito da vida de outrem.

Há uma correlação entre a dimensão natural e a dimensão espiritual. Na dimensão natural não podemos alimentar um bebê com churrasco. O mesmo é válido espiritualmente. É dever do pastor se certificar se sua congregação está sendo alimentada com a dieta espiritual adequada.


O BOM PASTOR NÃO É LADRÃO DE OVELHAS
A Bíblia diz para considerarmos os nossos irmãos antes de nós mesmos. Nesse caso, se o irmão pertence a uma daquelas igrejas que ensinam que o falar em línguas não é para hoje, ou que deve esperar para receber o Espírito Santo, ou que a doença é uma prova de Deus, ou que Deus mata, ou que ainda somos pecadores, devemos convida-lo a ouvir a Verdade na nossa Igreja.

Alguns ministros têm criado muita divisão e confusão, dividindo Igrejas e matando espiritualmente pequenas ovelhas. Se os pastores de determinadas denominações não concordam com a maneira pela qual a Igreja é conduzida pela liderança do ministério, têm a liberdade de deixar aquela Igreja. Mas não têm o direito de criar alguma espécie de divisão. Alguns ministros que dividem igrejas, sempre dizem: "O Senhor me disse...". Não coloque o Senhor nisso. Ele não age assim, causando divisão. Jesus reprovou a divisão na Sua Igreja, numa cidade e na família (Mateus 12.22-32, Marcos 3.20-30 e Lucas 11.14-23). O Senhor nunca dirá para ninguém ser um ladrão de ovelhas ou para alguém dividir uma Igreja, cidade ou família.

O pastor deve julgar a si mesmo. A Bíblia diz: "Porque, se nós julgássemos a nós mesmos, não seriamos julgados (1Coríntios 11.31)". É muito sério causar danos ao Corpo de Cristo devido a práticas não éticas. O pastor ou qualquer outro ministro do evangelho não precisa se projetar numa Igreja pelas suas próprias forças, sabedoria e usando seu nome. Ao se projetar popularmente num determinado ministério, o pastor vai acabar dividindo essa congregação para abrir sua própria Igreja, provando assim que o seu chamado não está edificado na Palavra de Deus, mas, baseado na sua reputação, na mentira, e na falta de ética pessoal.

Devemos ser diligentes em prepararmos a nós mesmos para que possamos cumprir todo o plano de Deus para nossas vidas. Primeiro, vamos preparar o nosso espírito na Palavra de Deus, lendo e meditando nas Escrituras e orando em línguas, muito tempo, todos os dias, edificando a nossa Fé santíssima (Judas 20). Segundo, vamos permanecer em comunhão íntima com Deus: "Fiel é o que vos chama para si mesmo, e ele também o fará (1Tessalonicenses 5.24)". Deus fala, Ele faz.

O pastor apenas se rende ao Espírito Santo e ministra sob a Unção Dele. E todos vão ver e dizer que certamente o Espírito Santo está manifestando a Si mesmo no pastor e outros ministros. O Espírito Santo é o Executor da obra de Cristo. Ele faz maior e melhor que todos os homens, se o permitir. A Bíblia diz que aqueles que buscam ao Senhor de todo o coração O encontrarão. Consagrando e dedicando o precioso tempo ao Senhor, Ele poderá usar o ministro para ser bênção para o Corpo de Cristo e para o mundo.


ORAÇÃO DE CONSAGRAÇÃO
"Pai, eu me rendo plenamente ao Espírito Santo, para ser motivado por Ele, e guiado por Ele, e fluir Nele, e andar Nele, e adorar Nele, e Ele falar a Sua Palavra através da minha boca, pois a Palavra e o Espírito Santo concordam entre Si. Pai, eu exalto somente o Nome de Jesus e a Tua Palavra, e me empenho para ser uma bênção para os outros, não desejando a minha própria glória, ou que o meu nome ou ministério sejam exaltados. Em tudo que eu fizer, peço que Jesus receba a glória, para a minha alegria. Amém". – Edmar Silveira.

(Eu sou, tenho e posso tudo que Deus disse)


Agradecimento: Edmar Campos




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