Como o Protestantismo Pode Ser Um Retorno às Origens da Fé?
Prezados leitores,
Graça e Paz do Senhor e Salvador Jesus Cristo

Um dos nossos internautas nos mandou um artigo interessante a respeito da relação entre o Protestantismo e a Igreja Primitiva retirada do site católico Veritatis. O artigo contém várias perguntas com o objetivo de mostrar que o Protestantismo não é um retorno à Igreja Primitiva. Estaremos respondendo cada uma dessas perguntas de acordo com as Sagradas Escrituras.

1a Questão:
Como o Protestantismo pode ser um retorno ás origens da fé, se a Igreja Primitiva cria na Eucarístia (Santa Ceia para os protestantes) estava presente o verdadeiro sangue e corpo de Nosso Senhor, o que é negado pela fé protestante e ensinado pela Igreja Católica?

Resposta:
Queridos,
diante de vários cultos que realizamos ao Senhor Jesus Cristo: Culto de Louvor e Adoração, Culto de Ensinamento, Círculo de Oração, etc. Declaramos ser a Santa Ceia, o mais importante de todos. Pois a Santa Ceia é uma celebração em memória da morte do Senhor e Salvador Jesus Cristo que derramou seu sangue para nos salvar. Porém o que vemos nos debates é que os católicos dizem que o pão e o vinho são LITERALMENTE o corpo e o sangue de Cristo. E nós, protestantes, acreditamos que o pão e o vinho são SIMBOLICAMENTE o corpo e o sangue de Cristo, embora outras igrejas declaram ser mais que um símbolo, é a presença espiritual do Senhor Jesus. O próprio Cristo, no Evangelho de S. Lucas cap 22, diz para cearmos em memória dEle. Então Ele partiu o pão e compartilhou o vinho aos seus discípulos. Ou seja, na Santa Ceia nos dias de hoje não estamos partindo o pão e sim amputando os membros do corpo de Cristo? Que Deus nos perdoe! Mas não há lógica que explique ser o pão e o vinho LITERALMENTE o corpo de Cristo. Sim! Nós acreditamos fervorosamente no Corpo e no Sangue de Cristo, mas não literalmente. Porque o Santo Cordeiro ja foi sacrificado e não há necessidade de sacrificá-lO novamente.


2a Questão:
Como o Protestantismo pode ser um retorno ás origens da fé, se a Igreja Primitiva cria que o batismo pode ser ministrado também às crianças, o que é negado pela grande maioria da fé protestante e ensinado pela Igreja Católica?

Resposta:
Segundo as Sagradas Escrituras, o significado do Batismo é morrer para o mundo e viver para Cristo. E todo aquele (não importa a idade) que se identifica pela fé com o sacrifício do Senhor Jesus Cristo na cruz poderá ser batizado. Agora, como um recém-nascido pode ser batizado se não sabe nem o seu próprio nome quanto mais a fé que está seguindo? Não criticamos as Igrejas Protestantes que batizam recém-nascidos. Pois como o Protestantismo saiu do Catolicismo, algumas denominações não saíram por completo do Catolicismo. Um outro detalhe, segundo informações dos nossos irmãos da NetGospel.com.br, a palavra "baptismos" no grego significa: "imergir; mergulhar; colocar para dentro de". No decorrer da história e doutrinas, apareceram outras formas de batismo como aspersão e ablução (banho); Entretanto, como o batismo é uma identificação com Cristo em sua morte e ressurreição, e é exatamente isso o que a imersão significa. Mas o mais importante de tudo e de todos é em Nome de quem a pessoa vai se batizar. Em Nome de Deus (Pai, Filho e Espírito Santo). Leiam o livro de Atos capítulo 2 versículo 38.


3a Questão:
Como o Protestantismo pode ser um retorno ás origens da fé, se a Igreja Primitiva cria que os santos podem ser venerados (não adorados!), o que é negado pela fé protestante e ensinado pela Igreja Católica?

Resposta:
No Evangelho de S. Lucas capítulo 4 está registrado a tentação do Senhor Jesus Cristo e, mostrando o Diabo todos os reinos do mundo, disse que todos aqueles reinos seriam do Senhor Jesus Cristo caso Ele prostrar-se diante do inimigo. Enfim, para a Igreja Romana, existe uma diferença entre adoração e veneração, mas vejamos o que o Senhor Jesus Cristo respondeu ao Diabo no versículo 8:

"Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás."

O Senhor Jesus Cristo citou duas importantes palavras: "Adorarás" e "servirás". A Igreja Romana não adoram os santos, mas os veneram. Há fiéis que se intitulam como "servos de Maria", por exemplo. Isso já entra em contradição o que o Senhor Jesus Cristo disse: "... e só a ele servirás".

A 1a Carta aos Coríntios capítulo 8, Apóstolo S. Paulo nos diz o seguinte:
4. Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só.
5. Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores).
6. Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele.

No versículo 5, quando fala "... e muitos senhores", será que esses "senhores" se referem apenas aos deuses como pensam os fiéis católicos? Pare e pense.

No livro de Isaías capítulo 45, na carta aos Romanos capítulo 14 e na carta aos Filipenses capítulo 2 registra que todo o joelho se dobrará e que toda língua confessará que há um só Senhor, Jesus Cristo.

23. Por mim mesmo tenho jurado, já saiu da minha boca a palavra da justiça, e não tornará atrás; que diante de mim se dobrará todo o joelho, e por mim jurará toda a língua. (Isaías 45);

11. Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim. E toda a língua confessará a Deus. (Romanos 14);

10. Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos quais estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra; (Filipenses 2);

Então é com grande honra que declaramos que somente o Nome Santo do Senhor Jesus Cristo é digno de toda honra, de toda glória e de todo louvor para todo o sempre.


4a Questão:
Como o Protestantismo pode ser um retorno às origens da fé, se a Igreja Primitiva cria ser possível erguer imagens em honras dos Santos, que não eram ídolos mas memória dos amigos de Deus, o que é negado pela fé protestante e ensinado pela Igreja Católica?

Resposta:
Queridos,
em Genebra, na Suíça, existe o Museu Internacional da Reforma Protestante. Um espaço de divulgação cultural que enfoca a história da Reforma Protestante e particularmente os capítulos dessa história que se desenrolaram na própria cidade de Genebra, a cidade de João Calvino onde apresentam várias imagens de reformadores.


Museu da Reforma Protestante em Genebra

Ainda em Genebra, existe o Muro dos Reformadores que é frequentemente confundido com o Museu. Um baixo relevo, de cerca de 100m de comprimento e cinco de altura, foi construído contra as muralhas do século XVI que encercavam a cidade. Foi em 1909, ano da celebração do nascimento de João Calvino e do 350o aniversário da fundação da Academia de Genebra (hoje Universidade de Genebra) que começou a construção do monumento.


Muro dos Reformadores
A partir da esquerda: Guillaume Farel, João Calvino, Théodore de Beze e John Knox

Claro que não são imagens de santos. Só estamos querendo mostrar que não proibimos imagens em sí, mas somos contra de como tal imagem é tratada. Nenhum verdadeiro protestante se prostrará diante da imagem de Calvino, por exemplo, clamando pela graça de Deus. Ao contrário dos fiéis católicos que clamam aos santos como se fossem o próprio Deus.


Procissão do Padre Cícero

Neste evento em homenagem ao Padre Cícero, muitos fiéis sobem os degraus de joelho perante a imagem para alcançar a Graça Divina.


Fiéis carregando a imagem da Santa Mãe de Deus

Observem o modo de como os fiéis tratam a V. Maria. Com muita exaltação e glorificação.

É estranho afirmar que a Igreja Primitiva ensinava essas coisas. Ensinava mesmo? Pois, nem mesmo os judeus tratam Abraão, o Pai do Judaísmo, dessa maneira como os fiéis católicos tratam os santos.

A Igreja Primitiva era uma igreja Cristocêntrica onde ensinava que o Pai, a Palavra e o Espírito Santo apenas testificam no céu e estes três são um. (1 Jo 5.7) Não ensinava que havia uma quarta ou várias pessoas nesta S. Trindade. Pois, aparentemente, o comportamento que um fiél católico tem diante de um santo é o mesmo comportamento que um fiél protestante tem diante de Deus: prostrar, honrar e adorar. Sabemos que as imagens/santos não são adoradas, mas olhando o comportamento dos fiéis católicos, até mesmo os céticos acham que estão adorando tais imagens. E isso, com certeza, a Igreja Primitiva não ensinou.


5a Questão:
Como o Protestantismo pode ser um retorno às origens da fé, se a Igreja Primitiva cria que o Bispo de Roma é o chefe de toda a Igreja de Cristo, que é única e visível, o que é negado pela fé protestante e ensinado pela Igreja Católica?

Resposta:
Devemos analisar a respeito da doutrina do Papado. Primeiramente, a palavra "Papa" vem do latim que significa "pai". E no Evangelho de S. Mateus capítulo 23 registra o Senhor Jesus Cristo dizendo que ninguém poderia fazer papel de pai espiritual a não ser Deus.

9. E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual estás nos Céus.
10. Nem vos chameis Mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é Cristo.

Um outro caso, o Papa é considerado "Vigário de Cristo". O termo "vigário" vem do latim vicarius que quer dizer "ao invés de". Ou melhor dizendo, o Papa é substituto de Cristo. Sendo que o Senhor Jesus Cristo afirmou, no Evangelho de S. João, que o seu substituto aqui na terra é a pessoa do Espírito Santo.

Ev. S. João 14
16. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;
17. O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.
18. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.

Ev. S. João 15
26. Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.

Ev. S. João 16
7. Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei.
13. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.

O Papa também é considerado o sumo-pontífice, ou seja, um máximo elo de ligação de Deus. Sendo que as Sagradas Escrituras registram que somente Cristo é esse elo de ligação. No Evangelho de S. João capítulo 14 versículo 6, Jesus diz que Ele próprio é o Caminho, a Verdade e a Vida e que ninguém vai ao Pai senão por Ele. E na primeira Epístola de Timóteo capítulo 2 versículo 5 diz que há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. Amém.

Devido a tais títulos, vai chegar um tempo que o Bispo de Roma não será só o chefe da Igreja de Cristo e sim também tomará o lugar do cabeça da Igreja de Cristo que é o próprio Cristo.


6a Questão:
Como o Protestantismo pode ser um retorno às origens da fé, se a Igreja Primitiva cria que a Igreja de Roma era considerada a sede da Igreja de Cristo, o que é negado pela fé protestante e ensinado pela Igreja Católica?

Resposta:
Nos primeiros 280 anos da história cristã, o Cristianismo foi banido pelo Império Romano, e os cristãos foram terrivelmente perseguidos. A história mudou com a conversão do Imperador Romano Constantino legalizando o Cristianismo pelo Edito de Milão, em 313 d.C. No ano de 325 d.C., o Imperador Constantino conclamou o Concílio de Nicéia, em uma tentativa de unificar o Cristianismo. Um dos principais objetivos de Constantino era unir o Império Romano que, naquela altura, começava a se fragmentar. E, para Constantino, o Cristianismo era a religião que poderia unificar o Império Romano. Segundo o site GotQuestions.org, mesmo que isto aparenta ser um desenvolvimento positivo para a Igreja Cristã, os resultados foram tudo, menos positivos. Constantino se recusou a abraçar de uma forma completa a fé cristã, mas continuou com muitos de seus credos pagãos e práticas. Então, a Igreja Cristã que Constantino promoveu foi uma mistura de Cristianismo e Paganismo Romano.

Ainda segundo o site GotQuestions.org, Constantino achou que, com o Império Romano sendo tão grande, vasto e diverso, nem todos concordariam em abandonar seus credos religiosos e abraçar o Cristianismo o que fez promover, então, a "cristianização" de crenças pagãs. Crenças completamente pagãs e totalmente não-bíblicas ganharam nova identidade "cristã". Seguem-se alguns exemplos disso:

1) O Culto a Ísis, deusa-mãe do Egito e esta religião, foram absorvidas no Cristianismo, substituindo-se Ísis por Maria. Muitos dos títulos que eram usados para Ísis, como "Rainha dos Céus", "Mãe de Deus" e "theotokos" (a que carregou Deus) foram ligados a Maria. A Maria foi dado um papel exaltado na fé cristã, muito além do que a Bíblia a ela atribui, com a finalidade de atrair os adoradores de Ísis para uma fé que, de outra forma, não abraçaram. Na verdade, muitos templos a Ísis foram convertidos em templos dedicados a Maria. A primeira indicação clara da Mariologia Católica ocorre nos escritos de Origen, que viveu em Alexandria, Egito, que por acaso era o lugar principal da adoração a Ísis.

2) A maioria dos imperadores romanos (e cidadãos) era henoteísta. Um henoteísta é alguém que crê na existência de muitos deuses, mas dá atenção especial a um deus em particular, ou considera um deus em particular como supremo acima dos outros deuses. Por exemplo, o deus romano Júpiter era supremo acima do panteão romano de deuses. Os marinheiros romanos eram freqüentemente adoradores de Netuno, o deus dos oceanos. Quando a Igreja Católica absorveu o paganismo romano, ela simplesmente substituiu o panteão de deuses pelos santos. Assim como no panteão romano de deuses havia um deus do amor, um deus da paz, um deus da guerra, um deus da força, um deus da sabedoria, etc, da mesma forma, na Igreja Católica havia um santo responsável por cada uma destas coisas, e muitas outras categorias. Assim como muitas cidades romanas tinham um deus específico para ela, também a Igreja Católica providenciou "santos padroeiros" para as cidades.

3) E por fim, a supremacia do bispo romano (o papado) que foi criada com o apoio de imperadores romanos. Com a cidade de Roma sendo o centro do governo para o Império Romano, e com os imperadores romanos vivendo em Roma, a cidade de Roma alcançou proeminência em todos os aspectos de vida. Constantino e seus sucessores deram apoio ao bispo de Roma como governante supremo da Igreja. Lógicamente é o melhor para a unidade do Império Romano que o governo e estado religioso sejam centralizados no mesmo lugar. Mesmo a maioria de outros bispos (e cristãos) resistindo à idéia da supremacia do bispo romano, o bispo romano ascendeu à supremacia, por causa do poder e influência dos imperadores romanos. Quando houve a queda do Império Romano, os papas tomaram para sí o título que anteriormente pertencia aos imperadores romanos - Máximo Pontífice.

Muitos outros exemplos poderiam ser dados. Logicamente a Igreja Católica nega a origem pagã de seus credos e práticas, disfarçando suas crenças pagãs sob camadas de teologia complicada, sob a máscara da "tradição da igreja". Reconhecendo que muitas de suas crenças e práticas são em essência estranhas à Escritura o que leva a negar a autoridade e suficiência da Escritura.


7a Questão:
Como o Protestantismo pode ser um retorno às origens da fé, se a Igreja Primitiva não cria na Sola Scriptura e cria que a Sagrada Tradição dos Apóstolos e o Sagrado Magistério da Igreja, eram a Palavra de Deus ao lado das Sagradas Escrituras, o que é negado pela fé protestante e ensinado pela Igreja Católica?

Resposta:
Segundo o escritor e Pastor Abraão de Almeida, a partir do momento em que se admite a Bíblia como insuficiente em questões de fé e prática, admite-se também a falta de autoridade dela. No caso do Catolicismo Romano, a autoridade oscilou das Escrituras para a Igreja, da Igreja para o Concílio, e deste para o Papa, que foi considerado infalível em 1870.

Segundo os irmãos da CACP.org.br, as Escrituras são, por definição, a única Palavra de Deus escrita, e a única expressão verbal das verdades de Deus publicamente acessível, visível e infalível no mundo. Somente aquelas verdades sobre a natureza de Deus e nosso relacionamento salvífico com Ele que são claramene ensinadas nas Escrituras, ou claramente derivadas dos ensinamentos das Escrituras, são necessárias à fé dos cristãos.

As Escrituras são a infalível Palavra de Deus escrita como consta em Mt. 5:17-18; 22:29; Jo. 10:35; 1 Tm. 5:18b; 2 Tm. 3:16-17; 2 Pe. 1:20-21; 3:16; Ap. 22:18-19, etc.)

A pregação dos Apóstolos estava sujeita às Escrituras, e eles próprios instruíram que deveriam ser rejeitados quaisquer ensinamentos contrários às Escrituras (At. 17:11; Gl. 1:8-9).

Ainda segundo os irmãos da CACP.org.br, os documentos do Novo Testamento produzidos no final da era apostólica instruem cristãos a se lembrarem das palavras dos profetas (Antigo Testamento) e apóstolos (Novo Testamento), e não buscarem a Palavra de Deus em outros pregadores ou mestres supostamente inspirados. (Hb. 2:2-4; 2 Pe. 2:1; 3:1-3; Jd. 3-4; 17).

Algumas questões que devemos destacar (cacp.org.br):
1 - Cristo sempre usou as Escrituras para provar ou defender a verdade.
No Evangelho de S. Mateus 4:1-11, Jesus foi tentado três vezes pelo diabo e a cada tentação Jesus respondia não com alguma tradição oral, mas com um poderoso "ESTÁ ESCRITO". Se havia alguém que poderia usar a tradição oral este era Jesus, mas mesmo assim Ele escolheu o caminho mais certo, na verdade o único caminho capaz de derrotar Satanás - citar as Escrituras. Ora, Jesus, Ele mesmo era autoridade para citar sua própria Palavra oral e derrotar o diabo, mas Ele preferiu a Palavra Escrita. Isso para nós é um exemplo vívido de como a igreja não deve se fiar em sua própria Palavra [nas suas tradições], mesmo proferida por homens santos, mas na Palavra escrita de Deus. Não é o catecismo luterano ou reformado que devemos seguir, mas a bendita Palavra de Deus.

2 - Os cristãos primitivos usavam somente as Escrituras para determinar a verdade.
No livro de Atos 17.2 está escrito: "E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três sábados disputou com eles sobre as Escrituras,"
Um grande exemplo também são os bereanos, pois ainda que os apóstolos foram inspirados por Deus e chegaram a transmitir isto por algum tempo de forma oral, os bereanos foram direto nas Escrituras para determinar a verdade final. A Tradição oral é sem valor sem o testemunho das Sagradas Escrituras! Diferente dos bereanos, os fieis católicos nunca deixariam você procurar a verdade final nas Sagradas Escrituras porque acreditam que sem a interpretação final da sua igreja através da tradição oral você não pode compreendê-la. Mas veja que o Apóstolo Paulo não censurou aqueles cristãos, antes foram elogiados por Lucas como "mais nobres" do que os outros por aderirem ao princípio do Sola Scriptura (Leia Atos 17.11-12).

3 - Devemos ficar somente com o que está escrito.
Na Primeira Epístola aos Coríntios capítulo 4 versículo 6 diz: "E eu, irmãos, apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro.".

4 - As Escrituras são suficientes para qualquer área da nossa vida.
Em II Timóteo 3.16,17 diz: "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.".

5 - Somente as Escrituras trazem esperança e gozo.
Na Epístola aos Romanos diz: "Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.". (15.4); E em 1 S. João capítulo 1 versículo 4 diz: "Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra.".


8a Questão:
Como o Protestantismo pode ser um retorno às origens da fé, se a Igreja Primitiva cria que a Igreja é única e visível e não formada por todos os crentes, o que é negado pela fé protestante e ensinado pela Igreja Católica?

Resposta:
O interessante deste argumento católico é nos fazer perguntar sobre o que é a Igreja em sí. Seria uma instituição religiosa como os católicos ensinam? Sim, uma parte deste argumento está certo. Mas vejamos uma outra questão. O site GotQuestions.org diz que, hoje em dia, muitas pessoas entendem a igreja como um "prédio". Esta não é uma real compreensão bíblica da igreja. A palavra igreja vem da palavra grega "Ecclesia", que é definida como "uma assembléia", ou "os que foram chamados". O significado primário de "igreja" não é de um prédio ou uma instituição religiosa, mas de pessoas. É irônico que quando você pergunta às pessoas que igreja freqüentam, geralmente dizem Batista, Metodista, ou outra denominação. Muitas vezes eles se referem à denominação ou ao prédio. Na Epístola aos Romanos 16.5 diz: "...Saudai também a igreja que está em sua casa...". Apóstolo Paulo se refere à Igreja em sua casa, não à Igreja prédio, mas um corpo de crentes em Cristo.

Ainda no site GotQuestions.org, em Efésios 1.22-23 diz a respeito da Igreja como o Corpo de Cristo: "E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos". O Corpo de Cristo é feito de todos os crentes desde o tempo de Pentecoste até ao Arrebatamento.

O Corpo de Cristo consiste em dois aspectos:
(1) A Igreja Universal é a Igreja que consiste de todos aqueles que têm um relacionamento pessoal com o Senhor Jesus Cristo. Na Primeira Epístola aos Coríntios capítulo 12 diz: "Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos" (vs 13-14). Vemos que qualquer pessoa que crer e segue a Palavra de Deus é parte do Corpo de Cristo. A verdadeira igreja de Deus não é nenhum prédio de igreja em particular ou denominação. A Igreja Universal de Deus é composta por todos os que já receberam a salvação através da fé em Cristo Jesus.

(2) A Igreja Local é descrita em Gálatas 1.1-2: "PAULO, apóstolo ... E todos os irmãos que estão comigo, às igrejas da Galácia". Aqui vemos que na província de Galácia havia muitas igrejas: o que chamamos de igreja local. Uma igreja Batista, Luterana, Assembléia, Católica, etc. não é "A Igreja", como a Igreja Universal, mas ao invés disso, uma Igreja Local. A Igreja Universal é composta por aqueles que já confiaram em Cristo para Salvação. Estes membros da Igreja Universal deveriam buscar comunhão e edificação em uma Igreja Local.

Resumindo, a igreja não é um prédio, ou uma denominação. De acordo com a Bíblia, a igreja é o Corpo de Cristo: todos aqueles que já colocaram sua fé em Jesus Cristo para Salvação (Ev. S. João 3.16; I Coríntios 12.13). Há membros da Igreja Universal (O Corpo de Cristo) em Igrejas Locais (Luterana, Anglicana, Católica, Assembléia, Batista, etc).

Se dizermos que somente a Igreja de Roma é o Corpo de Cristo, gostaríamos de saber como ficam aqueles cristãos perseguidos que não conseguem ter acesso a nenhuma igreja cristã. Que para servir ao Senhor Jesus é necessário fazer seus próprios cultos em casa ou em cavernas. Estariam eles condenados por não terem acesso ao Corpo de Cristo (Igreja de Roma)? No Evangelho de S. Mateus 18.20 diz: "Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles". Amém.

Obs.: Não confundir a Igreja Universal (O Corpo de Cristo) com a Igreja Universal do Reino de Deus (Uma polêmica Igreja Local).


9a Questão:
Como o Protestantismo pode ser um retorno às origens da fé, se a Igreja Primitiva cria que uma Igreja só poderia ser considerada Igreja, se fosse apostólica, isto é, gerada através da sucessão dos apóstolos, o que é negado pela fé protestante e ensinado pela Igreja Católica?

Resposta:
A resposta a seguir foi tirada do site GotQuestions.org.
A doutrina da sucessão apostólica é a crença de que os 12 apóstolos passaram a sua autoridade adiante a seus sucessores, que então passaram a sua autoridade apostólica para os seus sucessores, continuando através dos séculos, até os dias de hoje. A Igreja Católica Romana vê a Pedro como o líder dos apóstolos, com a maior autoridade, e, portanto seus sucessores recebem a maior autoridade. A Igreja Católica Romana combina esta crença com o conceito de que Pedro mais tarde se tornou o primeiro Bispo de Roma, e que os bispos romanos que seguiam a Pedro eram aceitos pela igreja primitiva como a autoridade central entre todas as outras igrejas. A sucessão apostólica, combinada com a supremacia de Pedro entre os apóstolos, resulta no bispo romano sendo a autoridade suprema da Igreja Católica – o papa.

No entanto, em lugar algum das Escrituras Jesus, os apóstolos, ou quaisquer outros escritores do Novo Testamento declaram a idéia da "sucessão apostólica". Além disso, Pedro também não é apresentado como "supremo" em relação aos outros apóstolos. O apóstolo Paulo, na verdade, repreende a Pedro quando ele estava conduzindo os outros de forma errada (Gálatas 2:11-14). Sim, o apóstolo Pedro tinha um papel proeminente. Sim, talvez o apóstolo Pedro fosse o líder dos apóstolos (embora o Livro de Atos registre o apóstolo Paulo e Tiago, o irmão de Jesus, como também tendo papéis proeminentes). Qualquer que seja o caso, Pedro não era o "comandante" ou a autoridade suprema acima dos outros apóstolos. Mesmo que a sucessão apostólica pudesse ser demonstrada através das Escrituras, o que não é possível, ela não resultaria no fato de os sucessores de Pedro serem absolutamente supremos sobre os sucessores dos outros apóstolos.

Os católicos apontam para o fato de Matias ter sido escolhido para substituir Judas como o 12o apóstolo no capítulo 1 de Atos, como um exemplo de sucessão apostólica. Enquanto Matias de fato "sucedeu" a Judas como um apóstolo, isso não é de maneira alguma um argumento para continuar a sucessão apostólica. O fato de Matias ter sido escolhido para substituir Judas é apenas um argumento para que a igreja substitua líderes maus e infiéis (como Judas), por líderes piedosos e fiéis (como Matias). Em lugar algum do Novo Testamento está registrado o fato de algum dos doze apóstolos ter passado a sua autoridade apostólica para os seus sucessores. Em lugar algum, qualquer dos apóstolos prevê que eles irão passar adiante a sua autoridade apostólica. Não, Jesus ordenou que os apóstolos construíssem o fundamento da igreja (Efésios 2:20). Qual é o fundamento da igreja que os apóstolos construíram? O Novo Testamento – o registro das obras e dos ensinamentos dos apóstolos. A igreja não necessita de sucessores apostólicos. A igreja necessita dos ensinamentos dos apóstolos precisamente registrados e preservados. E isso é exatamente o que Deus providenciou na Sua Palavra (Efésios 1:13; Colossenses 1:5; 2 Timóteo 2:15; 4:2).

Em suma, a sucessão apostólica não é bíblica. O conceito da sucessão apostólica jamais é encontrado nas Escrituras. O que é encontrado nas Escrituras é que a verdadeira igreja irá ensinar o que as Escrituras ensinam e irá comparar todas as doutrinas e práticas com as Escrituras para determinar o que é certo e verdadeiro. A Igreja Católica Romana afirma que a falta de uma contínua autoridade apostólica resulta em confusão doutrinária e caos. É uma triste verdade (que os apóstolos compreendiam) que falsos mestres surgiriam (2 Pedro 2:1). Realmente, a falta de uma "autoridade suprema" entre as igrejas não-católicas resulta em diversas interpretações diferentes. No entanto, essas diferenças na interpretação não são resultado de as Escrituras não serem claras. Ao invés disso, elas são resultado do fato de alguns cristãos se recusarem a concordar com o que as Escrituras dizem – não o resultado de não haver uma "autoridade suprema" para interpretar as Escrituras.

O alinhamento com os ensinos das Escrituras, e não a sucessão apostólica, é o fator determinante para a veracidade de uma igreja. O que é mencionado nas Escrituras é a idéia de que a Palavra de Deus deveria ser o guia que a igreja deveria seguir (Atos 20:32). São as Escrituras que devem ser o instrumento de medida infalível para o ensinamento e para a prática (2 Timóteo 3:16-17). É com as Escrituras que os ensinamentos devem ser comparados (Atos 17:10-12). A autoridade apostólica foi passada adiante através dos escritos dos apóstolos, não através da sucessão apostólica.


10a Questão:
Como o Protestantismo pode ser um retorno às origens da fé, se a Igreja Primitiva cria que só poderia ser pastor da Igreja de Deus aquele que recebesse este ministério através da ordenação sacerdotal das mãos de um legítimo Bispo, o que é negado pela fé protestante e ensinado pela Igreja Católica?

Resposta:
Retirado do site GotQuestions.org.
O Senhor foi bem claro em Sua Palavra sobre como Ele deseja que Sua igreja na terra seja organizada e administrada. Primeiro, Cristo é o cabeça da igreja e sua suprema autoridade (Efésios 1:22, 4:15; Colossenses 1:18). Segundo, a igreja local é para ser autônoma, livre de qualquer autoridade ou controle externos, com o direito de se auto-governar e deve possuir liberdade da interferência de qualquer forma de hierarquia de indivíduos ou organizações (Tito 1:5). Terceiro, a igreja é para ser governada por uma liderança espiritual que consiste de duas ocupações principais – anciãos e diáconos.

"Anciãos" eram um grupo de liderança entre os israelitas desde o tempo dos livros de Moisés (o Pentateuco). Eles fazem decisões políticas (2 Samuel 5:3; 2 Samuel 17:4,15), chegam a dar conselhos ao rei mais tarde na história (1 Reis 20:7) e a representar o povo em relação a assuntos espirituais (Êxodo 7:17:5-6, 24:1,9; Números 11:16,24-25). A tradução grega mais antiga do Velho Testamento (LXX) usava a palavra presbíteros para "ancião". Essa é a mesma palavra grega usada no Novo Testamento que também é traduzida "ancião".

O Novo Testamento se refere várias vezes aos presbíteros que serviam como líderes da igreja (Atos 14:23; 15:2; 20:17; Tito 1:5; Tiago 5:14) e aparentemente cada igreja tinha mais de um, já que a palavra é geralmente encontrada no plural. As únicas exceções se referem a casos onde um presbítero está sendo destacado por algum motivo (1 Timóteo 5:1; 1 Timóteo 5:19). Na igreja de Jerusalém, eles faziam parte da liderança junto com os apóstolos (Atos 15:2-16:4).

Zodhiades, no seu livro The Complete Word Study Dictionary: New Testament, define esse grupo de presbíteros da seguinte forma: "Os anciãos das igrejas Cristãs, presbíteros, a quem foi entregue a direção e governo de igrejas individuais, igualam-se a episkopos, quer dizer, bispos (Atos 11:30; 1 Timóteo 5:17)." Dessa forma, Zodhiates iguala "ancião" a um bispo (como episkopos é traduzido). Ele vê o termo "ancião" como se referindo à dignidade do cargo, enquanto bispo denota sua autoridade e deveres (1 Pedro 2:25; 5:1,2,4). Ele destaca que em Filipenses 1:1, Paulo cumprimenta os bispos e diáconos mas não menciona os presbíteros (porque os presbíteros eram a mesma coisa de bispos). Da mesma forma, 1 Timóteo 3:2,8 descreve as qualificações de bispos e diáconos, mas não as de presbíteros pelo mesmo motivo. Tito 1:5 e 1:7 aparenta unir esses dois termos também.

A palavra "pastor" (poimen), em referência ao líder humano de uma igreja, é encontrada apenas uma vez no Novo Testamento, em Efésios 4:11: "E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres". Muitos associam os dois termos "pastores e mestres" como se referindo a indivíduos que têm as duas características. Zodhiates, em sua definição de poimen, afirma que o termo "pastor" se refere ao "guia espiritual de uma certa igreja".

Há duas passagens que ligam os três termos e aparentam indicar que os três termos se referem ao mesmo cargo. Como indicado acima, diáconos são um grupo separado de servos da igreja e têm uma lista de qualificações que é bem parecida à lista dos bispos (1 Timóteo 3:8-13). Eles ajudam a igreja conforme necessário, como vemos em Atos 6.

De acordo com as passagens acima, aparenta ser o caso que sempre existia uma pluralidade de presbíteros, mas isso não nega o fato de que Deus pode escolher dar a certos presbíteros o dom de ensinar enquanto que a outros o dom de administração, etc. (Romanos 12:3-8; Efésios 4:11); nem nega a Sua chamada desses homens ao ministério no qual eles vão usar esses dons (Atos 13:1). Dessa forma, um ancião pode surgir como o "pastor", enquanto que algum outro pode fazer a maioria das visitas aos membros por ter o dom de compaixão, e algum outro pode "reinar" no sentido de cuidar de detalhes de organização, etc. Muitas igrejas que são organizadas com uma comissão de pastor e diáconos executam as funções de uma pluralidade de presbíteros por compartilharem a carga do ministério (com os diáconos ensinando escola dominical, etc.) e por trabalharem juntos no processo de fazer decisões. Na Bíblia você também vai ver que tinha muita participação da congregação nas decisões. Portanto, um líder "ditador" que faz todas as decisões (quer seja chamado presbítero, bispo ou pastor) não é bíblico (Atos 1:23, 26; 6:3, 5; 15:22, 30; 2 Coríntios 8:19). Da mesma forma que uma igreja governada por sua congregação e que não considera a participação dos presbíteros e líderes também não é bíblico.

Em resumo, a Bíblia ensina um tipo de liderança que consiste de uma pluralidade de presbíteros com um grupo de diáconos que servem como servos da igreja. Mas não é contrário a essa pluralidade de presbíteros ter um deles assumir o papel principal de "pastor". Deus chama alguns de pastores / doutores (até mesmo quando Ele chamou alguns para ser missionários em Atos 13) e os entrega como presentes à igreja (Efésios 4:11). Portanto, uma igreja pode ter muitos presbíteros, mas nem todos os presbíteros são chamados para servir a função de pastor. No entanto, como parte do grupo de presbíteros, o pastor ou "presbítero que ensina" não tem mais autoridade no processo de fazer decisões do que qualquer outro presbítero.

Leia também:
[Defesa da Fé] Analisando os comentários católicos (Parte 3).


11a Questão:
Como o Protestantismo pode ser um retorno às origens da fé, se a Igreja Primitiva cria que o perdão dos pecados só poderia ser obtido através da confissão a um sacerdote, o que é negado pela fé protestante e ensinado pela Igreja Católica?

Resposta:
Veja o estudo Temos o Poder de Perdoar os Pecados?;

Segundo o site GotQuestions.org, o conceito da confissão dos pecados a um padre não é ensinado em lugar algum das Escrituras. Primeiro, o Novo Testamento não ensina que deve haver sacerdotes na Nova Aliança. Ao invés disso, o Novo Testamento ensina que todos os crentes são sacerdotes. 1 Pedro 2:5-9 descreve os crentes como "sacerdócio santo" e "sacerdócio real". Apocalipse 1:5 e 5:10 descrevem os crentes como "reino e sacerdotes". Na Antiga Aliança, os fiéis tinham que se aproximar de Deus através dos sacerdotes. Os sacerdotes eram mediadores entre o povo e Deus. Os sacerdotes ofereciam sacrifícios a Deus em favor das pessoas. Isso não é mais necessário. Por causa do sacrifício de Jesus, nós podemos agora nos aproximar do trono de Deus com confiança (Hebreus 4:16). O partir em dois do véu do templo na morte de Jesus foi o simbolismo de que o muro entre Deus e a humanidade havia sido destruído. Nós podemos nos aproximar de Deus diretamente, nós mesmos, sem o uso de um mediador humano. Por quê? Porque Jesus Cristo é o nosso sumo sacerdote (Hebreus 4:14-15;10:21), e o único mediador entre nós e Deus (1 Timóteo 2:15). O Novo Testamento ensina que deve haver anciãos (1 Timóteo 2:15), diáconos (1 Timóteo 3), bispos (Tito 1:6-9) e pastores (Efésios 4:11) – mas não sacerdotes.

Quanto à confissão dos pecados, os crentes são ensinados em 1 João 1:9 a confessar os seus pecados a Deus. Deus é fiel e justo para perdoar os nossos pecados quando os confessamos a Ele. Tiago 5:16 fala da confissão das nossas transgressões "uns aos outros", mas não é o mesmo que confessar os pecados a um padre como a Igreja Católica Romana ensina. Sacerdotes/líderes da igreja não são mencionados em parte alguma no contexto de Tiago 5:16. Além disso, Tiago 5:16 não relaciona o perdão dos pecados à confissão dos pecados "uns aos outros".

A Igreja Católica Romana baseia as suas práticas de confissão a um padre primariamente na tradição católica. Os católicos indicam João 20:23: "Se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos." Com base neste versículo, os católicos afirmam que Deus deu aos apóstolos a autoridade para perdoar pecados, e que esta autoridade foi passada adiante para os sucessores dos apóstolos, como, por exemplo, os bispos e padres da Igreja Católica Romana. Há diversos problemas com essa interpretação. (1) João 20:23 em lugar algum menciona a confissão dos pecados. (2) João 20:23 em lugar algum promete, ou mesmo sugere, que a autoridade para perdoar pecados seria passada aos sucessores dos apóstolos. A promessa de Jesus foi direcionada e especificamente dirigida aos apóstolos. (3) O Novo Testamento em lugar algum menciona que os apóstolos sequer teriam sucessores para a sua autoridade apostólica. Da mesma forma, os católicos indicam Mateus 16:19 e 18:18 (ligar e desligar) como evidência para a autoridade da Igreja Católica para perdoar pecados. Os mesmos três pontos acima se aplicam a essas Escrituras.

Mais uma vez, o conceito da confissão dos pecados a um padre não é ensinado em lugar algum nas Escrituras. Nós devemos confessar nossos pecados a Deus (1 João 1:9). Como crentes da Nova Aliança, nós não precisamos de mediadores entre nós e Deus. Nós podemos nos achegar a Deus diretamente por causa do sacrifício de Jesus por nós. 1 Timóteo 2:5: "Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem."


12a Questão:
Como o Protestantismo pode ser um retorno às origens da fé, se a Igreja Primitiva cria que a Virgem Maria foi concebida sem pecado (Imaculada Conceição), o que é negado pela fé protestante e ensinado pela Igreja Católica?

Resposta:
Segundo o site GotQuestions.org, muitas pessoas erroneamente crêem que a imaculada conceição se refere à conceição de Jesus Cristo. A conceição de Jesus foi asseguradamente imaculada... mas esta conceição não se refere a Jesus. A imaculada conceição é a doutrina da Igreja Católica Romana em relação a Maria, mãe de Jesus. Uma declaração oficial da doutrina diz: "... a abençoada Virgem Maria é, desde o primeiro instante de sua conceição, por uma singular graça e privilégio do Deus Todo Poderoso, em vista dos méritos de Jesus Cristo o Salvador da Humanidade, preservada livre de toda a mácula do pecado original." Essencialmente, a imaculada conceição é a crença de que Maria foi protegida do pecado original, que Maria não teve uma natureza pecaminosa e foi, de fato, sem pecado.

O problema com a doutrina da imaculada conceição é que ela não é ensinada na Bíblia. A Bíblia em nenhum lugar descreve Maria como nada a não ser uma mulher comum a quem Deus escolheu para ser a mãe do Senhor Jesus Cristo. Maria foi sem dúvida uma mulher piedosa (Lucas 1:28). Maria foi certamente uma esposa e mãe maravilhosa. Jesus certamente amava e estimava Sua mãe (João 19:27). A Bíblia não nos dá qualquer razão para acreditar que Maria não tinha pecado. Na verdade, a Bíblia nos dá todos os motivos para acreditar que Jesus Cristo é a única Pessoa que não estava "infectada" pelo pecado e nunca cometeu pecado (Eclesiastes 7:20; Romanos 3:23; II Coríntios 5:21; I Pedro 2:22; I João 3:5).

A doutrina da imaculada conceição se originou da confusão sobre como Jesus Cristo poderia ter nascido sem pecado se Ele foi concebido dentro de uma mulher pecadora. A idéia era de que Jesus teria herdado a natureza pecaminosa de Maria se ela tivesse sido pecadora. Em contraste com a imaculada conceição a solução bíblica a este problema é compreender que o próprio Jesus foi miraculosamente protegido de ser poluído pelo pecado enquanto estava dentro do útero de Maria. Se Deus foi capaz de proteger Maria do pecado, não seria Ele capaz de proteger Jesus do pecado? Por esta razão, não é necessário ou bíblico que Maria seja livre de pecado.

A Igreja Católica Romana coloca que a imaculada conceição é necessária porque sem ela, Jesus teria sido objeto de Sua própria graça. A idéia é esta: para que Jesus tivesse sido miraculosamente preservado do pecado, o que seria em si um ato de graça, significaria que Deus estaria essencialmente "derramando graça sobre Si mesmo". A palavra graça significa "favor imerecido". Graça é dar a alguém algo que ele não merece. Deus, fazendo o milagre de preservar Jesus do pecado não é "graça". De nenhuma forma Jesus poderia possivelmente ser infectado pelo pecado. Ele era perfeito e humanidade sem pecado, juntamente com divindade sem pecado. Deus não pode ser infectado ou afetado pelo pecado, por ser perfeitamente santo. A mesma verdade é aplicada a Jesus. Não foi necessária "graça" para proteger Jesus de pecado. Sendo Deus encarnado, Jesus foi, em sua essência, "imune" ao pecado.

Portanto, a doutrina da imaculada conceição não é bíblica e tampouco necessária. Jesus foi miraculosamente concebido dentro de Maria, que era, naquela altura, virgem. Este é o conceito bíblico do nascimento de uma virgem. A Bíblia nem ao menos insinua que houvesse qualquer coisa significante a respeito da conceição de Maria. Se examinarmos esta conceição de forma lógica, a mãe de Maria também deveria ter sido miraculosamente concebida. Como Maria poderia ter sido concebida sem pecado se sua mãe era pecadora? O mesmo deveria ser dito da avó de Maria, sua bisavó, e assim por diante. Portanto, concluindo, a imaculada conceição não é um ensinamento bíblico. A Bíblia ensina a miraculosa conceição de Jesus Cristo em uma virgem, não a imaculada conceição de Maria.

Segundo o CACP.org.br, ao falar nesses termos de bendita virgem, não queremos dizer que a escolhida por Deus não fosse a melhor e mais pura entre as mulheres. Porém, não era imaculada, pois ela mesma declara levar como todos nós, a marca do pecado quando invoca a Deus, chamando-lhe "Meu Salvador". Por que chamou assim a Deus? Por que ela, do mesmo modo que todos os homens, necessitou se salvar e obter a vida eterna através do arrependimento e fé.

A Bíblia é igualmente clara em mostrar a doutrina da universidade do pecado: "Certamente em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu a minha mãe" (Salmos 51.5); "Não há homem justo sobre a terra, que faça o bem e nunca peque" (Eclesiastes 7.20); "Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3.23). Nessas passagens não se indica a exceção de Maria; ela como descendente de Adão, participou não só das conseqüências da queda, senão também do pecado; "Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram... assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens" (Romanos 5.12-18).


13a Questão
Como o Protestantismo pode ser um retorno às origens da fé, se a Igreja Primitiva honrava Santa Maria como a Mãe de Deus, o que é negado pela fé protestante e ensinado pela Igreja Católica?

Resposta:
A visão que a Igreja Romana tem sobre a Igreja Primitiva e a V. Maria não é compatível com as Sagradas Escrituras. Pois se olharmos no Evangelho de S. Lucas capítulo 1, quando Maria recebe a notícia que será a mãe do Messias, ela se pronunciou como necessitada de um salvador: "A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador" (vs 46-47). No Evangelho de S. Mateus capítulo 2, quando os magos visitaram a família do menino Jesus recém-nascido. Eles prestaram culto somente ao menino Jesus e não a Maria. Em Atos 1.14 se encontra a última referência bíblica sobre Maria. Fora isso, nada mais se lê no livro de Atos dos Apóstolos sobre Maria, assim como em todo o restante do Novo Testamento.

Uma outra coisa que gostaríamos de mencionar a respeito da V. Maria no Ministério do Senhor Jesus Cristo que deu início ao Cristianismo, são três fatos importantes. O primeiro se encontra no Ev. de S. Lucas 2.48-29: "E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos. E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?".

O segundo fato a respeito da V. Maria se encontra no Ev. de S. João 2.3-4: "E, faltando vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora".

O terceiro e último fato se encontra no Ev. de S. Lucas 11.27-28: "E aconteceu que, dizendo ele estas coisas, uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste. Mas ele disse: Antes bem aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam".

Enfim, o próprio Fundador da Igreja menciona que existe mais bem-aventurança em ouvir a Palavra de Deus e guardá-la do que ter sido filho de Maria.


14a Questão:
Como o Protestantismo pode ser um retorno às origens da fé, se a Igreja Primitiva cria que o matrimônio era indissolúvel e orientado à geração de filhos, o que é negado pela fé protestante e ensinado pela Igreja Católica?

Resposta:
Retirado do site GotQuestions.org.
Em primeiro lugar, independentemente do ponto de vista que se tem a respeito do divórcio, é importante lembrar as palavras da Bíblia em Malaquias 2:16a: "Pois eu detesto o divórcio, diz o Senhor Deus de Israel." De acordo com a Bíblia, o plano de Deus é que o casamento seja um compromisso para toda a vida. "Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mateus 19:6). Entretanto, Deus bem sabe que o casamento envolve dois seres humanos pecadores, e por isto o divórcio vai ocorrer. No Antigo Testamento, Ele estabeleceu algumas leis com o objetivo de proteger os direitos dos divorciados, em particular das mulheres (Deuteronômio 24:1-4). Jesus mostrou que estas leis foram dadas por causa da dureza do coração das pessoas, não por desejo de Deus (Mateus 19:8).

A polêmica a respeito do divórcio e do segundo casamento, se são ou não permitidos de acordo com a Bíblia, gira basicamente em torno das palavras de Jesus em Mateus 5:32 e 19:9. A frase "a não ser por causa de infidelidade" é a única coisa nas Escrituras que possivelmente dá a permissão de Deus para o divórcio e segundo casamento. Muitos intérpretes compreendem esta "cláusula de exceção" como se referindo à "infidelidade matrimonial" durante o período de "compromisso pré-nupcial". Segundo o costume judeu, um homem e uma mulher eram considerados casados mesmo durante o período em que estavam ainda "prometidos" um ao outro. A imoralidade durante este período em que estavam "prometidos" seria a única razão válida para um divórcio.

Entretanto, a palavra grega traduzida "infidelidade conjugal" é uma palavra que pode significar qualquer forma de imoralidade sexual. Pode significar fornicação, prostituição, adultério, etc. Jesus está possivelmente dizendo que o divórcio é permitido se é cometida imoralidade sexual. As relações sexuais são uma parte muito importante do laço matrimonial: "e serão dois uma só carne" (Gênesis 2:24; Mateus 19:5; Efésios 5:31). Por este motivo, uma quebra neste laço por relações sexuais fora do casamento pode ser razão para que seja permitido o divórcio. Se assim for, Jesus também tem em mente o segundo casamento nesta passagem. A expressão "e casar com outra" (Mateus 19:9) indica que o divórcio e o segundo casamento são permitidos se ocorrer a cláusula de exceção, qualquer que seja sua interpretação. É importante notar que somente a parte inocente tem a permissão de se casar uma segunda vez. Apesar disto não estar claramente colocado no texto, a permissão para o segundo casamento após um divórcio é demonstração da misericórdia de Deus para com aquele que sofreu com o pecado do outro, não para com aquele que cometeu a imoralidade sexual. Pode haver casos onde a "parte culpada" tem a permissão de se casar mais uma vez, mas tal conceito não é ensinado neste texto.

Alguns compreendem I Coríntios 7:15 como uma outra "exceção", permitindo o segundo casamento se um cônjuge não crente se divorciar do crente. Entretanto, o contexto não menciona o segundo casamento, mas apenas diz que um crente não está amarrado a um casamento se um cônjuge não crente quiser partir. Outros afirmam que o abuso matrimonial e infantil são razões válidas para o divórcio, mesmo que não estejam listadas como tal na Bíblia. Mesmo sendo este o caso, não é sábio fazer suposições com a Palavra de Deus.

Às vezes, perdido no meio deste debate a respeito da cláusula de exceção, está o fato de que qualquer que seja o significado da "infidelidade conjugal", esta é uma permissão para o divórcio, não um requisito para ele. Mesmo quando se comete adultério, um casal pode, através da graça de Deus, aprender a perdoar e começar a reconstruir o casamento. Deus nos perdoou de tão mais. Certamente podemos seguir Seu exemplo e perdoar até mesmo o pecado do adultério (Efésios 4:32). Entretanto, em muitos casos, o cônjuge não se arrepende e nem se corrige, e continua na imoralidade sexual. É aí que Mateus 19:9 pode possivelmente ser aplicado. Muitos também se apressam a fazer um segundo casamento depois de um divórcio, quando Deus pode estar querendo que continuem solteiros. Deus às vezes chama alguém para ser solteiro a fim de que sua atenção não seja dividida (I Coríntios 7:32-35). O segundo casamento após um divórcio pode ser uma opção em alguns casos, mas não significa que seja a única opção.

Causa perturbação que o índice de divórcio entre os que se declaram cristãos seja quase tão alto quanto no mundo não crente. A Bíblia deixa muitíssimo claro que Deus odeia o divórcio (Malaquias 2:16) e que a reconciliação e perdão deveriam ser atributos presentes na vida de um crente (Lucas 11:4; Efésios 4:32). Entretanto, Deus reconhece que divórcios poderão ocorrer, mesmo entre Seus filhos. Um crente divorciado e/ou que tenha se casado novamente não deve se sentir menos amado por Deus, mesmo que seu divórcio e/ou segundo casamento não esteja sob a possível cláusula de exceção de Mateus 19:9. Freqüentemente Deus usa até a desobediência pecaminosa dos cristãos para executar um bem maior.


15a Questão:
Como o Protestantismo pode ser um retorno às origens da fé, se a Igreja Primitiva cria que o dia para a adoração do Senhor era o domingo, o que é negado pelos adventistas e ensinado pela Igreja Católica?

Resposta:
Retirado do site GotQuestions.org.
Freqüentemente se diz que "Deus instituiu o Sabbath no Éden" por causa de sua conexão com a criação em Êxodo 20:11. Apesar do descanso de Deus no sétimo dia (Gênesis 2:3) ter sugerido uma futura lei do Sabbath, não há registro bíblico do Sabbath antes dos filhos de Israel terem deixado a terra do Egito. Em nenhum lugar das Escrituras há qualquer indício de que guardar o Sabbath tenha sido praticado de Adão a Moisés.

A Palavra de Deus deixa muito claro que guardar o Sabbath era um sinal especial entre Deus e Israel: "E subiu Moisés a Deus, e o Senhor o chamou do monte, dizendo: Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel: Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim; Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha" (Êxodo 19:3-5).

"Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua. Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou, e restaurou-se" (Êxodo 31:16-17).

Em Deuteronômio 5, Moisés reafirma os dez mandamentos à próxima geração de israelitas. Aqui, após ordenar que se guardasse o Sabbath nos versos 12-14, Moisés dá a razão por que o Sabbath foi dado à nação de Israel: "Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; por isso o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado" (Deuteronômio 5:15).

Repare na expressão "por isso". A intenção de Deus em dar o Sabbath a Israel não foi que se lembrassem da criação, mas que se lembrassem de sua escravidão egípcia e o livramento do Senhor. Observe os requisitos para se guardar o Sabbath: A pessoa sob a lei do Sabbath não poderia deixar sua casa no Sabbath (Êxodo 16:29), não poderia acender fogo (Êxodo 35:3) e não poderia fazer ninguém trabalhar (Deuteronômio 5:14). A pessoa que quebrasse a lei do Sabbath seria colocada à morte (Êxodo 31:15; Números 15:32-35).

Um exame das passagens do Novo Testamento nos mostra quatro pontos importantes:
1) Sempre que Cristo aparece em Sua forma ressuscitada (e o dia é mencionado), sempre é o primeiro dia da semana (Mateus 28:1, 9, 10; Marcos 16:9; Lucas 24:1, 13, 15; João 20:19, 26).

2) A única vez em que é mencionado o Sabbath, desde Atos até Apocalipse, isto é feito para fins evangelísticos aos judeus e sempre no contexto da sinagoga (Atos capítulos 13-18). Paulo escreveu: "E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei" (I Coríntios 9:20). Paulo não foi à sinagoga para ter comunhão com os santos ou edificá-los, mas para convencer os perdidos e salvá-los.

3) Desde o momento em que Paulo afirma "e desde agora parto para os gentios" (Atos 18:6), o Sabbath não mais é mencionado.

4) Ao invés de sugerir que se observe o Sabbath, o restante do Novo Testamento sugere o oposto (incluindo a única exceção, no ponto 3 acima, encontrada em Colossenses 2:16).

Olhando mais de perto o ponto 4 acima, este revela que não há obrigação para o crente do Novo Testamento de guardar o Sabbath, e mostra também que a idéia de um domingo ("Sabbath cristão") também não se encontra nas Escrituras. Como discutido acima, apenas uma vez o Sabbath é mencionado depois que Paulo objetiva os Gentios: "Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo" (Colossenses 2:16-17). O Sábado Judeu (Sabbath) foi abolido na cruz onde Cristo riscou "o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz" (Colossenses 2:14).

Esta idéia é repetida mais de uma vez no Novo Testamento: "Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz" (Romanos 14:5-6a). "Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos" (Gálatas 4:9-10).

Alguns afirmam, entretanto, que um mandato de Constantino em 321 d.C. "mudou" o Sabbath de sábado para domingo. Em que dia a igreja primitiva se reunia para adoração? As Escrituras nunca mencionam o Sabbath (sábado) como dia de reuniões pelos crentes para comunhão ou adoração. Entretanto, há passagens claras que mencionam o primeiro dia da semana. Por exemplo, Atos 20:7 afirma: "E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão." Em I Coríntios 16:2 Paulo exorta aos crentes coríntios: "No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade." Uma vez que Paulo designa esta oferta como "serviço" em II Coríntios 9:12, esta coleta deve ter sido ligada com a adoração do culto de domingo da assembléia cristã. Historicamente, domingo, não sábado, era o dia normal de encontros dos cristãos na igreja, e sua prática vem desde o primeiro século.

O Sabbath foi estabelecido para Israel, não para a igreja. O Sabbath ainda é sábado, não domingo, e nunca foi mudado. Mas o Sabbath é parte da Lei do Velho Testamento, e os cristãos são livres da servidão da Lei (Gálatas 4:1-26; Romanos 6:14). Guardar o Sabbath não é algo cobrado dos cristãos, seja um sábado ou domingo. O primeiro dia da semana, domingo, o Dia do Senhor (Apocalipse 1:10) celebra a Nova Criação, com Cristo como nossa Cabeça ressuscitada. Não somos obrigados a seguir o Sabbath de Moisés - descansando, mas somos agora livres para seguir o Cristo ressuscitado – servindo. O Apóstolo Paulo disse que cada cristão deveria decidir se observa ou não o descanso do Sabbath: "Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente" (Romanos 14:5).

Devemos adorar a Deus todos os dias, não somente no sábado ou domingo.


16a Questão:
Como o Protestantismo pode ser um retorno às origens da fé, se a Igreja Primitiva cria que os livros deuterocanônicos (I e II Macabeus, Judite, Tobias, Eclesiástico Sabedoria de Sirácida) eram canônicos, o que é negado pela fé protestante e ensinado pela Igreja Católica?

Resposta:
[Estudos] Apócrifos ou Deuterocanônicos?


17a Questão:
Como o Protestantismo pode ser um retorno às origens da fé, se a Igreja Primitiva cria que a Igreja de Cristo se perpetua na terra através da sucessão dos apóstolos, o que é negado pela fé protestante e ensinado pela Igreja Católcia?

Resposta:
Veja a resposta da 9a Questão.


18a Questão:
Enfim, como o Protestantismo pode ser um retorno às origens da fé, se a Igreja Primitiva cria que a Igreja de Cristo não era invisível, mas visível, e que se chama Igreja Católica, o que é negado pela fé protestante e ensinado pela Igreja Católica?

Resposta:
Veja a resposta da 8a Questão.


Aos queridos leitores,
Deus os abençoe!


Seja bendito o Nome do Senhor desde agora e para sempre amém.
Marcell de Oliveira
Webmaster Protestante Online





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Essa frase – o título do artigo – foi dita por um fiel católico em um debate entre evangélicos e católicos que estava ocorrendo em uma comunidade de um site de relacionamentos, o Orkut. Essa frase escrita não foi uma simples opinião pessoal. É uma doutrina que a Igreja Católica Romana carrega durante séculos.


ESTUDOS - Resumo: Igreja Medieval
Neste resumo, você vai conhecer as características da Igreja Medieval e seu papel durante a Idade Média. Vai aprender sobre a hierarquia e a organização política dos mosteiros medievais.


ESTUDOS - A Reforma Protestante: Perguntas e Respostas
Alderi Souza de Matos
1. Qual a importância da Reforma?
A Reforma Protestante foi importante para o cristianismo porque chamou a atenção para verdades (doutrinas) e práticas bíblicas que haviam sido esquecidas ou distorcidas pela Igreja Medieval. Não foi um movimento inovador, mas restaurador das convicções e ênfases do cristianismo original. Algumas de suas principais contribuições foram: retorno às Escrituras; a centralidade de Cristo; a salvação vista como dádiva da graça de Deus, a ser recebida por meio da fé; a Igreja não é a instituição ou a hierarquia, mas o povo de Deus – cada cristão é um sacerdote.


ESTUDOS - A Teologia e a Vida Espiritual na Baixa Idade Média
A baixa Idade Média em geral é descrita sobretudo sob o aspecto do declínio, da desintegração e da decadência, uma interpretação que se reflete no título de um estudo clássico desse período, The Waning of the Middle Ages [O Declínio da Idade Média], de Johan Huizinga. Época de adversidade e instabilidade, os séculos XIV e XV tornaram-se terra de ninguém entre a síntese medieval do século XIII, com suas catedrais góticas e sumas escolásticas, e os grandes movimentos reformadores do século XVI.


ESTUDOS - A Validade Permanente da Teologia Reformada
No capítulo introdutório deste livro, referimo-nos ao debate entre os historiadores sobre a questão de a Reforma ter sido primordialmente medieval ou moderna em seu impuslo e perspectiva básicos. Muitas vezes, aqueles que defendem a segunda hipótese - que a Reforma assinalou o despertar de uma nova era - fazem-no com uma sensação de júbilo por ter sido libertados das algemas da superstição e do dogmatismo, os quais pensa-se que caracterizaram a chamada "Idade das Trevas". Adolf von Harnack, grande historiador da igreja, acreditava que a história total do dogma cristão havia culminado e sido transcendida na teologia de Lutero: Lutero foi o fim do dogma, da mesma forma que Cristo foi o término da lei! Entretanto, qualquer tentativa de avaliar a importância da teologia da Reforma para a igreja de hoje deve reconhecer a absoluta impossibilidade de tal visão. Contra a ostentação de Erasmo de que ele não se deleitava com asserções, Lutero respondia que as asserções, que ele definiu como uma constante devoção, afirmação, confissão, sustentação e perseverança, pertenciam à própria essência do cristianismo. "Devem-se desfrutar as asserções, ou então não ser um cristão." Apesar de todas as suas críticas das doutrinas oficiais do catolicismo medieval, os reformadores viam-se numa ligação báscia com os dogmas fundamentais da igreja primitiva.


ESTUDOS - Qual a Diferença Entre Católicos e Protestantes?
Há várias diferenças importantes entre católicos e protestantes. Apesar das tentativas, através dos últimos anos, de se achar coisas em comum entre os dois grupos, o fato é que as diferenças continuam existindo, e elas são tão importantes hoje como foram no começo da Reforma Protestante. Segue-se um rápido resumo de algumas das mais importantes diferenças:


ESTUDOS - A Igreja do Novo Testamento (Parte 1): Introdução; Origem e Desenvolvimento da Igreja
Uma área da teologia cristã freqüentemente desprezada ou tomada por certa é a doutrina da Igreja. Tal descuido deve-se, em parte, à suposição comum de que algumas áreas do estudo teológico são mais essenciais para a salvação e a vida cristã, como por exemplo as doutrinas de Cristo e da salvação, ao passo que outras tão realmente mais emocionantes, como as manifestações do Espírito Santo ou a doutrina das últimas coisas. A Igreja, por outro lado, é assunto que muitos cristãos consideram conhecido. Afinal de contas, tem sido parte regular de sua vida. Que proveito haveria no estudo extensivo de algo tão comum e rotineiro na experiência da maioria dos crentes? A resposta, logicamente, é: bastante.


ESTUDOS - Como Era o Pano de Fundo Político e Filosófico da Renascença, de onde brotou a Reforma Protestante?
Meu caro leitor, no pano de fundo do pensamento renascentista se destacam algumas figuras de vulto, começando com Nicolau de Cusa e terminando com Giordano Bruno. É uma nova concepção filosófica do mundo e da vida, ainda não bem claramente esboçada, de que seus próprios autores, às vezes, não tem clara consciência. É uma época de transição, em que novo e velho se entretecem mutuamente. A maior conquista do pensamento da Renascença está na história humana e na ciência natural. Daí derivam, em seguida, a ciência política e a técnica científica, que tiveram o seu grande início. É o fruto do vivo interesse e da penetrante observação da experiência e do concretismo, quase desconhecidos do pensamento clássico e medieval.


DEFESA DA FÉ CRISTÃ - Testemunhas de Jeová e Mórmons São Protestantes?
Graça e Paz do Senhor Jesus Cristo
Em vários debates teológicos que envolve o povo protestante, principalmente Católicos x Protestantes, os não-protestantes de vez em quando nos atacam mostrando heresias dos Testemunhas de Jeová e dos Mórmons. Então, TJ's e Mórmons são ou não são protestantes?


DEFESA DA FÉ CRISTÃ - O Nazismo Provém do Protestantismo?
Prezados
Graça e Paz do Senhor e Salvador Jesus Cristo
Bendito seja Deus, o Senhor de Nossas vidas
A Razão do Nosso Viver
Interessante saber um pouco mais a respeito do anti-semitismo de Martinho Lutero que influenciou Adolf Hitler a exterminar os judeus em massa na 2a Guerra Mundial. É através desse fato que apologistas católicos tentam ocultar os milhares de judeus mortos pela Santa Inquisição defendendo que foi o Protestantismo que deu início ao anti-semitismo ou o nazismo de Hitler.


DEFESA DA FÉ CRISTÃ - Respostas às "Vinte Razões Por Que Não Sou Protestante"
Circula pela internet, um artigo de apologética, sob o título "Vinte razões por que não sou protestante". A pedido de um irmão da Fé Reformada, elaboramos a devida refutação a cada uma das questões levantadas. Vejamos:


CINCO SOLAS - Sola Scriptura e os Pais da Igreja
A Reforma do século dezesseis foi responsável por restaurar à Igreja o princípio de Sola Scriptura, um princípio que havia operado dentro da Igreja Cristã a partir do início da era pós-apostólica. Primeiro, os apóstolos de Jesus Cristo ensinaram oralmente; entretanto, com o findar da era apostólica, toda revelação especial que Deus tencionou preservar ao homem foi reunida por escrito, nas Escrituras. Sola Scriptura é, pois, o ensino, baseado na própria Escritura, de que há somente uma revelação especial de Deus que o homem possui hoje - a.s, A Bíblia. Logo, as Escrituras devem ser materialmente suficientes e ser, por sua própria natureza (i.e., por serem inspiradas por Deus), a autoridade final para a Igreja. Isto também implica dizer que não há porção da revelação que tenha sido preservada na forma de tradição oral, independente da Palavra escrita. Não possuímos qualquer ensino de um Apóstolo atualmente - fora das Escrituras. Somente as Escrituras, então, registram para nós o ensino apostólico e a revelação final de Deus.


COLUNISTA HUDSON LEBOURG - Conversando com Uma Católica
Olá!
Peço licença a vocês para fazer algumas considerações. Sou Católica Apostólica Romana e desejo esclarecer alguns pontos colocados aqui. Farei isso porque, antes de mais nada, somos cristãos, cremos num mesmo Deus, Deus este muito maior que as nossas diferenças (católicos x protestantes). Sem contar que uma grande arma diabólica é a ignorância. Todos nós temos o direito à verdade e devemos buscá-la. Sendo assim, eis algumas das minhas considerações".


COLUNISTA HUDSON LEBOURG - O Protestantismo (Documentário)
"A arte era muito importante nas igrejas, antes da Reforma. Muitas pessoas não sabiam ler. O latim da missa o povo não sabia. Os fiéis iam e se sentavam no santuário. Sem saber exatamente o que ocorria, não participavam ativamente da missa. E a arte que eles podiam observar, lendo as figuras que estavam nos vitrais, nas pinturas e nas estátuas, tornou-se muito importante. Mas para alguns aconteceu de a arte se tornar mais importante do que aquilo que era representado. E isso foi parte da crítica da Reforma. Queriam fugir disto: dos que louvavam mais a obra de arte que o seu tema. Lamentavelmente, foram destruídas muitas peças incríveis na Reforma. Algumas pessoas assumiram a posição de que o único meio de cura estava na destruição de toda a arte. E isso foi muito triste." (Katheryn Kimball, Curadora - O Cenáculo Capela e Museu).


ESTUDOS - A Reforma Protestante e Suas Principais Causas
Não há como negar a influência da Reforma Protestante em nosso século. Qualquer livro de História que aborde o tema: "Baixa Idade Média e início da Idade Moderna", tem, obrigatoriamente, a necessidade de discorrer sobre um dos principais marcos dessa época: a Reforma Protestante, liderada pelo monge agostiniano Martinho Lutero. Embora seja extremamente velho (quase 500 anos), trata-se, porém, de um tema ainda vivo e em debate hoje em dia. A interpretação que os historiadores dão à História influencia a explicação das causas da Reforma Protestante. A ênfase sobre um ou outro fator histórico depende da escola de interpretação. Vejamos o que nos informa o historiador Earle E. Cairns:

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