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Lutero Era um Assassino que Se Tornou Monge para Fugir da Condenação de Homicídio?
Publicado neste site no dia:
22 de Dezembro de 2015, Terça Feira, 21h45

Lutero entrou no Convento para não ser submetido à justiça criminal, cujo resultado teria sido, provavelmente, a pena de morte, por ter matado em duelo seu colega de estudos chamado Jerônimo Buntz.

Um dos homens mais mal citados e deturpados da história, sem dúvida alguma é Martinho Lutero. Existe um falacioso arsenal de pseudo-citações e ações atribuídas a ele, formando uma verdadeira propaganda caluniosa perpetrada por católicos romanos em nossos dias como nunca houve antes.

Aqui, irei expor mais uma delas, o que servirá de resposta a este vídeo católico (aqui). Tal vídeo nos oferece a oportunidade de mostrar como os católicos são copiosamente desonestos e fraudulentos. Ignorantes até o mais profundo de suas almas paganistas que fazem de tudo para defender suas heresias, simplesmente caluniando quem os contraria.

Desta vez, lidamos com a caluniosa difamação de que Lutero era um assassino e que teria entrado para o convento, apenas para fugir da condenação por ter assassinado um colega.

Tal alegação que se encontra em diversos sites católicos, e é exposta no vídeo como "A Face Oculta de Lutero", se baseia em suposições e especulações do Dr. Dietrich Emme. Todos os sites católicos que abordam este tema (como esse aqui), trazem Emme como fonte.

Vejamos o que os católicos se baseando em Emme dizem:

A – Lutero homicida: O Dr. Dietrich Emme, em seu livro: "Martinho Lutero – sua juventude e os seus anos de estudos, entre 1483 e 1505", Bonn, 1983, afirma que Lutero entrou no Convento só para não ser submetido à justiça criminal, cujo resultado teria sido, provavelmente, a pena de morte, por ter matado em duelo um seu colega de estudos chamado Jerônimo Buntz. Daí o seu "medo da morte" ao qual se referia freqüentemente. Então um amigo o aconselhou a se refugiar no Convento dos Eremitas de Santo Agostinho, que então gozava do direito civil de asilo, que o colocava ao abrigo da justiça. Foi aí que se tornou monge e padre agostiniano.


Refutação:
Alguns pontos interessantes que detonam de vez mais esta calunia contra Lutero:

1 - O consenso geral e aceito por honestas e credíveis fontes é de que Lutero teria entrado para o convento depois de um voto feito após uma tempestade onde ele e um amigo de duelos, teriam sido atingidos por um raio, o que levou ao falecimento de seu amigo.

2 - Se caso Lutero tivesse matado alguém, jamais teria se tornado monge agostiniano pois o crime de homicídio seria um impedimento canônico para o seu sacramento na ordem. Ademais, seus adversários não teriam perdido tal oportunidade para lança-lo as grades já que o motivo do mosteiro agostiniano gozar de certos privilégios, era devido a imunidade papal conferida a ordem agostiniana, ou seja, O MOSTEIRO RESPONDIA UNICAMENTE AO PAPA, e estava sujeito apenas as leis de Roma. Portanto, mesmo que se passassem anos, Roma teria todo direto de condena-lo de imediato, o entregando as autoridades civis tivesse mesmo ele cometido este crime.

3 - Um dos maiores inimigos de Lutero e seu biografo polemista contemporâneo não teria poupado esforços em por fim a carreira de Lutero. Trata-se de Johannes Cochlaeus, que estava à procura de dados sobre a carreira monástica de Lutero, evidentemente se tal fato fosse verdade, Cochlaeus não teria perdido tamanha brecha em aniquilar a reputação de Lutero.

4 - A teoria de que houve um duelo ocasionando a morte de seu amigo por ele mesmo, se baseia em uma tabela de comentários de Lutero onde ele diz: "Com o plano singular de Deus, eu me tornei um monge, de modo que eles não iriam me capturar. Caso contrário, eu teria sido capturado com facilidade. Mas eles não foram capazes de fazê-lo, porque toda a Ordem, cuidou de mim." (D. Martin Lutero Werke: kritische Gesamtausgabe [Weimar Edition]: Tischreden, vol 1 [Weimar: Hermann Böhlaus Nachfolger de 1912].., P 134 , n. 326). Contudo tal frase acima especulada por Emme, refere-se à proteção da ordem agostiniana estendida sobre Lutero em 1518, e não uma suposta fuga da acusação para o duelo em 1505.

5 - Quando Lutero se refere ao medo da morte e ser perseguido, ele está se referindo exatamente aos eventos relacionados a sua conversão ao convento e mais tarde a sua luta com Roma.

6 - Duelos eram muito comuns por parte dos universitários, eram públicos e se tratavam de debates. Os relatos mais confiáveis mencionam que um amigo de duelos teria morrido após ser atingido por um raio e que o mesmo ocorreu a Lutero, e daí ele faz seu voto de entrar na vida monástica.

Portanto, tem de ser muito editado[1] pra interpretar isso como "Lutero matou um amigo em duelo e depois fugiu pro convento".

Além destes 6 pontos que eu exponho acima, é preciso informar ainda que as alegações de Dietriche Emme não passam de especulações que nem mesmo católicos mais sérios dão credito. Até mesmo o apologista católico mais copiado da internet, o Dave Armistrong, afirma que a alegação é por demais rebuscada, especulativa e de uma hipótese instigante. O mesmo aborda esta questão em seu blog oficial (aqui).

Fazendo uso de diversas fontes sobre o tema, Armstrong cita Roland Bainton, Heiko A. Oberman, Martin Brecht, Gordon Rupp, Henry Worsley, J. Wylie e B. Sears além de diversos outros historiadores e biógrafos e por fim, ao citar Dietrich Emme, o mesmo se diz espantado com tanta especulação jamais imaginada antes e que é todavia a mais "fascinante", "criativa" ou "inventiva" de todas as histórias acerca da vida pré-monástica de Lutero.

Além disto Dave Armistrong relata que as objeções de Dietriche Emme encontradas na internet, são dispersas e incompletas, um dos principais motivos é devido a obra estar em Alemão, não tendo publicações em inglês, logo, bem difícil um romanista brasileiro como estes daqui, terem mesmo alguma ideia de quais sejam as reais objeções de Emme, se é exatamente expor Lutero como um homicida de fato comprovado, ou apenas levantar especulações à abertura de novas discussões.

Armistrong faz ainda uso de expor o que seria o consenso geral e aceito sobre os motivos reais de Lutero ter entrado na vida monástica. E faz isso citando um dos mais conceituados historiadores como Philip Schaff:

No verão de 1505 Lutero entrou para o convento agostiniano em Erfurt e se tornou um monge, como ele pensou, para o seu tempo de vida. As circunstâncias que levaram a esta etapa repentina nós reunimos de suas declarações fragmentadas que foram embelezados por tradição lendária.

Ele ficou chocado com a morte súbita de um amigo (depois chamado Alexius), que ou foi morto em um duelo, [Mathesius: "da ihm ein guter Gesell erstochenenfermaria."] Ou fulminado por um raio ao lado de Lutero.

Pouco depois, na segunda de julho de 1505, duas semanas antes de sua decisão importante, ele foi ultrapassado por uma violenta tempestade perto de Erfurt, no seu regresso de uma visita a seus pais, e estava tão assustado que ele caiu por terra e tremendo exclamou:

"Ajudai-me, Saint Anna e eu me tornarei um monge!"

. . . . O próprio Lutero declarou em anos posteriores, que o seu voto monástico foi forçado por ele e por terror e do medo da morte e do juízo vindouro; no entanto, ele nunca duvidou de que a mão de Deus estava nele.
[Philip Schaff, História da Igreja Cristã, Vol. 7: Ch. 2: "Formação de Lutero para a Reforma (1483-1517)," § Conversão de 20. Lutero]

A própria Enciclopédia Católica nos oferece um dos motivos do porque Lutero teria entrado para o convento, e nada tinha a ver com crimes de Lutero e sim com as surras que ele constantemente levava de seus pais. Por mais extraordinário que seja, é exatamente isto, Lutero queria fugir das surras domésticas. E esse é o máximo de credibilidade quanto aos seus motivos que uma fonte católica pode nos oferecer.

No verbete sobre Lutero a Enciclopédia Católica diz:

Extrema simplicidade e severidade inflexível caracterizou sua vida em casa, de modo que as alegrias da infância eram virtudes desconhecidas para ele. Seu pai o bateu uma vez tão impiedosamente que ele fugiu de casa (...). Sua mãe [afirma Lutero], "por causa de uma porca insignificante, me bateu até o sangue fluir, e foi essa aspereza e severidade da vida que levava com eles que me forçou posteriormente fugir para um mosteiro e me tornar um monge." A mesma crueldade foi a experiência dos seus primeiros dias de escola, quando em uma manhã ele foi punido não menos que quinze vezes.

A entrada súbita e inesperada de Lutero para o agostiniano mosteiro em Erfurt ocorreu 17 de julho de 1505. Os motivos que levaram a etapa são diferentes, conflitantes, e o assunto do debate considerável. Ele próprio alega, como acima referido, que a brutalidade de sua vida, a casa e a escola, o levou para o mosteiro.

Hausrath, o seu mais recente biógrafo e um dos especialistas mais eruditos sobre Lutero, sem reservas inclina a esta crença. A "casa em Mansfeld, mais repelia do que o atraía" (Beard, "Martin Luther eo Germ. Ref.", Londres, 1889, 146).


Quanto a pergunta "Por que Lutero foi para o mosteiro?"

A resposta que o próprio Lutero dá é a mais satisfatória "(Hausrath," Luthers Leben "Eu, Berlim, 1904, 2, 22). Ele se vê novamente, em uma carta a seu pai, na explicação de sua defecção da Igreja, escreve: "Quando eu era oprimido aterrorizado pelo medo da morte iminente, eu fiz um involuntário e forçado voto". [Fonte: Ganss, Henry. "Martin Luther." The Catholic Encyclopedia. Vol. 9. New York: Robert Appleton Company, 1910.]

E não é apenas isto que uma das maiores fontes católicas de informação nos traz. Continuando sobre os motivos que levaram Lutero a entrar no mosteiro ela diz:

Várias explicações são dadas desse episódio.

Melancthon atribui o seu passo a uma profunda melancolia, que atingiu um ponto crítico, "quando ao mesmo tempo, ele perdeu um dos seus camaradas por uma morte acidental" (Corp. Ref., VI, 156).

Cochlaeus, adversário de Lutero, refere "que ao mesmo tempo ele estava tão assustado em um campo por um raio como é comumente relatado, ou estava em tal angústia com a perda de um companheiro que foi morto no meio da tempestade, que, em um curto espaço de tempo para o espanto de muitos pessoas, procurou a admissão à Ordem de Santo Agostinho".

Mathesius, seu primeiro biógrafo, atribui-lo [sua entrada ao monastério] para o "esfaqueamento de um amigo e uma terrível tempestade com um trovão fatal" (op. Cit.)

Seckendorf, que fez uma pesquisa cuidadosa, seguindo Bavarus (Beyer), discípulo de Lutero, vai um passo mais longe, chamando este desconhecido amigo, de Alexius, e atribui sua morte a um raio. (Seckendorf, "Ausfuhrliche Historie des Lutherthums", Leipzig, 1714, 51).

D'Aubigné muda este Alexius em Alexis e ele foi assassinado em Erfurt (D'Aubigné, "História da Reforma", New York, sd, I, 166).

Oerger ("Vom jungen Luther", Erfurt, 1899, 27-41) tem provado que a existência deste amigo, seu nome Alexius ou Alexis, sua morte por raios ou assassinato, é uma mera lenda, destituída de toda verificação histórica.

Kostlin-Kawerau (I, 45) afirma que ao retornar de sua casa em Mansfeld ele foi ultrapassado por uma terrível tempestade com um flash do relâmpago alarmante e raio. Aterrorizado e oprimido ele clama:. 'Ajuda, St. Anna, eu vou ser um monge'.

A história interna da mudança é muito menos fácil de narrar. Não temos nenhuma evidência contemporânea direta em que confiar, enquanto reminiscências próprios de Lutero, em que nós principalmente dependemos, necessariamente coloridos por suas experiências e sentimentos posteriores" (Beard, op . cit., 146).
[Fonte: Ganss, Henry. "Martin Luther." The Catholic Encyclopedia. Vol. 9. New York: Robert Appleton Company, 1910.]

Note acima que eu ofereço objeções e as sustento com fontes católicas bem confiáveis, e ambas afirmam que isto é tudo o que podemos saber sobre os motivos que levaram Lutero ao convento. Nenhuma delas confirma que Lutero era um homicida antes de entrar no monastério. Aliás, como eu disse, toda essa caluniosa especulação sobre ele ter matado um colega duelista, não passa de hipóteses mal elaboradas sobre evidências pouco convincentes e mal interpretadas que nenhum católico honesto e sério deveria levar a adiante.

Caso ainda existam católicos editado[2] que insistam nesta mentira, sugiro que se atenham com vossos papas assassinos e sanguinários já que buscam a quem julgar. Este crime em Lutero vocês não irão encontrar, ainda que encontrassem, nada poderiam falar. Quem se assenta na cadeira de Pedro e se diz substituto de Cristo e o doce Cristo, o chefe da igreja Santa, não é Lutero que mais poderia ser um santo romanista se comparado com seus papas da renascença.

E assim, dou por refutada esta lamuria romanista tão propagada internet a fora por editado [3] catolicismo romano.


Att: Elisson Freire


Nota: O vídeo - A Face Oculta de Lutero - tem uma primeira resposta aqui neste (link). Para mais refutações, vide a sessão Lutero e mais artigos na tag Refutações.


Fonte: Resistência Apologética

Agradecimentos: Fabio Jefferson

Edições realizadas por Marcell de Oliveira
[1]
A palavra foi editada por ser ofensiva.
[2] A palavra foi editada por ser ofensiva.
[3] A palavra foi editada por ser ofensiva.





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- Lutero era um devoto de Maria?
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Antes de continuar narrando a vida de Lutero e seu trabalho reformador, devemos nos deter para considerar a sua teologia, que foi a base dessa vida e dessa obra. Ao chegar o momento da dieta de Worms, a teologia do Reformador havia alcançado sua maturidade. Então a partir daí, o que Lutero fez foi simplesmente elaborar as conseqüências dessa teologia. Portanto, este parece ser o momento adequado para interromper nossa narrativa, e dar ao leitor uma idéia mais adequada da visão que Lutero tinha da mensagem cristã. Ao contarmos sua peregrinação espiritual, dissemos algo sobre a doutrina da justificação pela fé. Porém essa doutrina, apesar de ser fundamental, não é a totalidade da teologia de Lutero.


ESTUDOS - Conversas à Mesa com Lutero (Parte 1): Palavra de Deus
I
Que a Bíblia é a palavra de Deus e o seu Livro, eu o provo desta forma: Todas as coisas que existiram e existem no mundo e a forma sob a qual existem encontram-se descritas no primeiro livro de Moisés sobre a criação; exatamente como Deus criou e deu forma à terra, e assim a terra permanece até hoje. Potentados infinitos se iraram contra esse livro e tentaram destruí-lo e exterminá-lo – o rei Alexandre Magno, os príncipes do Egito e da Babilônia, os monarcas da Pérsia, da Grécia e de Roma, os imperadores Júlio e Augusto – porém eles não prevaleceram; estão todos liquidados e extintos, enquanto que o Livro permanece e permanecerá para sempre, perfeito e intacto, como foi dito primeiro. Quem o assim auxiliou – quem o assim protegeu contra tais forças poderosas? Com certeza ninguém, a não ser Deus mesmo que é o senhor de todas as coisas. E não se trata de um milagre pequeno Deus tem preservado e protegido esse Livro; pois o diabo e o mundo são-lhe inimigos furiosos. Acredito que o maligno tenha destruído muito bons livros da igreja, da mesma forma que outrora matou e destruiu muitas pessoas piedosas, cuja memória agora está esquecida, porém a Bíblia Deus de bom grado deixou subsistir. Da mesma forma, o batismo, o sacramento do altar, o verdadeiro corpo e sangue de Cristo e o ofício da pregação permaneceram até nós, a despeito de uma infinidade de tiranos e de perseguidores heréticos. Deus, pelo seu poder único, conservou tais coisas; vamos, então, sem medo de impedimento batizar, administrar o sacramento e pregar. Homero, Virgílio e outros escritores nobres, finos e profícuos legaram-nos livros de longa antiguidade, mas estes representam zero em relação à Bíblia. Enquanto a igreja papista preponderava, a Bíblia nunca foi franqueada às pessoas em uma forma tal que pudesse ser lida de forma clara, inteligível, segura e fácil, como agora podem fazê-lo na versão em alemão que, graças a Deus, preparamos aqui em Wittenberg.


ESTUDOS - Conversas à Mesa com Lutero (Parte 2): As Obras de Deus
LXIII
Todas as obras de Deus são inescrutáveis e inexplicáveis. Nenhum sentido humano pode descobri-las. Somente a fé é que pode apreendê-las, sem o poder ou auxílio humanos. Nenhuma criatura mortal pode compreender Deus em sua majestade. Por isso, ele veio a nós de maneira mais simples, foi feito homem, não é mesmo? Pecado, morte e fraqueza. Em todas as coisas, nas menores criaturas e nos seus membros, brilham claramente o poder supremo e as obras maravilhosas de Deus. Pois qual é o homem, por mais poderoso, sábio e santo, que pode fazer de um figo uma figueira ou um outro figo, ou de um grão de cereja uma cereja ou um pé de cerejas? Qual é o homem que sabe como Deus cria e preserva todas as coisas e faz com que se desenvolvam? Nem mesmo podemos entender como o olho vê, ou como são simplesmente pronunciadas palavras inteligíveis quando a língua se move e se mexe na boca, tudo coisas naturais, diariamente vistas e praticadas. Como é que, então, seríamos capazes de compreender ou entender os secretos conselhos da majestade de Deus, perscrutá-los com nossos sentidos, razão e entendimento humanos? Deveríamos, então, admirar a nossa própria sabedoria? Eu, de minha parte, me considero um tolo e me mantenho cativo.


COLUNISTA HUDSON LEBOURG - A Queima da Bula Papal. Um Basta nas Indulgências
"Se eu pelo texto ou uma razão plausível certificados motivo convincente, querem uma resposta objetiva: Não - Porque nem concílios e nem o papa, penso, estão certo, mas errados que se contradizem muitas vezes - e por ISSO a carta citada fico por mim, amarrado As Palavras".




CINCO SOLAS - Sola Fide na Perspectiva de Martinho Lutero
"Eu não posso negar que tudo o que papa faz deve ser suportado, mas me entristece que eu não possa provar que o que ele faz é o melhor. Embora, se eu fosse discutir a intenção do papa, sem me envolver com sua prestação de serviço mercenária, eu diria, brevemente e com confiança, que se deve assumir o melhor sobre ele. A igreja necessita de uma reforma, que não é o trabalho de um homem, a saber, o papa, ou de muitos homens, a saber, os cardeais, o que o mais recente concílio demonstrou, mas é o melhor de todo o mundo, de fato, é trabalho de Deus somente. Entretanto, somente Deus, que criou o tempo, sabe o tempo para esta reforma. Nesse meio tempo, não podemos negar tais erros manifestos. O poder das chaves é abusado e escravizado pela cobiça e ambição."


BIOGRAFIAS - Martinho Lutero
No cárcere, sentenciado pelo Papa a ser queimado vivo, João Huss disse: "Podem matar o ganso (na sua língua, 'huss' é ganso), mas daqui a cem anos, Deus suscitará um cisne que não poderão queimar". Enquanto caía a neve, e o vento frio uivava como fera em redor da casa, nasceu esse "cisne", em Eisleben, Alemanha. No dia seguinte, o recém-nascido era batizado na Igreja de São Pedro e São Paulo. Sendo o dia de São Martinho, recebeu o nome de Martinho Lutero. Cento e dois anos depois de João Huss expirar na fogueira, o "cisne" afixou, na porta da Igreja em Wittenberg, as suas noventa e cinco teses contra as indulgências, ato que gerou a Grande Reforma. João Huss enganara-se em apenas dois anos, na sua predição. Para dar o valor devido à obra de Martinho Lutero, é necessário notar algo das trevas e confusão dos tempos em que nasceu.


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"Conversas à Mesa" (Tischreden, em alemão) é a compilação de anotações feitas por alunos e colaboradores de Martinho Lutero durante encontros informais, como as refeições. A primeira edição das Tischreden foi publicada por Johann Aurifaber, em 1566, vinte anos após a morte de Lutero. A edição completa, porém, só foi publicada em 1836. O texto utilizado aqui vem da tradução para o inglês que o capitão Henry Bell traduziu e publicou por volta de 1650. Semanalmente, publicaremos aqui porções do texto traduzido.


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É muito comum ver católicos falando que Lutero teria dito: "Seja um pecador e peque fortemente, mas creia e se alegre em Cristo mais fortemente ainda". Sempre que eu ouço coisas como essas, eu fico com um pé atrás, embora conceda o benefício da dúvida. Após fazer uma pesquisa descobri que Lutero realmente disse isso, mas que a sua declaração não era uma licença para pecar, como supõem os seus detratores. Eu vou abordar essa questão aqui muito brevemente. Vocês podem conferir um extenso tratamento dessa citação nesse link:


DEFESA DA FÉ CRISTÃ - Lutero e a Epístola de S. Tiago
Martinho Lutero era um homem do seu tempo, era uma pessoa rude de se expressar. Se colocarmos Lutero nos dias de hoje e travarmos um debate com ele, é capaz de nos insultar caso discordarmos dele. Ele é capaz de nos chamar de "hereges idiotas", "patéticos", entre outras palavras de baixo calão. E, infelizmente, a grande maioria dos apologistas católicos acabam que aproveitando essa maneira um pouco que ignorante de Lutero, para isolar pequenas frases diante de sua vasta obra e tachá-lo de "blasfemador", "filho do demônio", "herege revoltado", etc. Eles pegam essa oportunidade e acabam que criando pretextos gigantescos transformando a mentira em verdade.


DEFESA DA FÉ CRISTÃ - Lutero e Algumas de Suas Supostas Citações Heréticas Alegadas por Theobald Beer e Outros Romanistas
Diversas páginas católicas andam a reproduzir supostas citações atribuídas a Lutero na intenção de denigrir a imagem do reformador para reforçar apelos que invalidem o protestantismo. A estratégia funciona assim: Mostre aos protestantes que Lutero era um blasfemador e então provamos que o protestantismo tem tanto valor quanto as calúnias de Lutero, ou seja, NADA. Contudo ao nos depararmos com as supostas citações, percebemos que se trata de uma propaganda caluniosa de pura e generalizada desinformação que cabe a nós darmos um fim sem deixar de apresentarmos uma boa resposta para cada uma das supostas alegações ou interpretações que fazem. É preciso dizer primeiramente que ainda que Lutero tivesse dito tais coisas, isso não seria cousa suficiente para invalidar o protestantismo afinal, OS SUCESSORES DE PEDRO EM ROMA, OS PAPAS especificamente os da renascença não foram lá grandes exemplos de moralidade e ortodoxia e Lutero perto deles poderia ser considerado um santo, mesmo assim, os erros, pecados e blasfêmias papais não são tidas no meio romanista como coisa que invalide o catolicismo que para além disso afirma que ouro continua a ser ouro, mesmo sendo oferecido por mãos impuras COMO AS DO PAPADO MEDIEVAL.


DEFESA DA FÉ CRISTÃ - As Blasfêmias de Lutero
Queridos,
existe um livro chamado "Conversas à Mesa" onde é apresentado algumas anotações do Reformador Martinho Lutero blasfemando o Nome de Deus. Veremos algumas delas: "Cristo Adúltero. Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte [do poço de Jacó] de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: "Que fez, então, com ela?" Depois, com Madalena, depois, com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim, Cristo, tão piedoso, também teve que fornicar, antes de morrer" (Lutero, Tischredden, Conversas à Mesa, N* 1472, edição de Weimar, Vol. II, p. 107, apud Franz Funck Brentano, Martim Lutero, Ed Vecchi Rio de Janeiro 1956, p. 15).


DEFESA DA FÉ CRISTÃ - A Lenda do Suicídio de Lutero
"O livro de Thomas Bozio, De signis ecclesiae [Os sinais da Igreja] (Roma, 1591), foi a primeira representação literária da lenda sobre o suicídio de Lutero que suscitou uma vigorosa controvérsia sobre a morte de Lutero que continuou até cerca de 1688. Os protestantes contribuíram com nove, e os polêmicos católicos com vinte e seis trabalhos. A controvérsia foi novamente posta em debate apenas em 1889 por Majunke, porém Majunke foi refutado tão completamente por Nikolaus Paulus em 1896 que a lenda tem raramente se aventurado a mostrar-se na literatura mais uma vez" [Heinrich Boehmer, Lutero e a Reforma na Luz de Investigação Modern (Londres:. G. Bell and Sons LTD, 1930) pp 361-362].

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MENSAGEM #01
Mensagem Recebida: 25 de Outubro de 2017, Quarta Feira, 15h07
Publicada no Site: 13 de Novembro de 2017, Sexta Feira, 01h48
Nome: Antônio João da Silva
Mensagem: "Golpeiem, matem e esfaqueiem, secreta ou abertamente, lembrando que nada pode ser mais venenoso, nocivo ou diabólico do que um rebelde (Martinho Lutero ), pág. 162, História da Igreja, Vol. 2, de Hohn D. Woodbrige e Frank A. James III, Editora Central Gospel, jun. 2017. Declarações de Lutero sobre a Revolta dos Camponeses, validando as ações de autoridades Luteranas que massacraram mais de 100 camponeses.



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