Analisando os Comentários Católicos (Parte 6)
Prezados(as)
Graça e Paz do Senhor e Salvador Jesus Cristo
Bendito seja Deus, o Senhor de Nossas vidas
A Razão do Nosso Viver

Queridos,
diante de vários emails que recebo por parte dos fiéis católicos, eu sempre destaco uma questão que é muito levantado por eles e faço um artigo em resposta a essa questão. Dessa vez é a respeito da Inquisição Protestante. Resumindo os argumentos realizados, montei a seguinte pergunta abaixo.

9) Por que os protestantes falam tanto da Santa Inquisição mas ocultam as inquisições protestantes?
Podemos começar respondendo a esta pergunta com Apóstolo S. Pedro ferindo com espada a orelha de um servo do sumo sacerdote no momento em que o Senhor Jesus Cristo seria preso (Ev. S. Mateus 14; S. Marcos 14; S. Lucas 22; S. João 18).

Entretanto, o apóstolo não seguiu nenhuma ordem por parte dos apóstolos ou do Senhor Jesus Cristo para cometer tal atrocidade. No momento, em meio ao trama, o apóstolo se sentiu obrigado a defender o Senhor Jesus Cristo. A propósito, Cristo comia com os pecadores, não os ameaçava à fogueira (Ev. S. Lucas 5).

Voltando agora para as inquisições religiosas, de maneira alguma negamos ou ocultamos as inquisições protestantes. O teólogo Miguel Servet foi condenado pelos católicos e pelos protestantes, porém foi queimado na fogueira por ordem do Conselho de Genebra, presidido por João Calvino. O luterano Benedict Carpzov foi responsável pela morte de aproximadamente 20 mil bruxas, apoiando-se na lei do Antigo Testamento. Carpzov, para condenar a morte, usava os seguintes trechos bíblicos: Lv. 19:31; 20:6,27; Dt. 12:1-5 e citava de preferência o livro de Êxodo 22:18.

Se havia inquisições protestantes, então por que nós, protestantes, apontamos por várias vezes as inquisições católicas nos debates? A resposta é bem clara. Os fiéis católicos declaram ser a Igreja Romana santa, imaculada e sem mancha do pecado. Enquanto os protestantes se declaram famintos pela Palavra de Deus. Então, a nossa conduta de fé é baseada na Palavra e, em nenhum momento, nos declaramos santo, imaculado ou sem mancha do pecado. Os assassinatos e corrupções praticadas pela Igreja Romana não eram pecados? Eram obras santas?

Querido leitor católico, saiba que no Juízo Final Deus julgará as obras do Judaísmo, do Islamismo, do Budismo, do Satanismo, do Ateísmo, do Protestantismo, do CATOLICISMO... Enfim, julgará todos nós. O Apóstolo São Paulo nos diz em sua Epístola aos Romanos capítulo 14 que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus (vs. 12).

Nos primeiros capítulos do livro de Apocalipse podemos analisar o seguinte:
Ao anjo da Igreja que está em Éfeso - "Conheço as tuas obras", diz o Senhor (Ap. 2:2).

Ao anjo da Igreja que está em Esmirna - "Conheço as tuas obras", diz o Senhor (Ap. 2:9).

Ao anjo da Igreja que está em Pérgamo - "Conheço as tuas obras", diz o Senhor (Ap. 2:13).

Ao anjo da Igreja que está em Tiatira - "Conheço as tuas obras", diz o Senhor (Ap. 2:19).

Ao anjo da Igreja que está em Sardes - "Conheço as tuas obras", diz o Senhor (Ap. 3:1).

Ao anjo da Igreja que está em Filadélfia - "Conheço as tuas obras", diz o Senhor (Ap. 3:8).

Ao anjo da Igreja que está em Laodicéia - "Conheço as tuas obras", diz o Senhor (Ap. 3:15)

Da mesma maneira também o Senhor conhece as obras do anjo da Igreja que está em Roma (Catolicismo). Então pode se declarar santa, imaculada, etc. não importa. Deus há de julgar. Não estará imune dos erros.

Esse é o principal motivo de tanto apontarmos a Santa Inquisição (que não teve nada de santo) nos debates religiosos.


Agradeço pela atenção.

Deus te abençoe e te guarde!


Seja bendito o Nome do Senhor desde agora e para sempre, amém.
Marcell de Oliveira
Webmaster Protestante Online




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