Sola Scriptura e os Pais da Igreja
A Reforma do século dezesseis foi responsável por restaurar à Igreja o princípio de Sola Scriptura, um princípio que havia operado dentro da Igreja Cristã a partir do início da era pós-apostólica.

Primeiro, os apóstolos de Jesus Cristo ensinaram oralmente; entretanto, com o findar da era apostólica, toda revelação especial que Deus tencionou preservar ao homem foi reunida por escrito, nas Escrituras. Sola Scriptura é, pois, o ensino, baseado na própria Escritura, de que há somente uma revelação especial de Deus que o homem possui hoje - a.s, A Bíblia.

Logo, as Escrituras devem ser materialmente suficientes e ser, por sua própria natureza (i.e., por serem inspiradas por Deus), a autoridade final para a Igreja. Isto também implica dizer que não há porção da revelação que tenha sido preservada na forma de tradição oral, independente da Palavra escrita. Não possuímos qualquer ensino de um Apóstolo atualmente - fora das Escrituras. Somente as Escrituras, então, registram para nós o ensino apostólico e a revelação final de Deus.


O Concílio de Trento negou a suficiência da Escritura
O Concílio de Trento no décimo sexto século declarou que a revelação especial de Deus não estava contida unicamente nas Escrituras. Foi estabelecido que a revelação especial estava contida em parte na forma escrita, nas Escrituras, e em parte na tradição oral - e que, portanto, as Escrituras não eram materialmente suficientes.

Esta tem sido a visão universal dos teólogos católicos romanos ao longo dos séculos, desde o Concílio de Trento. Entretanto, é interessante observar que mesmo no círculo católico romano existe um debate hodiernamente, entre os teólogos, acerca da verdadeira natureza da Tradição. Não há um claro entendimento acerca do que vem a ser a Tradição no Catolicismo Romano, atualmente. Alguns estão concordes com a definição proposta por Trento enquanto outros a rechaçam.


Os Pais Apostólicos e os Apologistas sustentaram Sola Scriptura
A visão promovida pelo Concílio de Trento contradizia a crença e a prática da Igreja Primitiva. A Igreja sustentava o princípio de Sola Scriptura. Ela cria que toda doutrina deveria ser provada a partir da Escritura e que, se alguma prova bíblica não pudesse ser extraída, tal ensino deveria ser rejeitado.

Os Pais da Igreja Primitiva (a exemplo de Inácio, Policarpo, Clemente, Barnabé e também o Didaquê) ensinaram a doutrina cristã e defenderam o Cristianismo contra as heresias. Ao fazerem isto, porém, a única autoridade para a qual apelaram foi a Escritura. Em seus escritos, exalava o espírito do Antigo e Novo Testamentos. O mesmo se diz dos escritos de apologistas como Justino Mártir e Atenágoras. Não há qualquer apelo, em qualquer desses escritos, para a autoridade da Tradição como se esta fosse um separado e independente corpo de revelação.


Irineu e Tertuliano sustentaram Sola Scriptura
É com os escritos de Irineu e Tertuliano, na segunda metade do segundo século, que encontramos, pela primeira vez, o conceito de Tradição Apostólica (uma tradição supostamente herdada pela Igreja a partir dos apóstolos, na forma oral). A palavra "tradição" significava simplesmente ensino. Irineu e Tertuliano enfatizaram que todos os ensinos dos bispos, que eram repassados oralmente, estavam arraigados na Escritura e podiam ser provados a partir dela.

Ambos apresentam o real conteúdo doutrinário da Tradição Apostólica que era oralmente pregada nas igrejas. A partir disto, pode-se ver nitidamente que toda a sua doutrina derivava da Sagrada Escritura. Não havia doutrina à qual eles se referiam como sendo Tradição apostólica que não pudesse ser encontrada na Escritura.

Em outras palavras, a Tradição apostólica, tal como definida por Irineu e Tertuliano, era simplesmente o ensino da Escritura. Foi Irineu quem declarou que, embora os Apóstolos tenham inicialmente pregado oralmente, o ensino deles foi posteriormente posto por escrito (nas Escrituras), e que as Escrituras haviam se tornado desde aquele tempo o pilar e o fundamento da fé da Igreja. Sua exata declaração é a seguinte:

"De nada mais temos aprendido o plano de nossa salvação, senão daqueles através de quem o evangelho nos chegou, o qual eles pregaram inicialmente em público, e, em tempos mais recentes, pela vontade de Deus, nos foi legado por eles nas Escrituras, para que sejam o fundamento e pilar de nossa fé" [1]

A Tradição, quando em referência à proclamação oral, assim como a pregação ou ensino, foi vista primordialmente como a apresentação oral da verdade escriturística, ou a codificação da verdade bíblica na expressão de credo. Não há apelo nos escritos de Irineu ou Tertuliano a uma tradição, em questões de doutrina, que não seja encontrada na Escritura.

Ao contrário, estes homens tiveram de contender com os Gnósticos, os quais foram os primeiros a asseverar e ensinar que possuíam uma tradição oral apostólica que operava independentemente da Escritura. Irineu e Tertuliano rechaçaram tal noção e apelaram somente para a Escritura na proclamação e defesa da doutrina. A historiadora da Igreja, Ellen Flessman-van Leer confirma este fato:

"Para Tertuliano, a Escritura é o único meio para refutar ou validar uma doutrina quanto ao seu conteúdo... Para Irineu, a doutrina da Igreja certamente nunca é meramente tradicional; ao contrário, a noção de que poderia haver alguma verdade transmitida exclusivamente de viva voz (oralmente) é a linha de pensamento Gnóstica ... Se Irineu quer provar a veracidade de uma doutrina materialmente, ele recorre à Escritura, porquanto, através dela, o ensino dos apóstolos está objetivamente acessível. A prova da tradição e da Escritura serve para um e o mesmo fim: identificar o ensino da Igreja como o ensino apostólico original. O primeiro estabelece que o ensino da Igreja é aquele ensino apostólico, e o segundo, o que este ensino apostólico de fato é". [2]

A Bíblia era a autoridade final para a Igreja Primitiva. Era materialmente suficiente e o árbitro final em todas as matérias de verdade doutrinária, assim como J.N.D.Kelly assinala:

"A mais clara demonstração do prestígio que as Escrituras gozavam é o fato de que quase todos os esforços teológicos dos Pais, quer pretendessem ser polêmicos ou construtivos, foram dirigidos à exposição da Bíblia. Ademais, de todos era bem sabido que, para que qualquer doutrina obtivesse aceitação, primeiramente dever-se-ia estabelecer a sua base escriturística". [3]

Heiko Oberman comenta acerca do relacionamento entre Escritura e Tradição na Igreja Primitiva:

"Para a Igreja Primitiva, a Escritura e a Tradição não eram mutuamente exclusivas em nenhum sentido: kerigma (a mensagem do evangelho), Escritura e Tradição coincidiam completamente. A Igreja pregava o kerygma, que se achava in totum na forma escrita nos livros canônicos. A tradição não era entendida como uma adição ao kerygma contido na Escritura, mas como uma forma de repassar o mesmo kerygma em forma viva; em outras palavras, tudo era encontrado na Escritura e ao mesmo tempo tudo era uma tradição viva".[4]


Cirilo de Jerusalém sustentou Sola Scriptura
O fato de que a Igreja Primitiva era fiel ao princípio de Sola Scriptura é claramente visto a partir dos escritos de Cirilo de Jerusalém (o bispo de Jerusalém na metade do século IV). Ele é o autor do que é conhecido como Discursos Catequéticos. Esta obra é uma extensiva série de discursos repassados a novos crentes expondo as principais doutrinas da fé. Não há, de fato, nenhum apelo em todos os Discursos a uma Tradição apostólica que seja independente da Escritura.

Ele declarou em termos explícitos que, caso apresentasse qualquer ensino àqueles catecúmenos que não pudesse ser validado pela Escritura, deveriam rejeitá-lo. Este fato confirma que sua autoridade como um bispo estava sujeita à sua conformidade diante das Escrituras em seu ensino. O fragmento seguinte é algo de sua declaração acerca da autoridade final da Escrituras diante daqueles discursos.

"Que este selo permaneça sempre em tua mente, o qual foi agora, por meio do sumário, colocado em teu coração e que, se o Senhor o permitir, daqui em diante, será elaborado de acordo com nossas forças por provas da Escritura. Porque, concernente aos divinos e sagrados Mistérios da Fé, é nosso dever não fazer nem a mais insignificante observação sem submetê-la às Sagradas Escrituras, nem sermos desviados por meras probabilidades e artifícios de argumentos. Não acreditem em mim porque eu vos digo estas coisas, a menos que recebam das Sagradas Escrituras a prova do que vos é apresentado: porque esta salvação, a qual temos pela nossa fé, não nos advém de arrazoados engenhosos, mas da prova das Sagradas Escrituras". [5]

"Mas enquanto avanças naquilo que estudas e professas, agarra-te e sustentes apenas a esta fé, que pela Igreja é entregue a ti e é estabelecida a partir de toda Escritura. Por nem todos poderem ler a Escritura, sendo uns por ignorância e outros pelos negócios da vida, o conhecimento da mesma está fora do alcance deles; assim, a fim de que suas almas não pereçam por carecerem de instrução, por meio dos Artigos, que são poucos, procuramos abranger toda a doutrina da Fé [...] E para o presente momento, confiamos a Fé à memória, meramente atentando às palavras; esperando, porém, que, no tempo oportuno, possa-se provar cada um destes Artigos de Fé pelas Divinas Escrituras. Pois os artigos de Fé não foram compostos ao bel-prazer dos homens: antes, os mais importantes pontos dela foram selecionados a partir de todas as Escrituras, forjando o único ensino da Fé. E, como a semente de mostarda em seu pequeno grão contém muitos ramos, assim também esta Fé, em umas poucas palavras, tem abrangido em seu seio o pleno conhecimento da piedade contido em ambos, Antigo e Novo Testamentos. Diante disso, irmãos, observem e sustentem as tradições que agora recebem, e escrevei-as sobre a tábua de vossos corações". [6]

Observe que, na passagem, Cirilo declara que os catecúmenos estão recebendo a tradição, e ele os exorta a que sustentem as tradições que ora recebem. Não obstante, a partir de qual fonte esta tradição derivava? Obviamente ela derivava das Escrituras, as quais são aquele ensino ou tradição ou revelação de Deus, que foi entregue aos Apóstolos e repassado à Igreja, e que agora nos está acessível apenas na Escritura.

É significativo que Cirilo de Jerusalém, que está comunicando a inteireza da fé àqueles crentes, não faça nem mesmo um apelo para uma tradição oral a fim de basear seus ensinos. A plenitude da fé está baseada sobre a Escritura e a Escritura somente.


Gregório de Nissa sustentou Sola Scriptura
Gregório de Nissa também enunciou este princípio. Ele declarou:

"A generalidade dos homens ainda flutua em suas opiniões acerca disto, as quais são tão errôneas como eles são numerosos. Quanto a nós, se a filosofia gentílica, que trata metodicamente todos estes pontos, fosse realmente adequada para uma demonstração, com certeza seria supérfluo adicionar uma discussão acerca da alma a tais especulações. Mas ainda que tais especulações procedessem, no que se refere ao assunto da alma, avançando tanto quanto satisfizessem ao pensador na direção das conseqüências já antevistas, nós não estamos autorizados para tomar tal licença - refiro-me a sustentar algo meramente por que nos satisfaz; pelo contrário, nós fazemos com que as Sagradas Escrituras sejam a regra e a medida de cada postulado; nós necessariamente fixamos nossos olhos sobre isto, e aprovamos somente aquilo que se harmoniza com o sentido de tais escritos". [7]


A Igreja Primitiva operou sobre a base de Sola Scriptura
Estas citações anteriores são simplesmente representativas da Igreja dos primeiros pais como um todo. Cipriano, Orígenes, Hipólito, Atanásio, Firmiliano e Agostinho são apenas alguns dos que poderiam ser citados como proponentes do princípio de Sola Scriptura em adição a Tertuliano, Irineu, Cirilo e Gregório de Nissa. A Igreja Primitiva operou sobre a base do princípio de Sola Scriptura. E foi este princípio histórico que, com efeito, os Reformadores tencionavam restaurar à Igreja. O uso extensivo da Escritura pelos pais da Igreja Primitiva desde o início é observado nos seguintes fatos:

Irineu: Conheceu a Policarpo, que foi discípulo do Apóstolo João. Viveu entre 130 e 202 d.C. Citou vinte e quatro dos vinte e sete livros do Novo Testamento, tomando mais de mil e oitocentas citações somente do Novo Testamento.

Clemente de Alexandria: Viveu entre 150 e 215 d.C. Citou todos os livros do Novo Testamento, exceto Filemom, Tiago e a Segunda Epístola de Pedro. Ele faz cerca de duas mil e quatrocentas citações do Novo Testamento.

Tertuliano: Ele viveu entre 160 e 220 d.C. Fez cerca de sete mil e duzentas citações do Novo Testamento.

Orígenes: Ele viveu 185 e 254 d.C., tendo sucedido a Clemente de Alexandria na escola Catequética em Alexandria. Fez aproximadamente dezoito mil citações do Novo Testamento.

Ao fim do terceiro século, a inteireza do NT poderia ser virtualmente reconstruída a partir dos escritos dos Pais da Igreja. Costumes e Práticas como Tradição Oral Apostólica.

É verdade que a Igreja Primitiva também sustentava o conceito de tradição em referência a alguns costumes e práticas eclesiásticas. Cria-se, muito freqüentemente, que certas práticas haviam realmente sido herdadas dos Apóstolos, mesmo que elas não pudessem ser validadas a partir das Escrituras. Estas práticas, contudo, não envolviam as doutrinas de fé e eram, por vezes, contraditórias entre diferentes seguimentos da Igreja.

Um exemplo disto é encontrado já no começo do segundo século, na controvérsia acerca de quando celebrar a Páscoa. Certas Igrejas celebravam em um dia diferente daquelas do Ocidente, mas cada uma reivindicava que sua prática particular foi herdada diretamente a partir dos apóstolos. Na realidade, isto levou ao conflito com o Bispo de Roma, o qual exigia que os bispos do Oriente se submetessem à prática do Ocidente. Mas eles recusaram-se a fazê-lo, por crerem firmemente que estavam aderindo a uma Tradição apostólica.

Quem estava correto? Não há maneira de determinar isto, se é que alguma dessas práticas tinha, verdadeiramente, origem apostólica. É interessante notar, contudo, que um dos proponentes da visão do Oriente foi Policarpo, que foi um discípulo do apóstolo João. Há outros exemplos desta espécie de reivindicação na história da Igreja. Mas, apenas pelo fato de certos Pais afirmarem que uma determinada prática é de origem apostólica, não significa necessariamente que seja. Significa simplesmente que eles assim o criam. Não existe, porém, um modo de verificar se, de fato, trata-se de uma tradição dos Apóstolos.

Houve numerosas práticas nas quais a Igreja Primitiva se engajou por crer que eram de origem apostólica (enumeradas por Basílio, o Grande), mas que ninguém as pratica hodiernamente. Diante disso, está claro que tais apelos para a Tradição oral apostólica - em referência a costumes e práticas - são carentes de algum significado.

As reivindicações da Igreja Católica acerca da Tradição como uma autoridade não são válidas
A Igreja Católica Romana afirma possuir uma Tradição oral apostólica que é independente da Escritura, e que é obrigatória a todos os homens. Para tal reivindicação, apela-se à declaração de Paulo em 2 Tessalonicenses 2.15: "Por isso, irmãos, firmem-se e retenham as tradições que receberam, quer seja por palavra quer seja por epístola nossa".

Roma assegura que, pelo ensino de Paulo nesta passagem, Sola Scriptura é falso, posto que o apóstolo deixou ensinos aos Tessalonicenses em ambas as formas, oral e escrita.

Entretanto, o que há de interessante em tais afirmações é que os apologistas romanos jamais documentam as doutrinas específicas a que Paulo estava se referindo, e que eles reivindicam possuir e ser autoritativa a todos os homens. Desde Francisco de Sales até os escritos de Karl Keating e Robert Sungenis, existe uma ausência muito notória de documentação acerca das doutrinas específicas às quais Paulo estava se referindo.

Sungenis editou recentemente uma obra em defesa do ensino católico romano acerca da tradição, intitulada de Not By Scripture Alone; que pretendia ser uma refutação definitiva ao ensino protestante de Sola Scriptura. Seu livro possui 627 páginas. Contudo, nem mesmo uma vez, no livro inteiro, o autor define o conteúdo doutrinário desta suposta Tradição apostólica que é autoritativa a todos os homens! Ainda assim, se nos afirma que ela existe, que a Igreja Católica a possui, e que nós somos obrigados, portanto, a nos submeter, porque somente esta Igreja possui a plenitude da revelação de Deus a partir dos Apóstolos.

O que Sungenis e outros autores católicos romanos falham em definir é o conteúdo e as doutrinas específicas da suposta "tradição apostólica". E razão pela qual eles não nos revelam isto é simplesmente porque ela não existe. Se tais tradições existissem e fossem algo de importância, por que Cirilo de Jerusalém não as mencionaria em seus Discursos Catequéticos?

Desafiamos a quem quer que seja a listar-nos as doutrinas das quais Paulo se refere em 2 Tessalonicenses 2.15, e que ele diz aos tessalonicenses que lhes foram entregues oralmente. Afinal, a única revelação especial que o homem possui hodiernamente de Deus é aquela que os Apóstolos deixaram por escrito, nas Escrituras Sagradas.

Estas eram a crença e a prática da Igreja Primitiva. Este mesmo princípio foi aderido pelos Reformadores. Eles buscaram restaurá-lo à Igreja, após a corrupção doutrinária que se havia infiltrado através da porta da tradição.

O ensino de um corpo separado de revelação apostólica conhecido como Tradição, de natureza oral, não foi originada com a Igreja Cristã, mas, sim, com o Gnosticismo. Foi uma tentativa dos Gnósticos de amparar a sua autoridade pela asseveração de que as Escrituras não eram suficientes. Eles afirmavam que possuíam a plenitude da revelação Apostólica porque não detinham apenas a revelação dos Apóstolos nas Escrituras, mas também, a tradição oral dos mesmos e, adicionalmente, a chave para interpretar e entender esta revelação.

Tal como os Pais da Igreja Primitiva repudiaram aqueles ensinos e reivindicações confiando e apelando exclusivamente para as Sagradas Escrituras, assim também devemos fazer.

"Minhas ovelhas ouvem a minha voz e eu as conheço, e elas me seguem", São João 10.27


Notas do Autor
[1] Alexander Roberts and James Donaldson, editors, Ante-Nicene Fathers (Peabody: Hendriksen, 1995) Vol. 1, Irenaeus, "Against Heresies" 3.1.1, p. 414.

[2] Ellen Flessman-van Leer, Tradition and Scripture in the Early Church (Assen: Van Gorcum, 1953) pp. 184, 133, 144.

[3] J. N. D. Kelly, Early Christian Doctrines (San Francisco: Harper & Row, 1978), pp. 42, 46.

[4] Heiko Oberman, The Harvest of Medieval Theology (Cambridge: Harvard University, 1963), p. 366.

[5] A Library of the Fathers of the Holy Catholic Church (Oxford: Parker, 1845), "The Catechetical Lectures of S. Cyril" Lecture 4.17.

[6] Ibid., Lecture 5.12.

[7] Philip Schaff and Henry Wace, editors, Nicene and Post-Nicene Fathers (Peabody: Hendriksen, 1995) Second Series: Volume V, Gregory of Nyssa: Dogmatic Treatises, "On the Soul and the Resurrection", p. 439.


Fonte: MinistérioCACP




Links Relacionados
CINCO SOLAS - Sola Fide na Perspectiva de Martinho Lutero
"Eu não posso negar que tudo o que papa faz deve ser suportado, mas me entristece que eu não possa provar que o que ele faz é o melhor. Embora, se eu fosse discutir a intenção do papa, sem me envolver com sua prestação de serviço mercenária, eu diria, brevemente e com confiança, que se deve assumir o melhor sobre ele. A igreja necessita de uma reforma, que não é o trabalho de um homem, a saber, o papa, ou de muitos homens, a saber, os cardeais, o que o mais recente concílio demonstrou, mas é o melhor de todo o mundo, de fato, é trabalho de Deus somente. Entretanto, somente Deus, que criou o tempo, sabe o tempo para esta reforma. Nesse meio tempo, não podemos negar tais erros manifestos. O poder das chaves é abusado e escravizado pela cobiça e ambição."


CINCO SOLAS - A Escritura, a Graça, a Fé, Cristo e a Glória
"A Reforma foi uma chamada ao cristianismo autêntico, uma tentativa de escapar da corrupção medieval da fé por meio de renovação e reforma. Seus ensinos, que giravam em torno da repetição quíntupla da palavra sola ("Somente"), eram uma mensagem radical para aquela época (e deveria ser para a nossa), porque exigiam um compromisso com um ponto de vista completamente teocêntrico da fé e da vida." (John D. Hannah) [1]


CINCO SOLAS - Sola Gratia
"Maravilhosa Graça! Quão doce o som que salvou um miserável como eu!"; "Maravilhosa graça do nosso amado Senhor, a graça que excede o nosso pecado e a nossa culpa". "Maravilhosa graça de Jesus, maior do que todos os meus pecados, como a minha língua deveria descrevê-lo, por onde deveria começar o seu louvor?". Os cristãos adoram cantar sobre a graça salvadora de Deus – e com razão. João nos diz que de Jesus "todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça" (João 1:16). Muitas das cartas do Novo Testamento começam e terminam com os escritores expressando seu desejo de que a graça de Jesus estivesse com o seu povo. As últimas palavras da Bíblia são: "A graça do Senhor Jesus seja com todos. Amém" (Apocalipse 22:21).


CINCO SOLAS - 2a Timóteo 3:16 e a Sola Scriptura
Questão: Onde na Bíblia a Sola Scriptura é ensinada? 2 Timóteo 3:15-17 é uma referência ao Antigo Testamento e não lida com quais livros são inspirados e como nós sabemos quais livros são inspirados. Como um ex-protestante, eu lutei comigo mesmo com esta questão e francamente ninguém me deu uma resposta satisfatória.


CINCO SOLAS - Solus Christus: O Nosso Único Mediador
O Catolicismo Romano afastou-se do Evangelho e instituiu o culto a Maria, já em 431, o culto às imagens, em 787, e a canonização dos santos, em 933. Instituiu também a figura do sacerdote como vigário de Cristo, a quem devem ser confessados os pecados e a quem supostamente foi conferido poder para perdoá-los, mediante a prescrição de penitências. Um dos pontos centrais das teses de Lutero tinha a ver exatamente com o poder do Papa e dos sacerdotes de perdoar pecados, que ele questionava, pelo menos no que diz respeito aos mortos. Dizia ele: O Papa não tem o desejo nem o poder de perdoar quaisquer penas, exceto aquelas que ele impôs por sua própria vontade ou segundo a vontade dos cânones. O Papa não tem o poder de perdoar a culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoando os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações a culpa permaneceria. Os cânones da penitência são impostos unicamente sobre os vivos e nada deveria ser imposto aos mortos segundo eles (teses 5, 6 e 8). Mas admitia o sacerdote como vigário de Deus, perante quem Deus podia perdoar a culpa, mediante humilhação do penitente (tese 7). Só mais tarde Lutero se libertou totalmente de alguns desses ranços de sua formação católica. Nem poderia ser diferente. Quando ele escreveu as teses, era ainda um monge católico romano.


CINCO SOLAS - Sola Fide: "Somente a Fé", ou a Exclusividade da Fé como Meio de Justificação
Falando da eleição, Paulo argumenta: E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça (Rm 11:6). A graça exclui totalmente as obras. O homem nada pode e nada tem para oferecer a Deus por sua salvação. A única coisa que lhe cabe fazer é aceitar o dom da salvação, pela fé, quando esta lhe é concedida. Fé na obra suficiente de Cristo, que lhe é imputada (creditada em sua conta) gratuitamente. Essa obra consiste na sua vida de perfeita obediência à lei de Deus, em lugar do homem, obediência que nem Adão nem qualquer de sua descendência pôde prestar, dada a sua condição de morte espiritual. Por isso Cristo é chamado de o segundo ou o último Adão (1Co 15:45).


CINCO SOLAS - A Declaração de Cambridge
As igrejas evangélicas de hoje estão cada vez mais dominadas pelo espírito deste século em vez de pelo Espírito de Cristo. Como evangélicos, nós nos convocamos a nos arrepender desse pecado e a recuperar a fé cristã histórica. No decurso da História, as palavras mudam. Na época atual isso aconteceu com a palavra evangélico. No passado, ela serviu como elo de união entre cristãos de uma diversidade ampla de tradições eclesiásticas. O evangelicalismo histórico era confessional. Acolhia as verdades essenciais do Cristianismo conforme definidas pelos grandes concílios ecumênicos da Igreja. Além disso, os evangélicos também compartilhavam uma herança comum nos "solas" da Reforma Protestante do século 16. Hoje, a luz da Reforma já foi sensivelmente obscurecida. A conseqüência foi a palavra evangélico se tornar tão abrangente a ponto de perder o sentido. Enfrentamos o perigo de perder a unidade que levou séculos para ser alcançada. Por causa dessa crise e por causa do nosso amor a Cristo, seu evangelho e sua igreja, nós procuramos afirmar novamente nosso compromisso com as verdades centrais da reforma e do evangelicalismo histórico. Nós afirmamos essas verdades e não pelo seu papel em nossas tradições, mas porque cremos que são centrais para a Bíblia.


DEFESA DA FÉ CRISTÃ - É a Bíblia Insuficiente em Termos de Fé?
Caro leitor, muitos grupos heréticos surgiram por causa da crença de que a Bíblia não é a completa revelação de Deus. A característica básica desses grupos é juntar a Bíblia a sua própria literatura, que geralmente passa a ter valor igual e até superior à própria Palavra de Deus, como é o caso das obras de Ellen White, de Russel e de Joseph Smith.


ESTUDOS - A Reforma Protestante: Perguntas e Respostas
1. Qual a importância da Reforma?
A Reforma Protestante foi importante para o cristianismo porque chamou a atenção para verdades (doutrinas) e práticas bíblicas que haviam sido esquecidas ou distorcidas pela Igreja Medieval. Não foi um movimento inovador, mas restaurador das convicções e ênfases do cristianismo original. Algumas de suas principais contribuições foram: retorno às Escrituras; a centralidade de Cristo; a salvação vista como dádiva da graça de Deus, a ser recebida por meio da fé; a Igreja não é a instituição ou a hierarquia, mas o povo de Deus – cada cristão é um sacerdote.


ESTUDOS - O Que Resta do Protestantismo Conduzido Pelos Reformadores
A Reforma Protestante, assim como todos os demais eventos históricos, passou por um processo de evolução com desdobramentos e transformações ao longo de quase cinco séculos. Cabe aqui olharmos para o atual estado do universo protestante, que representa mais de 800 milhões de pessoas em todo mundo em especial ao universo religioso brasileiro, onde os protestantes são mais de 42 milhões, para avaliarmos o que permanece do ideal defendido pelos reformadores. Ressalta-se, aqui, que infelizmente o desconhecimento desse grande legado teológico deixado por homens como Lutero, Zwinglio, Calvino e Meno Simon (representando os anabatistas moderados), tem feito muita falta, como bem expressa Timothy George em seu livro Teologia dos Reformadores: "Jerônimo disse certa vez que, quando lia as cartas do apóstolo Paulo, podia ouvir trovões. Os mesmos trovões também ecoam mediante os escritos dos reformadores. Os teólogos contemporâneos fariam bem em ouvir novamente a mensagem desses cristãos corajosos que desafiaram imperadores e papas, reis e câmaras municipais, porque suas consciências estavam cativas à Palavra de Deus". Os fatos falam por si mesmo sobre o que resta desse movimento que mudou não apenas a face da Europa do século XVI, mas do mundo como um todo. A marca distintiva da Reforma Protestante Sola Scriptura, Solo Christus, Sola Gratia, e Sola Fide sintetizam a teologia do movimento. Vejamos essas marcas hoje.


ESTUDOS - Educação, Ética e Cidadania na Obra de Martim Lutero: Contribuições Protestantes para a História da Educação Numa Aproximação com Paulo Freire (Em PDF)
O presente texto faz uma leitura interpretativa sobre as concepções de educação, ética e cidadania na obra de Martim Lutero. Dos seus principais escritos sobre educação buscamos elucidar os conceitos de educação, ética e cidadania e as inter-relações entre seus significados. Neste contexto nossa pesquisa se constitui numa contribuição para a História da Educação e para uma ressignificação da reflexão atual sobre ética e cidadania e seus vínculos com a educação, principalmente, a partir das origens do protestantismo histórico.

Trabalho realizado por: Alvori Ahlert.
Mestre em Educação nas Ciências, pela UNIJUÍ, RS, Doutor em Teologia, Área Religião e Educação pelo IEPG/EST, RS, Professor Adjunto da UNIOESTE, membro do GEPEFE e do Grupo de Pesquisa Cultura, Freonteira e Desenvolvimento Regional. alvoriahlert@hotmail.com, alahlert@brturbo.com.br e alvori@unioeste.br.


ESTUDOS - Um Sermão Sobre a Indulgência e a Graça
1. Em primeiro lugar, cumpre que saibam que vários novos mestres, tais como o mestre das Sentenças[2], S. Tomás[3] e seus seguidores, atribuem três partes à Penitência, quais sejam: a contrição, a confissão e a satisfação. Esta distinção, em seu conceito, dificilmente ou mesmo de forma alguma se acha fundamentada na Sagrada Escritura e nos antigos santos mestres cristãos. Mesmo assim queremos admiti-la por ora ou falar ou modo deles.


ESTUDOS - A Validade Permanente da Teologia Reformada
No capítulo introdutório deste livro, referimo-nos ao debate entre os historiadores sobre a questão de a Reforma ter sido primordialmente medieval ou moderna em seu impuslo e perspectiva básicos. Muitas vezes, aqueles que defendem a segunda hipótese - que a Reforma assinalou o despertar de uma nova era - fazem-no com uma sensação de júbilo por ter sido libertados das algemas da superstição e do dogmatismo, os quais pensa-se que caracterizaram a chamada "Idade das Trevas". Adolf von Harnack, grande historiador da igreja, acreditava que a história total do dogma cristão havia culminado e sido transcendida na teologia de Lutero: Lutero foi o fim do dogma, da mesma forma que Cristo foi o término da lei! Entretanto, qualquer tentativa de avaliar a importância da teologia da Reforma para a igreja de hoje deve reconhecer a absoluta impossibilidade de tal visão. Contra a ostentação de Erasmo de que ele não se deleitava com asserções, Lutero respondia que as asserções, que ele definiu como uma constante devoção, afirmação, confissão, sustentação e perseverança, pertenciam à própria essência do cristianismo. "Devem-se desfrutar as asserções, ou então não ser um cristão." Apesar de todas as suas críticas das doutrinas oficiais do catolicismo medieval, os reformadores viam-se numa ligação báscia com os dogmas fundamentais da igreja primitiva.


ESTUDOS - A Teologia de Martinho Lutero
Antes de continuar narrando a vida de Lutero e seu trabalho reformador, devemos nos deter para considerar a sua teologia, que foi a base dessa vida e dessa obra. Ao chegar o momento da dieta de Worms, a teologia do Reformador havia alcançado sua maturidade. Então a partir daí, o que Lutero fez foi simplesmente elaborar as conseqüências dessa teologia. Portanto, este parece ser o momento adequado para interromper nossa narrativa, e dar ao leitor uma idéia mais adequada da visão que Lutero tinha da mensagem cristã. Ao contarmos sua peregrinação espiritual, dissemos algo sobre a doutrina da justificação pela fé. Porém essa doutrina, apesar de ser fundamental, não é a totalidade da teologia de Lutero.


ESTUDOS - Conversas à Mesa com Lutero (Parte 2) - As Obras de Deus
LXIII
Todas as obras de Deus são inescrutáveis e inexplicáveis. Nenhum sentido humano pode descobri-las. Somente a fé é que pode apreendê-las, sem o poder ou auxílio humanos. Nenhuma criatura mortal pode compreender Deus em sua majestade. Por isso, ele veio a nós de maneira mais simples, foi feito homem, não é mesmo? Pecado, morte e fraqueza. Em todas as coisas, nas menores criaturas e nos seus membros, brilham claramente o poder supremo e as obras maravilhosas de Deus. Pois qual é o homem, por mais poderoso, sábio e santo, que pode fazer de um figo uma figueira ou um outro figo, ou de um grão de cereja uma cereja ou um pé de cerejas? Qual é o homem que sabe como Deus cria e preserva todas as coisas e faz com que se desenvolvam?


ESTUDOS - Conversas à Mesa com Lutero (Parte 1) - Palavra de Deus
I
Que a Bíblia é a palavra de Deus e o seu Livro, eu o provo desta forma: Todas as coisas que existiram e existem no mundo e a forma sob a qual existem encontram-se descritas no primeiro livro de Moisés sobre a criação; exatamente como Deus criou e deu forma à terra, e assim a terra permanece até hoje. Potentados infinitos se iraram contra esse livro e tentaram destruí-lo e exterminá-lo – o rei Alexandre Magno, os príncipes do Egito e da Babilônia, os monarcas da Pérsia, da Grécia e de Roma, os imperadores Júlio e Augusto – porém eles não prevaleceram; estão todos liquidados e extintos, enquanto que o Livro permanece e permanecerá para sempre, perfeito e intacto, como foi dito primeiro. Quem o assim auxiliou – quem o assim protegeu contra tais forças poderosas? Com certeza ninguém, a não ser Deus mesmo que é o senhor de todas as coisas. E não se trata de um milagre pequeno Deus tem preservado e protegido esse Livro; pois o diabo e o mundo são-lhe inimigos furiosos. Acredito que o maligno tenha destruído muito bons livros da igreja, da mesma forma que outrora matou e destruiu muitas pessoas piedosas, cuja memória agora está esquecida, porém a Bíblia Deus de bom grado deixou subsistir. Da mesma forma, o batismo, o sacramento do altar, o verdadeiro corpo e sangue de Cristo e o ofício da pregação permaneceram até nós, a despeito de uma infinidade de tiranos e de perseguidores heréticos. Deus, pelo seu poder único, conservou tais coisas; vamos, então, sem medo de impedimento batizar, administrar o sacramento e pregar. Homero, Virgílio e outros escritores nobres, finos e profícuos legaram-nos livros de longa antiguidade, mas estes representam zero em relação à Bíblia. Enquanto a igreja papista preponderava, a Bíblia nunca foi franqueada às pessoas em uma forma tal que pudesse ser lida de forma clara, inteligível, segura e fácil, como agora podem fazê-lo na versão em alemão que, graças a Deus, preparamos aqui em Wittenberg.


ESTUDOS - A Reforma Protestante e Suas Principais Causas
Não há como negar a influência da Reforma Protestante em nosso século. Qualquer livro de História que aborde o tema: "Baixa Idade Média e início da Idade Moderna", tem, obrigatoriamente, a necessidade de discorrer sobre um dos principais marcos dessa época: a Reforma Protestante, liderada pelo monge agostiniano Martinho Lutero. Embora seja extremamente velho (quase 500 anos), trata-se, porém, de um tema ainda vivo e em debate hoje em dia. A interpretação que os historiadores dão à História influencia a explicação das causas da Reforma Protestante. A ênfase sobre um ou outro fator histórico depende da escola de interpretação. Vejamos o que nos informa o historiador Earle E. Cairns:


ESTUDOS - Como Era o Pano de Fundo Político e Filosófico da Renascença, de onde brotou a Reforma Protestante?
Meu caro leitor, no pano de fundo do pensamento renascentista se destacam algumas figuras de vulto, começando com Nicolau de Cusa e terminando com Giordano Bruno. É uma nova concepção filosófica do mundo e da vida, ainda não bem claramente esboçada, de que seus próprios autores, às vezes, não tem clara consciência. É uma época de transição, em que novo e velho se entretecem mutuamente. A maior conquista do pensamento da Renascença está na história humana e na ciência natural. Daí derivam, em seguida, a ciência política e a técnica científica, que tiveram o seu grande início. É o fruto do vivo interesse e da penetrante observação da experiência e do concretismo, quase desconhecidos do pensamento clássico e medieval.


ESTUDOS - O Protestantismo (Documentário)
"Pois não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois ele é a força da salvação de todo aquele que acredita. Do judeu em primeiro lugar, mas também do grego. Pois nele está a justiça de Deus que é revelada pela fé e na fé, como está escrito: 'o justo viverá pela fé'." No século 16, uma série dramática de protestos religiosos, sociais e políticos, produziu uma nova e influente forma de cristianismo que logo cresceria para rivalizar com o católico e o ortodoxo, como o terceiro grande ramo da maior religião na Europa. Mais tarde, o protestantismo se espalharia mundialmente em um dos maiores movimentos da História.


ESTUDOS - Protestantismo no Brasil
O estudo da história da igreja cristã, especialmente no Brasil, têm provocado alguns estudiosos a observar e escrever sobre os problemas do protestantismo em nosso país, as perspectivas do movimento é discutido a necessidade de uma teologia tupiniquim. O professor Luiz Sayão, nos convida a fazer essa análise: "É preciso pensar o protestantismo pau-brasil! Protestantismo do país pentacampeão, pentasecular, pós-pentecostal, perigosamente problemático, praticamente pós-moderno! Para pensar, em prolegômenos, o protestantismo principiante do principal país português, precisamos proferir palavras propriamente planejadas, previamente preparadas, pesquisando os períodos do protestantismo pau-brasil: partindo-se do pioneiro e principiante, e prosseguindo até o presente e pós-moderno. Possivelmente poderemos prosseguir pincelando o painel polimorfo protestante! Podemos prosseguir? Perfeitamente!"


ESTUDOS - A Salvação se Dá pela Fé ou Pelas Obras?
Meu caro leitor, considerando o desígnio da passagem bíblica, desaparecem as aparentes contradições. Paulo diz que o homem é justificado pela fé sem as obras, e Tiago afirma que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé. Como eliminar tal aparente contradição? Levando em conta o desígnio diferente que levam as cartas de um e de outro, Romanos 3.28 e Tiago 2.24.


ARTIGOS INTERESSANTES - Bíblia Estimula Consciência Social
Um estudo promovido pela Universidade Baylor, no Texas, Estados Unidos, e coordenada pelo pesquisador Aaron Franzen, divulgou em setembro que a leitura frequente da Bíblia Sagrada desenvolve a consciência social das pessoas, resultando na preocupação com a pobreza e no tratamento mais humano dos criminosos, e ainda, segundo as informações da pesquisa, a leitura da Bíblia também está ligada a melhores atitudes em relação à Ciência.


ARTIGOS INTERESSANTES - "Os Erros Não se Acham na Revelação de Deus, Mas nas Interpretações dos Homens"
A maioria das explicações dadas acerca de questionamentos sobre a Bíblia são baseadas na própria fé. No livro "Manual de Dificuldades Bíblicas", os teólogos americanos Norman Geisler e Thomas Howe se propõem a explicar as passagens mais polêmicas do livro baseando-se também na lógica. Após um trabalho de pesquisa que durou 40 anos, a dupla destaca 780 passagens, que vão desde o conforto das acomodações na arca de Noé, em Gênesis, até questionamentos sobre a redondeza do planeta Terra, lá em Apocalipse. Escrita sob tópicos de "problema" e "solução", a obra é extremamente direta, sucinta, e passeia por todos os livros da Bíblia. O texto explica pontos de difícil compreensão da narrativa e traz as referências nas quais os teólogos se baseiam para criar os embates.


ARTIGOS INTERESSANTES - A Bíblia é o Documento Mais Historicamente Correto de Todos os Tempos
Chad Hovind, pastor da mega igreja Horizon Community, de 5.000 membros, em Cincinnati, Ohio, quer ajudar os cristãos a entender melhor por que a Bíblia é o documento "mais historicamente correto de todos os tempos". Segundo Hovind, a visita do conhecido pregador Josh McDowell à sua igreja ajudou muitas pessoas a "abrirem os olhos" para alguns fatos fascinantes. O autor de "Mais que um carpinteiro" usou em suas palestras um rolo com os cinco primeiros livros da Bíblia (Torá) com cerca de 500 anos de idade. Ele permitiu que os presentes o tocassem e examinassem. Depois, explicou que aquele era um dos poucos manuscritos completos da Torá do mundo que não está em algum museu.


ARTIGOS INTERESSANTES - A Descoberta da "Onda Gravitacional" do Big Bang Reforça a Criação Bíblica, Diz Astrônomo
Alguns especialistas científicos cristãos acreditam que a descoberta da "onda de gravidade", anunciada no início desta semana por cientistas que trabalham com um telescópio no pólo sul chamado BICEP 2, fornece confirmação para o relato bíblico da criação, apoiando a teoria do "big bang". "A Bíblia foi a primeira a predizer a cosmologia do big bang", segundo Hugh Ross, presidente e fundador de Reasons to Believe, uma organização criacionista que acredita que o cristianismo e a ciência são complementares.


ARTIGOS INTERESSANTES - E Se a Reforma Protestante Não Tivesse Ocorrido?
Dizem que ele não tinha a intenção. Mas, em 1517, quando o monge alemão Martinho Lutero se revoltou com os rumos do catolicismo e propôs uma reforma na Igreja, acabou mudando o destino do mundo inteiro. Naquela época, reis, príncipes e duques estavam insatisfeitos em prestar obediência ao papa, por isso, aproveitaram o movimento para proclamar sua independência não só religiosa mas também política.


OUTRAS OBRAS - Uma Introdução a Max Weber e a "Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo".
"A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo" (Die protestantische Ethik und der Geist des Kapitalismus) de Max Weber foi escolhido como o mais importante escrito teórico publicado no século XX, por dez intelectuais convidados pelo jornal Folha de São Paulo, para elaborar a lista dos cem melhores livros de não-ficção ou ensaios do século (uma outra obra de Weber, "Economia e Sociedade", ocupa a terceira colocação).

Por Franklin Ferreira,
Ministro da Convenção Batista Brasileira, doutorando em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, onde leciona Teologia Sistemática.

* Arquivo em PDF contendo 14 páginas. Aproximadamente 171kb.


PERGUNTAS E RESPOSTAS - Lutero Adicionou a Palavra "Somente" em Romanos 3.18?
Oi irmão Marcell a paz!!!

Romanos 3.28 diz: "Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei."

Os católicos dizem que Lutero adicionou a palavra "somente" em Romanos 3.28 para ensinar a doutrina da Sola Fide. Embora, nas nossas Bíblias atualmente não constam a palavra "somente" e na Bíblia que a Igreja Luterana usa atualmente também não consta.

É verdade que Martinho Lutero acrescentou a palavra "somente" em Romanos 3.28? Por favor me explique.

O que você tem a dizer sobre a Sola Scriptura e os Pais da Igreja?
Nome:

E-Mail:

Comentário:





& PROTESTANTISMO &
Desde 03 de Agosto de 2008