"Pregar as Escrituras é pregar a Cristo;
pregar a Cristo é pregar a cruz;
pregar a cruz é pregar a graça;
pregar a graça é pregar a justificação;
pregar a justificação é atribuir o todo da salvação à glória de Deus e responder a essa
Boa Nova em grata obediência por meio de nossa vocação no mundo.
"


Michael Horton, "Os Sola's da Reforma" in Reforma Hoje,
Editora Cultura Cristã, 1999, pág. 124

Sola Fide na Perspectiva de Martinho Lutero
(Publicado: 08 de Fevereiro de 2015, Domingo, 20:57)
"Eu não posso negar que tudo o que papa faz deve ser suportado, mas me entristece que eu não possa provar que o que ele faz é o melhor. Embora, se eu fosse discutir a intenção do papa, sem me envolver com sua prestação de serviço mercenária, eu diria, brevemente e com confiança, que se deve assumir o melhor sobre ele. A igreja necessita de uma reforma, que não é o trabalho de um homem, a saber, o papa, ou de muitos homens, a saber, os cardeais, o que o mais recente concílio demonstrou, mas é o melhor de todo o mundo, de fato, é trabalho de Deus somente. Entretanto, somente Deus, que criou o tempo, sabe o tempo para esta reforma. Nesse meio tempo, não podemos negar tais erros manifestos. O poder das chaves é abusado e escravizado pela cobiça e ambição."

A Escritura, a Graça, a Fé, Cristo e a Glória (Publicado: 16 de Março de 2014, Domingo, 03:57)
"A Reforma foi uma chamada ao cristianismo autêntico, uma tentativa de escapar da corrupção medieval da fé por meio de renovação e reforma. Seus ensinos, que giravam em torno da repetição quíntupla da palavra sola ("Somente"), eram uma mensagem radical para aquela época (e deveria ser para a nossa), porque exigiam um compromisso com um ponto de vista completamente teocêntrico da fé e da vida." (John D. Hannah) [1]

Sola Gratia (Publicado: 15 de Março de 2014, Sábado, 21:23)
"Maravilhosa Graça! Quão doce o som que salvou um miserável como eu!"; "Maravilhosa graça do nosso amado Senhor, a graça que excede o nosso pecado e a nossa culpa". "Maravilhosa graça de Jesus, maior do que todos os meus pecados, como a minha língua deveria descrevê-lo, por onde deveria começar o seu louvor?".

Os cristãos adoram cantar sobre a graça salvadora de Deus – e com razão. João nos diz que de Jesus "todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça" (João 1:16). Muitas das cartas do Novo Testamento começam e terminam com os escritores expressando seu desejo de que a graça de Jesus estivesse com o seu povo. As últimas palavras da Bíblia são: "A graça do Senhor Jesus seja com todos. Amém" (Apocalipse 22:21).

A Declaração de Cambridge (Publicado: 06 de Abril de 2011, Quarta Feira, 22:57)
As igrejas evangélicas de hoje estão cada vez mais dominadas pelo espírito deste século em vez de pelo Espírito de Cristo. Como evangélicos, nós nos convocamos a nos arrepender desse pecado e a recuperar a fé cristã histórica.

No decurso da História, as palavras mudam. Na época atual isso aconteceu com a palavra evangélico. No passado, ela serviu como elo de união entre cristãos de uma diversidade ampla de tradições eclesiásticas. O evangelicalismo histórico era confessional. Acolhia as verdades essenciais do Cristianismo conforme definidas pelos grandes concílios ecumênicos da Igreja. Além disso, os evangélicos também compartilhavam uma herança comum nos "solas" da Reforma Protestante do século 16.

Hoje, a luz da Reforma já foi sensivelmente obscurecida. A conseqüência foi a palavra evangélico se tornar tão abrangente a ponto de perder o sentido. Enfrentamos o perigo de perder a unidade que levou séculos para ser alcançada. Por causa dessa crise e por causa do nosso amor a Cristo, seu evangelho e sua igreja, nós procuramos afirmar novamente nosso compromisso com as verdades centrais da reforma e do evangelicalismo histórico. Nós afirmamos essas verdades e não pelo seu papel em nossas tradições, mas porque cremos que são centrais para a Bíblia.

2a Timóteo 3.16 e a Sola Scriptura (Publicado: 21 de Fevereiro de 2011, Segunda Feira, 15:28)
Questão: Onde na Bíblia a Sola Scriptura é ensinada? 2 Timóteo 3:15-17 é uma referência ao Antigo Testamento e não lida com quais livros são inspirados e como nós sabemos quais livros são inspirados. Como um ex-protestante, eu lutei comigo mesmo com esta questão e francamente ninguém me deu uma resposta satisfatória.

Solus Christus: O Nosso Único Mediador (Publicado: 08 de Fevereiro de 2011, Terça Feira, 16:39)
O Catolicismo Romano afastou-se do Evangelho e instituiu o culto a Maria, já em 431, o culto às imagens, em 787, e a canonização dos santos, em 933. Instituiu também a figura do sacerdote como vigário de Cristo, a quem devem ser confessados os pecados e a quem supostamente foi conferido poder para perdoá-los, mediante a prescrição de penitências. Um dos pontos centrais das teses de Lutero tinha a ver exatamente com o poder do Papa e dos sacerdotes de perdoar pecados, que ele questionava, pelo menos no que diz respeito aos mortos. Dizia ele: O Papa não tem o desejo nem o poder de perdoar quaisquer penas, exceto aquelas que ele impôs por sua própria vontade ou segundo a vontade dos cânones. O Papa não tem o poder de perdoar a culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoando os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações a culpa permaneceria. Os cânones da penitência são impostos unicamente sobre os vivos e nada deveria ser imposto aos mortos segundo eles (teses 5, 6 e 8). Mas admitia o sacerdote como vigário de Deus, perante quem Deus podia perdoar a culpa, mediante humilhação do penitente (tese 7). Só mais tarde Lutero se libertou totalmente de alguns desses ranços de sua formação católica. Nem poderia ser diferente. Quando ele escreveu as teses, era ainda um monge católico romano.

Sola Fide - "Somente a Fé", ou a Exclusividade da Fé como Meio de Justificação (Publicado: 04 de Dezembro de 2010, Sábado, 17:01)
Falando da eleição, Paulo argumenta: E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça (Rm 11:6). A graça exclui totalmente as obras. O homem nada pode e nada tem para oferecer a Deus por sua salvação. A única coisa que lhe cabe fazer é aceitar o dom da salvação, pela fé, quando esta lhe é concedida. Fé na obra suficiente de Cristo, que lhe é imputada (creditada em sua conta) gratuitamente. Essa obra consiste na sua vida de perfeita obediência à lei de Deus, em lugar do homem, obediência que nem Adão nem qualquer de sua descendência pôde prestar, dada a sua condição de morte espiritual. Por isso Cristo é chamado de o segundo ou o último Adão (1Co 15:45).

Sola Scriptura e os Pais da Igreja (Publicado: 04 de Dezembro de 2010, Sábado, 17:02)
A Reforma do século dezesseis foi responsável por restaurar à Igreja o princípio de Sola Scriptura, um princípio que havia operado dentro da Igreja Cristã a partir do início da era pós-apostólica.

Primeiro, os apóstolos de Jesus Cristo ensinaram oralmente; entretanto, com o findar da era apostólica, toda revelação especial que Deus tencionou preservar ao homem foi reunida por escrito, nas Escrituras. Sola Scriptura é, pois, o ensino, baseado na própria Escritura, de que há somente uma revelação especial de Deus que o homem possui hoje - a.s, A Bíblia.

Logo, as Escrituras devem ser materialmente suficientes e ser, por sua própria natureza (i.e., por serem inspiradas por Deus), a autoridade final para a Igreja. Isto também implica dizer que não há porção da revelação que tenha sido preservada na forma de tradição oral, independente da Palavra escrita. Não possuímos qualquer ensino de um Apóstolo atualmente - fora das Escrituras. Somente as Escrituras, então, registram para nós o ensino apostólico e a revelação final de Deus.



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